Maratona Dance Of Days no Recife! Se essas paredes falassem...

por - 12:17


Antes de mais nada preciso glorificar o Gustavo Lira, o Mago e o pessoal do Elo Coletivo e Coletivo HR pela realização de tal evento.Pela primeira vez a banda Dance Of Days realizou o evento maratona, onde toca praticamente todas as músicas da banda, fora do estado de São Paulo. E isso só aconteceu por culpa dos envolvidos. Mesmo com todo o problema de divulgação do evento (infelizmente alguns veiculos negam ou negligenciam shows punks/emo etc), os shows aconteceram da melhor maneira possivel e sem nenhum problema aparente. Devo dizer também que nem de longe sou a pessoa mais indicada para falar dos shows das bandas do evento e nem da Dance Of Days, pois escutei realmente as demos, e os primeiros discos da banda. Vamos ao que interessa, os shows...

No último final de semana, a banda paulista Dance Of Days esteve no Recife divertindo fãs, fazendo amigos e interagindo com todo mundo (esta primeira foto é so pra deixar claro o que foi o fds, banda e público eram uma coisa só!). Nene Altro e companhia aportou no bar burburinho soltando berros, guitarras distorcidas e barulho que para quem estivesse disposto a ouvir. No sabado, Nene trabalhou em dobro, mostrando as músicas do seu projeto punk Total Terror Dk, demonstrando o punk 77 com ótima qualidade. O disco da banda acaba de sair do forno, seria uma boa banda pro dia barulhento do Apr (mas ta dificil acontecer isso!).



O show da Dance Of Days começou por volta da meia noite, na passagem do sabado para o domingo, seguindo a ordem cronologica dos discos escolhidos para cada dia, a música Se essas paredes falassem deixou o jogo ganho para banda ainda na primeira estrofe. A letra foi gritada por todo público presente antes mesmo que o Nene pudesse cantar alguma coisa. E isto seguiu durante todas as faixas do A história não tem fim (1º disco cheio da banda, com músicas em portugues), que foi finalizado com Suburbia, 1986.

O impressionante é que a banda não faz pausa entre várias músicas, tocavam cinco sem parar. Uma coisa tem que ser esclarecida, o que ficou claro nesse evento é que para o fã da Dance Of Days não existe disco ou música preferida, todos sabem todas as faixas e elas são cantadas em berros sem intervalo. Assim seguiram os demais discos escolhidos para primeira noite do evento, incluido o disco mais pop da banda A Valsa das aguas vivas (recheado de convidados como Fernada Takai e Jair Naves), que teve faixas como Adeus Sofia e a apoteotica Vitória aplaudida e glorificada pelos fãs.


O primeiro dia terminou com a execução das faixas do mais recente trabalho do grupo, o Disco Preto, lançado o ano passado e muito bem falado. Acho que foi um dos momentos mais aguardados pela banda, é sempre mais legal tocar o trabalho mais recente, e eles foram muito bem recebidos. Em tempos de internet, ja era até um disco antigo, todos tinham e sabiam todas as faixas antes mesmo do ano novo. Com cerca de uma hora e quarenta de show, um calor enorme e cerca de 40 faixas executadas, entre músicas da banda e covers (sim, ainda rolaram covers) o Sabado a noite foi feliz e guardou a expectativa para os demais discos que seriam tocado no segundo dia da Maratona.

O domingo começou com atraso nos shows, tive a oportunidade de ver o show da Nark antes do Dance of Days. Punk rock que me lembrou a cólera com alguma pitada de bad religion, letras de protesto e clima desleixado da banda no palco. Músicas curtas e show grande, mesmo que rápido. Talvez pelo atraso dos shows, o domingo foi um dia bom para quem estava com vontade interagir bastante com os integrantes da Dance. Nene rodava pelo antigo de chinelo junto com Samuel e Tiello. O Fausto ficava de bobeira no burburinho e na banquinha de cds. A banda levou o clima de fora do palco para o palco, se sentido totalmente em casa, por volta das nove e meia da noite do domingo começou o segundo dia da Maratona. Começaram de onde tinham parado no dia anterior, executando faixas do disco Insonia (Guga é teu preferido esse né? Eu não conheço ele), mais uma vez cantado bem alto pelos presentes, que interagiam cada vez mais no palco e fora dele.


Começaram então a executar os trabalhos da banda que ficaram para o segundo dia. A demo em ingles Six First Hits foi iniciada com a boa canção I Thougt It Was A Brand New Star que foi muito bem executada. Acho que todas as faixas da demo foram executadas e acompanhadas atentamente pelo público (boa parte nunca tinha ouvido uma daquelas músicas sendo executadas ao vivo). Depois da demo veio o melhor disco da banda (opinião de quem escreve), o trabalho temático Coração de Tróia, que foi executado por inteiro para delirio do público que anciava pelo som mais pesado da banda. O bacana deste disco é que ele pode ser rápido e violento, mas não perder as canções mais melodicas (caracteristicas da banda), Correção, Prego, cruzes e um saco de moedas (com Nene descalço correndo no meio do público e sendo acompanhado por todo espaço superior do Burburinho) e Caulfield foram destaques desta parte do show.

Seguiram então para o momento que levaria ao fim do show, cantando canções do disco Lirio dos Anjos (um dos mais pops da banda), tendo a música titulo ecoada em gritos por entre os presentes no chão e no palco (nessa momento, os dois eram praticamente uma coisa só!). Nene Altro emocionado, disse "fui no meu primeiro show punk aos 14 anos e a coisa mais legal foi ver os meus idolos andando no meio do público, trocando uma ideia e tomando uma cerveja. É isso que deve ser a essência de tudo". O lance é o seguinte, Nene está com 38 anos (ta muito tiozão!) e quando você pensa que agora ele poderia se afastar um pouco mais do público é exatamente o contrario, o camarada está cada vez mais próximo.


E talvez pelo atraso no horário, o show do segundo dia foi mais curto, direto e intenso. Também por culpa do atraso ocorreu o melhor momento do dia, quando apos a última música, com o palco tomado pelo público e o som desligado, uma das guitarras executou as notas iniciais de Se Essas Paredes Falassem, que acabou sendo executada por todos os presentes no palco e fora dele, totalmente a capela, com acompanhamento da bateria. Numa especie de simbiose não existia mais banda, não existia mais público e a maratona completou seu ciclo, voltando para a música que deu inicio a todo o evento. Visivelmente emocionados, os integrantes do Dance Of Days se despediram do público, agradeceram e encerraram um momento que vai ficar na memória dos fãs da banda que puderam comparecer ao evento. Bom, é isso, espero que esses eventos aconteçam mais por aqui e que o público compareça!

Ps: Todas as fotos são do brodagi paraibano Rafael Passos, espero ver fotos dele do Abril Pro Rock tambem.

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2 comentários

  1. >Foi foda! Os dois dias. A galera que encarou e organizou isso ta de parabéns mesmo!

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  2. >O show da minha vida.Valeu Gustavão, Valeu a galera do Elo Coletivo e Coletivo HR, Valeu a todos os caras do Dance of Days.Voltem sempre!

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