O que é experimental para você?

por - 15:10

O que é experimental para você? É correto afirmar que há uma cena chamada experimental? A música é algo elitista e limita-se ao fato de que se você for rico, fará música erudita, se for classe média, fará um 'rockzinho' e se for pobre, tocará samba? Há a escola do experimental? O que é ser experimental? Fazer uma música experimental designa de um estilo de vida deste gênero? Experimental vem de experiência, é a única conclusão que posso chegar.

Esse amontoado de palavras repetidas que iniciam o texto mostra como foi o debate sobre “o futuro da cena Experimental” que aconteceu sábado, no DIS #1. Apesar do pouco tempo de conversa, cada frase pronunciada fez os mais atentos refletirem de forma absurda. Seja com o Felipe Ribeiro dizendo que ver uma pessoa da classe alta fazendo funk carioca, seria uma das formas mais experimentais de se fazer música que ele viu, ou com o Giuliano do N-1, falando que experimental é conseguir despertar algo na pessoa da forma não-convencional de se tocar, com ruídos, sons ambientes pré-programados ou distorção em guitarras, como o notyesus, que tocou no primeiro dia do evento.

Com o fluir da conversa, percebemos que o importante não era saber se algo era mais ou menos experimental, se fulano ou ciclano era “true”, o que é experimental de verdade, pois isso é relativo para cada um, o ideal é saber que devemos levar isso para outras pessoas. É fazer o maior número de fãs de música torta aparecer e a galera que não conhece nada, mas sente vontade de descobrir o que é, aparecer, apoiar e quem sabe, não passar a criar alguma coisa a partir da iniciativa do evento, de ver o pessoal em ação, com seus notebooks, sintetizadores, guitarras, cacos de instrumentos, incensos, cartas de baralho, vinis e etc.    

Experimental vem de experiência, é a única conclusão que posso chegar
, continuo pensando isso e que música torta é o que causa estranheza, desconforto e soa de forma diferente. Agora é com você. Na sua cabeça, o que é experimental?

E que venha o DIS #2.

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2 comentários

  1. >1. não estive no debate, mas tenho algo a dizer sobre o termo: ele não é tão restritivo quanto "música contemporânea (de concerto)", podendo incluir outros termos, como um grande guarda-chuva, ou arca (para os mais cristãos). assim, embora toda classificação de estilo seja falha e aproximativa, o experimental incluiria, por exemplo: o barulho (noise), o drone, a música silenciosa, a música eletroacústica, a improvisação livre, a música eletrônica faça-você-mesmo.ao mesmo tempo, o termo música experimental, ligado a práticas aventurosas de música, por vezes atrela uma conotação de "não se prender a formas prontas de música", de "atravessar estilos", de "busca por modos de criação próprios a cada um", de "pesquisa de novas formas e meios de fazer música e expandir o que é música".assim, ele se afasta de ligações com convenções, como pop, rock, blues, samba, ritmos específicos, formas musicais específicas, e modelos de se fazer "música".2. perguntas como o que é música experimental por vezes confundem o objeto com o termo, porque no caso, me parece que não há um objeto claro e portanto está a se discutir o termo "música experimental", como ele ocorre, quando é empregado, etc, esperando que isso possa iluminar as pessoas sobre o que seria o objeto.3. nada melhor que frequentar a cena para a formação de uma imagem mental sobre o que seria "música experimental". convido a todos a comparecerem aos concertos no ibrasotope.

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  2. >mais uma coisinha, a observação do 3° parafrafo do ponto 1 não implica que essas convenções não façam parte das influências e referências de alguns artistas experimentais. implica, no entanto, que o modelo representado não é seguido.

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