Prefácio de novas elucubrações ou "mais do mesmo".

por - 15:24


olá alguém. meu nome é wash. pra alguns eu sou wash de souza, pra outros sou wash caffeine, pra uma minoria ainda sou o "bebs", e pra maioria devastadora eu não sou ninguém, mas mesmo assim, a partir de agora você, que frequenta essa boa fatia de info cultural alternativa chamada altnewspaper, vai ocasionalmente topar com algum lixo, digo, texto meu por aqui. certo? óright? mas calma, vamos por partes;


anteontem o Paulo e o Diego, que cuidam desse blog, conversavam comigo no meu, no seu, no NOSSO! MSN (ahh esses romanos e suas tecnologias...) e me perguntaram "wash, tá afim de escrever uma coluna no altnewspaper?" e eu disse "caras!, tenho dois problemas básicos ao escrever em veículos de alta rotatividade: 1º não consigo manter uma freqüencia de txt. às vezes escrevo três txts de uma só tacada e às vezes passo 3 meses sem escrever. me acontece. e 2º só escrevo sobre besteiras fúteis que tô afim de escrever. às vezes sobre música. tem problema??" e os caras disseram "mermão, fica à vontade! a casa é sua: pode fuçar no banheiro de porta aberta e mijar na geladeira!!" e daí eu isse "beleiza, demorô, passa a régua!" e então, cá estou eu! e isso resume o poder da comunicação moderna, vejam só vocês.


mas espera que tem mais; acima de tudo, me sinto na obrigação de falar sobre o que você vai ler quando ver meu nominho assinado aí, no cabeçalho do txt. acho uma boa dar esse toque (toque sem segundas intenções, ok!): ao menos assim, você já terá a escolha de saber se QUER OU NÃO começar a ler algo que tem certa possibilidade de terminar sem maiores significados ou conclusões.


não sou um cara atualizado. me desculpe, mas não sou. vivo ainda nos anos 90. às vezes esqueço que existiu um governo do Fernando Henrique Cardoso, que o 11 de setembro já tem 10 anos, que meu irmão mais novo tem 20 anos e o pescoço tatuado, e que o Nevermind do Nirvana foi lançado à 20 anos atrás e hoje é um clássico e mesmo assim quando coloco ele na "vitrola" pra tocar, parece que foi lançado ontem. só me lembro da idade real das coisas quando olho no espelho e vejo quanto cabelo me sobrou na cabeça.


sou lento pras novas tecnologias. já cheguei naquele estágio de achar que o celular tem funções demais, além de fazer e receber chamadas. tudo sobre o que eu poderia escrever aqui nessa coluna, você provavelmente já viu. se ainda não viu, em 3 minutos vai aparecer nos links do seu facebook, tenha certeza. ahh, tu nem é chegado à essas paradas de "mané feicebuqui"?? sem problema: de alguma forma você obterá a informação que procura, e a que não procura também, porque é tudo acessível, é tudo na cara, é tudo nosso. vc vai olhar seu webmail, um jornal online, seu amigo vai te passar um link pelo MSN - o seu, o meu, o NOSSO msn - ahhh que ferramenta maravilhosa que esses romanos criaram. quase uma ciência!


enfim, não dá mais pra ser surpreendente, reconheço. o jornalismo perdeu definitivamente o grande ás que mantinha na manga: a matéria exclusiva, o EXTRA! EXTRA!, a novidade que só ele tinha: toda notícia, eu disse TODA noticía - que não seja local, da sua cidade ou bairro, da sua rua! ...fora esse tipo de novidade, toda notícia que você lê no reader, na folha online, no facebook, já foi dada em algum outro lugar, traduzida, reformulada e relançada no próximo site. é um dos motivos pelo qual os weblogs são o futuro da informação. o blog tem sido uma ferramenta excepcional: a notícia nunca chegou tão rápido até o destinatário como da forma que acontece hoje. carta, telégrafo, telefone, beep, celular? tudo lixo! televisão??... pff!: o que eu leio agora de manhã só passa no jornal da meia-noite! definitivamente o futuro é agora. mas é óbvio: você já sabe disso tudo. viu só, meu nível de update?


anyway, é isso que farei por aqui: escrever sobre nada e sobre ninguém, deixar o texto indefinido, com aquela impressão de se perguntar no final "sobre o quê eu estava falando mesmo?": meu pièce de résistance!


vá benne, vou tentar ser mais dirigido à musica em geral, já que esse é o carro-chefe do webzine. mas não espere modernidade de mim, nem tampouco simpatia, deslumbre, e demais fofuchices: aqui nessa casa rola Bukowski entornando e com Gene Kruppa na vitrola, rola Hemingway saindo na mão rolando Tom Waits no fundo do bar; aqui nessa casa tem Cartola no pé e Slayer na cabeça. deu pra sacar?


pois então que "seje sastifatóira" a leitura que lhe proporcionará esse seu humilde narrador, combinado? faço votos.

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