Tribe house e a "cena".

por - 09:33

Dia 04 de Julho, sábado. Vou até a Tribe House (conhecida casa de show localizada na Henrique Schauman) para ver um amigo meu tocar. Tudo bem, sei o que eles vão tocar e não me agrada nem um pouco, mas aquela história da amizade em primeiro lugar, se faz presente. Logo na entrada eu e o Japonês, trombamos alguns pokemons que me pedem o isqueiro para acender aqueles cigarrinhos de sabor, e não conseguem acender a merda do cigarro. Acho que seria mais fácil com pedra ou porra parecida, em dois segundos acendo meu cigarro e empresto-lhe a brasa. Isso valeu algumas risadas, não nego. Naquele momento não haviam muitas pessoas fora da casa e estava cedo, 16:30, por aí. O movimento começa a aumentar lá pelas 17:30, quando não pára de chegar um pessoal estranho e igual. Cabelos com cortes engraçados lembrando Chitãozinho e Xororó na época dourada, calças coloridas (feias pra caralho), e aqueles tênis de cano alto. Mas pra falar a verdade, acho que já me acostumei com isso e não fiquei abalado. Entrei na casa e fui ver a banda que meu amigo ia tocar bateria pra quebrar o galho, na esperança de alguma banda antes ou depois tocar algo razoavelmente legal, fiquei ali esperando e fotografando, até que o fato mais curioso da noite aconteceu: um moleque com a camisa da banda Glória, calça colada marcando as bolas, cabelinho pra fora do boné, boné com aba pra cima escrito "suicidal". Apenas me perguntei: "Será que esse filho da puta conhece suicidal tendencies?", acho que não. É, acho que estou velho e chato para tudo. Eu, o único cara com calça jeans normal, tenis, camisa do Circle Jerks e cabelo "to com preguiça de cortar", o underground não vive como antes.

Isso foi escrito no dia 05/07. E bem, não precisa nem de foto né?

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