Impressões do Festival Mundo 2010! Segundo dia...

por - 15:12

No domingo do Festival Mundo 2010 o lance mais relevante foi a presença em massa do público ao evento. Foi um dia voltado mais pro rock pop e o som regional, foi o dia com o maior numero de bandas locais do Festival. Em meio a mistureba de estilos caracteristica do evento, todas as bandas foram muito bem recebidas pela platéia. O público fez um show a parte, mostrando que estava ali para curtir e se divertir, aberto a novos sons. Foi um dia legal para conferir tambem a vernissage e ver o desenho fodástico do Shiko, ter certeza que Krysna é a guria prodigio das artes pessoenses e que Rafael Passos (Todas as fotos deste post são dele) manda nas fotos dos eventos musicais do Nordeste.




Dalva Suada - Festival Mundo (2010)



Eram quase cinco da tarde (mais uma vez, horário propício, tipico de missas dominicais) quando a primeira banda do adentrou o palco. Foi a banda de rock local Dalva Suada a responsável pela abertura do barulho dominical. Recheada de experimentalismo e guitarras tortas a banda inundou o palco com uma energia fora do comum. Eu ja comentei aqui que o vocal da banda, Marcelo Pira, é uma figura impar. O camarada além de ser showman no melhor esquema artistico da palavra, ainda diverte todo mundo, contagia realmente quem estiver por perto. A banda executou algumas faixas do primeiro EP deles lançado este ano e aproveitaram para testar algumas faixas novas ao vivo. O show foi muito bom, dos melhores shows do dia, acredito que a banda merecia um melhor horário com um destaque maior. Quem não chegou cedo perdeu um dos melhores momentos mais divertidos do meu domingo no festival.



Anjo Gabriel - Festival Mundo (2010)





Outra banda que merecia ter sido escalada num horario de maior destaque foi a banda pernambucana Anjo Gabriel. A banda faz um rock progressivo de primeira linha, tudo muito bem feito e entrosado no palco. Psicodelia no mais alto estilo feita numa calmaria incomun, chega a ser um momento mistico as apresentações da banda ao vivo. Soube ontem que o LP da banda feito em Menphis (EUA) chegou mas está preso no aeroporto do Recife. A banda é responsável por um dos melhores discos que ouvi esse ano, aconselho muito o confere. As 2 primeiras bandas ja fizeram o segundo dia de festival valer muito, lamento muito que as bandas não tiveram o público merecido.



A Elmo é paraibana e toca hardcore e foi a banda mais fora do lugar da segundo dia de festival. O quarteto estava lançando o seu primeiro disco e fez um ótimo show, mas deveriam ter sido escalados num dia mais rock. Tocaram entre as bandas experimentais e as de rock pop e sons regionais, mesmo assim representaram bem e mandaram ver num hardcore da melhor qualidade, coisa que nao tenho visto muito no nordeste.


Foi com o inicio da banda local Sem Horas que o público começou a chegar em massa. A Sem Horas é uma banda de rock gaucho feita na paraiba com pitadas de jovem guarda e rock alternativo. O som é um tanto datado, mas não da pra negar que funciona muito bem ao vivo. É dançante, animou geral os presentes. O vocalista é nitidamente da escola jupteriana e o cover do Erasmo Carlos caiu bem, interessante foi ver a presença de público realmente da banda, cantando junto, esse reconhecimento é sempre bem legal.




Os Reis da Cocada Preta - Festival Mundo (2010)





A banda Os Reis da Cocada Preta continuou com o que foi iniciado pelo Sem Horas, rock alternativo com pitadas de pop divertido e dançante. Soube que a banda é de um dos integrantes da lendaria banda de hardcore paraibana Dead Nomads (É isso mesmo?!). As canções da banda foram cantadas aos berros por boa parte do público presente na frente do palco, banda muito competente ao vivo, mas nada de novo no som.


Começou a vibe regionalista/MPB da noite, Seu Pereira e Coletivo 401 é uma banda formada por músicos competentes como o Thiago Sombra (teve ou tem mil bandas em João Pessoa) e ainda conta com Esmeraldo Marques ( O Chico Correa, um dos melhores músicos do nordeste na minha modesta opinião). Porem, em momento nenhum a banda decolou. Eu estou falando isso em termos de me atrair musicalmente, chamar minha atenção, isso realmente nao aconteceu. Em termos de público foi um sucesso, a receptividade foi muito boa. O Rock com pitadas de Funk e MPB cairam como uma luva para embalar o público.


Apos eles veio o Beto Brito, figura popular na cena paraibana. Fez a ciranda acontecer com sua rabeca, mas eu nao tenho mais paciencia pra esses sons, so me tocam no periodo de carnaval realmente, aproveitei para interagir um pouco com os amigos presentes. So digo aqui que o show do Beto demorou MUITO pra começar, atrasando mais o que ja estava meio atrasado.




Julia Says - Festival Mundo (2010)



Com isso, a dupla pernambucana de música eletronica/experimental Julia Says foi a maior prejudicada da noite. Como disse na resenha do dia anterior, o local é lindo, massa mesmo, mas tem um problema com o horário, não pode ultrapassar muito a meia noite. Sendo assim, a Júlia Says entrou no palco por volta das 23 horas e saiu as 23:15. A banda foi TRATORADA a ponto do vocal da banda anunciar uma parada mais ou menos assim: acabei de descobrir que essas sao nossas ultimas 2 musicas, acabamos de entrar mas é isso mesmo, essas são as melhores. O mais foda é que foi o melhor show da banda que eu vi, mesmo so tendo tocado 5(?) músicas foi um dos melhores shows da noite. O som estava muito bom, o público foi muito receptivo. Curti bastante a música nova que fechou o show do Duo, acho que finalmente a banda ta chegando no som que quer.




Moveis Coloniais de Acaju - Festival Mundo (2010)




Veio então a melhor banda POP do pais na atualidade, o coletivo de rock pop com pitadas de ska brasiliense Móveis Coloniais de Acaju. O som estava um pouco baixo (não sei se tinha a ver com o horario) e o show foi um pouco curto. Porem, a banda é incrivel no palco. A energia é tamanha, o carisma também, é sempre uma coisa muito bonita de ver. Em menos de uma hora de show a banda mandou diversas faixas do novo disco, o C_mplete, o melhor momento do show foi quando a banda manda uma jam de ska/jazz de primeira classe no meio de uma das músicas mais pops do disco, Natural. Já disse isso algumas vezes, mas Adeus é uma das melhores músicas pop que escutei no brasil em muito tempo, tudo é muito bem feito e arranjado. Foi com ela que a banda atingiu a apoteose do show, com chuva de papel picado, puseirinhas da banda e tudo que o público tinha direito.



Alegria, satisfação são palavras boas para expressar o segundo dia da sexta edição do Festival Mundo. Alegria do público interagindo muito nos shows, das bandas pela bela receptividade e dos organizadores pelo sucesso com um público de trës mil pessoas na Usina Energisa. Soube ontem que a banda cearence Fossil não iria mais tocar nessa segunda feira, se eu fosse da organização convidaria a Julia Says pra tocar no lugar, com direito a um show completo.


Ate mais tarde entao...

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