O Despertardor: um blog que ajuda a acordar...

por - 12:51

Existem pessoas que voce acha genial, isso é bem normal na vida de todo mundo concordam?! Alguns seres são extra - ordinários, tem uma luz natural. Quando você considera uma pessoa genial e ela ainda te chama de amigo, voce consegue realizar quão prazeroso podem ser alguns momentos na vida. Dentre algumas pessoas destacavéis que conheci ao longo da vida, algumas são benevolentes o bastante para divivir essa genialidade com todos. Romero Maia é sociologo, foi professor em algumas escolas do Recife, trabalhou na prefeitura do Recife e hoje trabalha na CPRH, desenvolveu trabalho sobre a juventude brasileira durante a graduação do seu curso, inclusive saiu recentemente um artigo sobre o tema na Revista Brasileira de História e Ciências Sociais. Esse mês ele resolveu começar a colocar suas idéias na net (sempre tentei convence-lo a fazer isso, e finalmente consegui), o primeiro texto fala sobre o que define o talento, versa sobre as caracteristicas para entendimento e despertar deste talento. O nome do post foi Acordando, sacai...



" Todos têm missões consigo e com os outros que precisam ser realizadas para a vida valer a pena. É a chamada autorrealização. A felicidade mais profunda que só é alcançada por meio do autoconhecimento. Os momentos de silencio são valiosos porque eles marcam o início da desvinculação necessária com os estímulos que dispersam nossa atenção do essencial.

À medida que o tempo passa em remanso, todos os pensamentos dispersivos vão se desintegrando em nossa mente, sem que ela jamais esvazie. Mesmo nos estágios meditativos mais avançados algo ainda persiste. Esse algo somos nós. E a resposta básica para a autorrealização e felicidade profunda vem por intuição. Nos deparamos com o significado de nossa liberdade. Ela se encerra naquilo que somos. Ao mesmo tempo, deixa a pista que podemos crescer com aquilo que não podemos deixar de ser. Podemos aumentar a energia da nossa natureza ad infinitum.

A liberdade de cada um está faculdade de perpetuar a expansão de seus inalienáveis talentos até que o tempo acabe. Os talentos são as características intrínsecas do nosso ser. São os elementos abstratos que no encontro com a fisionomia e trajetória asseguram a individualidade.

Um talento não pode ser confundido com uma mera pré-disposição. Um exemplo simples: uma pessoa alta e saudável tem pré-disposição para praticar basquete. Isso não quer dizer que esse seja seu talento. Senão bastaria juntar as pessoas mais altas e então se teria o melhor critério para uma seleção de basquete. A vida não foi feita para que as coisas funcionem assim. Também não é tão misteriosa a identificação do talento a ponto de tal reconhecimento exigir uma capacitação específica. Talento é o que gostamos ser e fazer ante nosso horizonte de possíveis. É a expressão máxima da nossa missão e pode ser qualquer coisa e várias coisas. A expressão do talento é o gostar e o ser humano é capaz de se entregar prazerosamente às mais diversas atividades e formas de expressão de si.

Assim como não há quem não goste de alguma coisa, não há quem não tenha talento. Geralmente as pessoas não teorizam sobre o porquê de seu gostar. Gostam simplesmente, e os talentos se manifestam logo na mais tenra idade. Ora por meio de influência explícita, ora implícita, conformando as possibilidades de expressão percebidas, que nada mais são que alternativas de integração com a energia do mundo. Combinando-se ou não com a pré-disposição. Mas sempre em diálogo com as condições com as quais se vive. O que quer dizer que se por um lado a liberdade de expansão dos nossos talentos não encontra limites subjetivos, dado que o ser não tem limites, ela pode encontrar constrangimentos objetivos. Por isso é crucial observarmos atentamente a nós mesmos e o mundo. Sem medo do que podemos descobrir.



A descoberta é o sentido da vida. O processo de descobrimento é doloroso só enquanto persiste a dúvida. A felicidade suprema trazida pela iluminação é o farol para onde nunca podemos deixar de ir. Sob pena de ficarmos estanques na calmaria do sofrimento perpétuo, negando nossa essência. A felicidade exige a busca, o movimento. O que poucos entendem, todavia, é que essa busca começa na direção interior, de si, o inire. A primeira hora é a hora do mergulho. Nas profundezas, vemos a luz sobre nossas cabeças. Lá tudo faz sentido e é onde e tudo começa. A luz de cada um mostra sua direção a seguir e lhe serve de combustível e farol. Orientados pelo farol certo, intuímos que apenas navegar é preciso. Não há mais tantas preocupações. A não ser o compromisso de se manter desperto. Todos os dias."


A ideia do autor é escrever um texto mensal, estou tentando convencê-lo a escreve um novo por mês e mandar também um dos seus textos antigos (totalizando 2 textos por mês). Aconselho muito seguir o blog para novos textos e ideias do cara, caso queira fazer algum comentário ou interagir com ele: despertador-br.blogspot.com


Ps: Imagens meramente ilustrativas

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