"Esses jornalistas são todos iguais..."

por - 13:02


Sempre bem arrumadinhos com aquele vocabulário rebuscado e com suas roupas todas engomadinhas. Bem que a minha mãe disse: “filho, eles não prestam...”, mas eu sempre quis saber qual era a deles. E com isso, fui lendo jornal e assistindo televisão, só pra ver onde ia dar. Tudo parecia ir tão bem, até que a máscara caiu. De fato, minha mãe tinha razão. Mas eu não estou sofrendo. Muito pelo contrário, estou é achando graça!

Não tem como não falar no episódio do Realengo, que matou e morreu na boca do povo, mas não só na boca do povo. Até hoje, quando abro o jornal, vejo vestígios do acontecido na mídia. E a opinião dá lugar à precisão da notícia que, aliás, já foi noticiada. Não há mais o que se dizer. E aí eles levantam questões sociais que esquecerão em quinze minutos, traçam perfis psicológicos baseados em fatos surreais, profetizam, assustam e depois vão embora sem nem dar um beijinho de despedida. Quanta insensibilidade, não?

Só lembrando, o que é notícia hoje, vira história amanhã. Ou seja, vale a pena se questionar, de modo geral, se o que estamos vendo hoje em nossos jornais já foi o que um dia vimos ou veremos em nossos livros didáticos. Afinal, a história nada mais é do que um dos lados de uma versão bilateral da realidade. Discutir relação é necessário para que não tenhamos desilusões amorosas e corações partidos. Ah, esses jornalistas...

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