Os 5 melhores nacionais de 2010 (E um gringo pro cês), por Paulo Marcondes

por - 11:00

Final de ano é tradição em quase todos os cantos da internet sair uma listinha de lançamentos do ano. Aqui não é diferente. O altnewspaper é uma espécie de "jornal alternativo", administrado por várias pessoas do HominisCanidae. Resolvemos que cada integrante do Hominis, irá fazer uma lista com 5 lançamentos nacionais de 2010 e um gringo. Então, aqui segue a minha, divirtam-se:


5º. m. takara 3 - “Sobre todas e qualquer coisa: Novo projeto do Mauricio Takara, dessa vez atacando num formato trio e utilizando de letra e vocal. Recheado de elementos percurssivos, o projeto é formado pelo Rogerio Martins e Guilherme Valério na guitarra. Logico que elementos eletrônicos e experimentalismo não faltam ao disco, mas pelo que vi do ao vivo, os elementos percussivos carregam o que o projeto tem de mais importante. Talvez seja o trabalho mais pop e estranho do Takara. O registro saiu pela Desmonta no formato de LP e Cd, coisa muito fina.

4º. Emicida - Emicidio: a segunda mixtape full do rapper paulista, Emicida, foi um dos lançamentos mais esperados do ano para quem conhece suas músicas e sua forma sincera de fazer rap. Com letras tratando de assuntos mais pessoais do que a consagrada "Pra quem já mordeu um cachorro por comida até que eu cheguei longe" e bases mais bem elaboradas, a tape leva o posto de quarto disco do ano.
3º. Dance of Days - Dance of Days (Disco Preto): este trabalho do Dance está aqui por um único motivo: em 15 anos da banda eles consguiram fazer algo totalmente novo em relação ao material passado. Esqueçam o Coração de Tróia, pois como diz o Altro em Colheita Maita: "O coração de tróia entrou e explodiu: É hora de infestar", Six First Hits, e principalmente o penúltimo trabalho que muita gente que acompanha a banda há um tempo não gostou: Dança das Estações. Mais punk e 80 do que nunca, o Disco Preto convoca os ouvintes a tomar as ruas e mover-se em relação a tudo. Reflitam, crianças do campo. Terceiro lugar.

2º. Herod Layne - Absentia: o post-rock sempre foi um estilo de fazer som muito peculiar e gostoso de se ouvir. Do Slint ao Explosions in The Sky. Mas com a crescente cena da música experimental/instrumental, muitas bandas acabaram perdendo o que a música tem de mais valor: sua originalidade. Algumas bandas esbarram no clichê de sempre e nas mesmas influências, a Herod Layne foge de tudo isso. Mistura uma guitarra bem distorcida com o tal do post-rock e o faz de forma que seus ouvidos sangram, mas no melhor sentido da palavra. Segundo disco do ano.

1º. Jair Naves - Araguari: a carta de boas vindas do trabalho solo do ex-vocalista da banda Ludovic surpreendeu muita gente. Muitos esperavam algo na mesma pegada do trabalho anterior e assim que ouviram depararam-se com uma evolução notável. Do vocal feminino que o acompanhou, feito por Júlia Frate, as letras escritas de maneiras mais metafóricas e com menos "raiva". Foi inevitável, de imediato, não compará-lo ao trabalho exercido no Ludovic e após ver essas canções sendo interpretadas ao vivo, tive certeza que a única palavra para definir esta carreira solo que ainda está no início e tende a só melhorar, é: evolução.

Um gringo pro cês:
Rob Mazurek - Calma Gente: não conhecia o trabalho do Rob Mazurek, mas após cair de cabeça dentro dos trabalhos da Submarine Records, por conta do Diego, aqui do blog e lá do HominisCanidae, fui atrás desse lançamento. Um belo disco, do começo ao fim. Experimental na dose certa, improvisações, meio free jazz, enfim, um disco torto, porém muito bem tocado. Melhor gringo do ano, pra mim.

Você também pode gostar

1 comentários

  1. >Esse disco do Mazurek é absurdo. Ouvi apenas 1x e já achei absurdo. Certamente é muito foda.

    ResponderExcluir