Conheça o Barulhista, celebrando a vida em novo single...

por - 18:06



O Barulhista seria um trabalho voltado para música popular porém com forte apelo no experimental. Onde encontraremos uma pesquisa em ritmos brasileiros e uma desconstrução desses ritmos e harmonias. É projeto de música eletroacústica do músico e compositor mineiro G.A. Retrata de maneira intimista e bastante experimental uma viagem pelos diversos estilos presentes na música brasileira. Estes seriam as maneiras simples de tentar explicar um projeto que transcende musicalmente. O som do camarada contempla bem os ouvintes ao qual bandas nacionais como Constantina, Hurtmold e Labirinto soa bem aos ouvidos. Fora isso, ele vem de uma escola mineira bem tradicional na tal busca pela musicalidade extrema (um bom exemplo disso seria o grupo mineiro Uakti)

G.A ja tem dois trabalhos lançados no projeto Barulhista (ambos pra download no Hominis) e desde o mês passado vem soltando faixas singles do seu futuro trabalho "Mute ou quando Cassia abre os livros", gravado no primeiro semestre deste ano e que será lançado pelo selo La Petite Chambre (mesmo de Lise e Constantina) daqui a exatos um mês (15 de julho de 2011, virtualmente, la no Hominis), no dia do anivérsario da Cassia (namorada do musico) como um belo presente singelo e original. O disco contará com 12 faixas (nomeadas pela Cassia antes de qualquer gravação). No mês passado, a bela canção pequeninos/as saiu como faixa inédita da coleta #12 (baixai), do mês de maio do Hominis Canidae, além do belo video/teaser que voce vê ai.





O novo trabalho do artista, sera um disco eletroacústico que agrega manifestações musicais brasileiras e de outros cantos do mundo. Uma mistura de batidas de hip hop, post-rock, ritmos brasileiros com efeitos de música eletrônica a sons coletados do cotidiano. A primeira vista, objetos como copos, cadeiras e motores de geladeira não nos remete diretamente para algo musical. Mas é essa a matéria-prima que Barulhista utiliza para desenhar suas músicas. Uma solução arquitetônica para uma série de pulsos e texturas sonoras agrupados de forma simples e cuidadosa. como foi resumido pelo próprio G.A: Músicas para dançar sentado. Hoje, no dia de seu aniversário, o musico nos brinda com a bela canção Vivre sa vie, nome retirado de um filme do Godard no qual o artista tenta passar a intensidade da vida e como a mesma deve ser aproveitada. Ouça e baixe a música direto do soundcloud do artista:




  Barulhista - Vivre sa vie by barulhista

Para apresentar o artista para voces e saber um pouco mais sobre os caminhos trilhados por ele, fizemos três perguntas básicas para o camarada.  Com vocês, O Barulhista:

Porque voce resolveu fazer a tal musica chamada experimental?! O que te levou a isso?

Não foi uma resolução, simples assim, eu sempre toquei desde criança influenciado por meus pais. Na adolescência participei de bandas de rock, assim como quase todo mundo. Em 2003, tive aulas sobre música e outras mídias com o duo O Grivo que trabalha com música experimental, na origem da palavra. Desde então comecei a compor a partir de sons coletados com gravadores analógicos e digitais. Minha tentativa é de fazer uma música que não soe tão estranha ao ouvinte de música popular.

E quais seriam suas influencias principais?!


Eu sempre respondo essa pergunta com a frase: Tudo, o tempo todo. Mas, realmente tem um tom cafona e sem vergonha nessa frase, acho que o momento merece uma resposta mais funcional. Sou influenciado pelas descobertas que fiz com o Grivo, principalmente pelo modo de composição deles que se assemelha muito ao do Cage (John Cage), mas nesse disco específicamente tive auxílio da literatura de Umberto Eco, desde a composição até a mix final eu fiquei lendo e relendo coisas dele. Cito também os diálogos, quase diários, com Daniel Nunes(Lise/Constantina) que são sempre uma troca de fluídos e experiências.






Voce acha que existe uma oportunidade real para musica instrumental conseguir sair dos guetos e ganhar espaço no Brasil?! E essa abertura virtual que encurta o espaço com o mundo todo, ja trouxe algum beneficio?

Oportunidade é uma palavra muito ampla, eu tenho visto muita gente descobrindo artistas e percebendo ser possível outra forma de se fazer música mais próxima da Obra Aberta (Umberto Eco), sair dos guetos e ganhar espaço no Brasil é algo que penso se possível, mas ainda há uma trajetória árdua no que alguns chamam de formação do ouvinte. A "música cantada" é declaradamente uma música que impõe um sentido para o ouvinte, na "música não-cantada" o ouvinte está livre para extrair dos sons diversos sentidos, acredito até que seja possível perceber sensações que não foram pensadas pelo compositor. A tarefa difícil é fazer com que as pessoas queiram perceber/receber todas essas combinações sonoras e ter também a sua experiência individual ao ouvir. Tive diversos benefícios com essa virtualidade musical, desde emprestar sons para videos e criar músicas via e-mail até receber mensagens de ouvintes da Arábia Saudita. Apesar de não ter explorado todo o potencial que a internet tem, minhas experiências nela sempre me trouxeram muitas surpresas boas, um exemplo claro: Essa entrevista.

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