Conheça o selo PopFuzz Records, de Alagoas para o mundo...

por - 09:23


O selo PopFuzz Records foi o que deu inicio a o que hoje responde pelo Coletivo PopFuzz, responsável por diversas atividades culturais bastante relevantes que vem ocorrendo em Maceió, Arapiraca e porque não dizer dentro do estado de Alagoas como um todo. Segundo os próprios integrantes, no site do coletivo " o Selo Popfuzz Records foi o que nos uniu no início, com a idéia de que todos tínhamos ou estávamos prestes a formar uma banda e precisávamos de algo que nos representasse, que ficasse responsável pela gravação e divulgação de nossos discos." Partindo desta idéia, hoje o selo é um coletivo, integrado na rede fora do eixo que tenta colocar a música independente alagoana na cena nacional. São os responsáveis pelo Festival Maionese (que este ano será realizado nos dias 13 e 14 de Maio). Durante o carnaval encontramos com Caique Guimarães, um dos integrantes do selo/coletivo, e ele deixou nas nossas mãos os últimos três trabalhos do selo (que apresenta 6 bandas no cast). Nos resolvemos falar um pouco sobre estes bons trabalhos (que constam todos no Hominis Canidae pra download) e sortear os 3 discos por aqui!


A julgar pelo trabalho anterior, o disco A Pack Of Cigarettes For The Midnight Trap, do Bad Rec Project, projeto de um homem só feito em casa pelo Caique Guimarães, mostra uma bela evolução, do lo-fi para algumas experimentações sutis, como uso de sintetizadores, efeitos eletrônicos e guitarras, isso é claro, sem perder a essência folk que registrara no EP homônimo.

A primeira música, 1 minute to midnight, soa estranha, é uma introdução feita numa espécie de cavaquinho e do nada, absolutamente do nada, surge um ruído alto e que pode soar perturbador para o ouvinte menos atento. Da Midnight Trap é a faixa mais agressiva do álbum. Com um vocal bem áspero e rasgado, a música segue o raciocínio de experimentações sutis. Aos poucos, o disco vai se acalmando, as faixas a seguir vão fazendo menos barulho e flertando com o lo-fi característico da Bad Rec Project e algumas vezes com o indie rock.

Dream of Sharks
é a faixa mais estranha do álbum (e no bom sentido). Um violão simples de fundo e um vocal bem eletrônico, da um ar de desespero, da parte de quem canta. Outra faixa que vale ser destacada por seu lado experimental, é a Normal, seguindo a estética da Dream of Sharks, só que com um violão bem mais agressivo, a música transmite uma sensação indescritível ao ouvinte. Meio torta, meio estranha. Talvez seja a melhor maneira de rotulá-la.

Traveling Alone by Bus (I Hope You Understand)
volta naquela pegada mais indie, mais sintetizador e lo-fi. Em compensação, The understanding part, é a música mais melódica de todo o disco. Daquelas que você imagina ouvindo quando está chovendo, um frio intenso e talvez acompanhado de algo ou alguém. Em suma, A Pack of Cigarettes For The Midnight Trap é um ótimo disco e mostra uma evolução muito grande em relação ao EP. Não é complexo de se ouvir, não requer ouvidos calejados de músicas tortas, nem nada disso, é só baixar, colocar pra tocar e viajar. Boa diversão a todos.


A Neon Night Riders é um trio formado por Alcyr Vergetti (baixo), Hugo Estanislau (guitarra/voz/programações) e Bruno Gusmão (voz/sintetizador/programações), e talvez tenha sido responsável pelo melhor trabalho lançado no estado de Alagoas no ano de 2010. Pra ter uma idéia, o disco foi lançado pelo net label Sinewave e a banda apresenta Shoegaze entre os rótulos necessários na música nacional. Só isso, ja valeria o download e o minimo de atenção para este trabalho. Para conhecer um pouco mais sobre a banda, aconselho dar uma lida nessa entrevista deles no Overmundo.

