Um presente de Craven

por - 13:07



Você pode até não ser fã dos gêneros suspense e terror, mas certamente já ouviu falar em algum trabalho de Wes Craven. Adorado por uns, odiado por outros, o certo é que um dos "mestres do suspense" criou clássicos. Lembra de A Nightmare on Elm Street (A Hora do Pesadelo), The Hills Have Eyes e The Last House on the Left? Pois bem, são dele. E dele também é um dos maiores clássicos de suspense dos anos 1990: Scream (mais conhecido na terrinha por Pânico).

Wes Craven tem um quê de sanguinário, ácido e divertido. Em Pânico 4 ele aparece mais ácido que nunca, como se os 15 anos de intervalo entre o primeiro filme da sequência e o mais novo fossem intencionais. Dessa vez, a sobrevivente do massacre de Woodsboro, Sidney Prescott (Neve Campbell) volta à cidade onde tudo começou, para lançar seu novo livro, exatamente no aniversário do massacre. Mas como não podia deixar de ser, a morte continua rondando a personagem e todos ao seu redor, e um assassino psicótico quer lhe causar sofrimento.





Além da bela Neve Campbell, Craven conseguiu reunir no elenco David Arquette e Courtney Cox (que estavam na sequência original, como o policial Dewey que nuca sabe atirar, e a repórter esperta), e também outros rostos conhecidos, como a Hayden Panettiere (do seriado Heroes) e o Adam Brody (The O.C.).

Mesmo tendo um fracasso recente em seu currículo (A Sétima Alma, 2010), Craven mostra que não perdeu a mão ao nos apresentar um filme ácido, que faz piada de si mesmo e de outras sequências do gênero, como Jogos Mortais, além de remakes de clássicos, como A Casa de Cera. O diretor reserva também espaço para pequenas "homenagens" aos colegas Robert Rodriguez e Bruce Willis, além de um despertador que toca a música tema de Um Tira da Pesada. Os diálogos rápidos e os elementos que compõem as cenas estão sempre recheados de informações, seja no filme que os personagens assistem, ou nos jogos que incluem descrições de serial killers famosos do cinema, tornando tudo uma grande brincadeira entre o espectador (principalmente os mais atentos ao gênero) e o longa.




Outro trunfo de Scream 4 é a preocupação estética de Craven, que procurou deixar a plástica do filme parecida com a de seus anteriores, como se o tempo da história tivesse passado, mas a tecnologia fílmica não, dando ao espectador a sensação de quem assiste a uma fita antiga. Com roteiro bacana, sangue espirrando e cenas que deixam os menos acostumados um pouco indigestos, além de uma cutucada na sociedade e na indústria cinematográfica, Pânico 4 pode não ser um clássico do suspense que vai te matar de susto, mas é um daqueles filmes que vale a pena ser visto, um presente de Wes Craven aos fãs da saga.

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