The Neon Albumé o terceiro registro da banda (antes dele, 2 Eps foram lançados, The Neon EP (2007) e Introductions for destroying yourself (2008)). O disco abre com uma de suas faixas mais poderosas, See the Sky é recheada de sinths e um eletro noise da melhor qualidade, realmente elevando o ambiente. Vocais dobrados em um refrão explosivo e dançante, sem perder o ritmo em momento algum. Disguise deixa claro que a falta de instrumentistas é totalmente suprida pela tecnologia, programações em teclado são encontradas por toda a música. A 3ª faixa, New York is calling, deixa claro que a banda não tem nada de regionalista, o nordeste é só uma situação geográfica do encontro e nascimentos dos integrantes da banda (talvez seja a melhor faixa do disco, pronta pra tocar em qualquer club do mundo!).

Hostile
merece destaque pelo belo trabalho de introdução feito pelos sintetizadores, é uma faixa das mais calmas e bem feitas do cd. Os vocais em reverb são muito bem aplicados. Escape tem uma das letras mais legais do disco e o efeito mais bonito dentre os utilizados na programação das baterias do material. Ghost of mine traz o momento mais sujo do disco, um eletro rock com pitadas de indie e bateria eletrônica reta, com vocal mais limpo (porém com efeitos). O disco acaba com uma música pop mundial, deixando claro que não existe barreiras geograficas e sonoras pro grupo, South travelling consegue cumprir o papel determinado no nome da canção.

No fim das contas, The Neon Album é uma viagem em meio a influências que vão do mundo eletrônico ao indie rock, com pitadas de pop e ambient dignos de nota. Me lembra algumas coisas que só o Garbage fazia, música pop com qualidade que conseguia chegar as massas da MTV e até nas cabeças dos mais criticos e chatos da música, fazendo com que elas balancem e entrem no ritmo, ate que o corpo todo se entregue e comece a festa!


A She Are representa inovação nessa cena independente brasileira. Onde as bandas às vezes parecem ter medo de arriscar fazer um som diferente daquele que se convencionou chamar de “rock alternativo”, She Are buscou um caminho completamente oposto. Tudo isso começou no fim da década de 00 em Arapiraca/AL, influenciado por um lendário show da banda britânica The Prodigy na cidade.

No mais recente trabalho lançado pela PopFuzz Records, usando de elementos eletrônicos ainda pouco difundidos no país como 8bit, que tem como base os sons de jogos de videogame dos anos 80 e 90, a banda lançou em 2010 o seu cartã ode visitas, o primeiro EP. Com quatro faixas intituladas de “Beat 1”, “Beat 2”, “Beat 4” e “Beat 8” podemos ser levados, à primeira vista, a ter uma falsa idéia de que falta criatividade para esse quarteto alagoano, o que cai por terra assim que começamos a escutar o disco.

Apresentado uma bela mistura entre o novo e o antigo na música eletrônica, She Are já conquistou seu público no Estado de Alagoas e agora busca disseminar com mais força o seu som pelo Brasil. O que convenhamos, é ótimo para todos nós.

Se quiser ganhar os três discos distrinchados acima mais adesivos estilosos do selo Pop Fuzz (esse logo ai com o urso) basta morar no Brasil, contar com a sorte do site Sortei.me e mandar ate a próxima Sexta -Feira (25/03) a seguinte frase pelo twitter:

"Eu preciso ganhar os discos instigados da @Popfuzzrec que o @HominisCanidaee está sorteando!
http://kingo.to/wiL"

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5 comentários

  1. >as músicas do ep da she are são Beat 1, Beat 2, Beat 4, Beat 8.

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  2. >É mesmo velho, nem me liguei nisso. hahahahaDepois eu arrumo geralz!

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  3. >e o alcyr saiu da neon, agora é só o hugo e o bruno hehehe

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  4. >Po, no post do hominis mandei que era duo, eu ja ia mandar isso la. Mas la ta certo, aqui ta errado então.hahahaha

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  5. >Esqueci do sorteio da @Popfuzzrec, vamos ao resultado então! Parabens @ridicularize (Sem Sorte né?!), link sorteio: http://sorteie.me/1GL6Zz

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