Evento da Discos e Afins reune cena indie paulistana

por - 16:22


Lembram-se do sorteio que rolou do show da Jennifer Lo-fi, A Saudade e de um bazar patrocinada pela Discos e Afins? Então, eu Paulo, iria cobrir o show numa boa, ficar lá, curtindo um sonzinho indie e tudo mais, só que contrai uma gripe tão forte quanto aquelas que o Cazuza e o Renato Russo pegaram no final de suas vidas. Enfim, um camarada, Guilherme Escapacherri, compareceu ao evento e resenhou os shows, então, saca ae, contribuição dele pro alt:

Neste domingo (24), como opção alternativa à poltrona de casa e ao Faustão, rolou um evento da Discos e Afins, em uma ruela até então desconhecida por mim, perto do cemitério da consolação. A casa era a Kabul, as bandas Jennifer Lo-Fi, meus amigos d’A Saudade, Doppelgangers!, Dupladinamica1 e Dry Dream. Embora o horário previsto fosse 17 horas, eu só pude chegar às 19h e não tive oportunidade de ver a primeira banda, Dupladinamica. Entrei com as credenciais (?) do meu amigo Paulo, e me senti no dever de fazer essa resenha que teria sido feita por ele, se ele não tivesse sido derrubado por uma gripe forte.

Ao entrar na casa, confesso que me senti um pouco deslocado. Era um imóvel com várias salas e ambientes, bonito, chique, com quadros nas paredes, luz fraca, bar com cervejas gringas, pessoas bem vestidas que, se não falassem português, dir-se-ia que eram inglesas (haha). A casa estava tomada por um ar bom-vivant, petulante para quem, como eu, trabalhou no domingo de manhã, no entanto agradável para pessoas normais. Enquanto eu entrava, uma dupla estava ao palco arrumando os equipamentos. Bastou eu cumprimentar os conhecidos e arrumar um lugar para assistir ao show, e eles começaram. A dupla se apresentou, era a Dry Dream. O show foi curtinho, mas interessante. Fui muito bem introduzido por eles à atmosfera que iria se consolidar com as próximas bandas.





No intervalo entre as bandas, pude conferir o bazar, que contou com CDs, adesivos, roupas, tudo que casa com esse estilo indie descrito por mim no parágrafo anterior. Com a ordem das bandas invertidas, percebi a aglomeração e a euforia nos preparativos para a banda seguinte, a aclamada Jennifer Lo-Fi. A banda demorou cerca de trinta minutos para aprontar seus equipamentos, e o público, bem humorado, falava coisas como “eles acham que são o Mars Volta?”. A espera, enfim, valeu a pena. Com duas guitarras, baixo, bateria, e o inusitado clarinete, a virtuosidade da banda impressiona. A vocalista também não deixa a desejar, com técnicas e efeitos vocais, deu o toque final. Foi um bom show, atendendo às expectativas dos presentes e me surpreendendo.



Depois de vinte minutos, era a vez da banda A Saudade. Contando com duas guitarras e um teclado, a banda se diferenciou das demais, em minha opinião. Como algumas pessoas estavam ali apenas para ver a Jennifer Lo-Fi, a casa já estava um pouco mais vazia e deu pra ver o show bem mais confortavelmente. O som d’A saudade me fez lembrar Superchunk, só que ilustrado com um teclado. As guitarras ferozes mescladas com a sutileza do teclado e o vocal neurótico proporcionaram uma sensação diferente e agradável.

Infelizmente, por morar em São Bernardo do Campo e depender do transporte público, tive que sair antes da apresentação da banda Doppelgangers, que, segundo me relataram, tirou covers de Polara e Cap’n Jazz, duas bandas às quais tenho grande apreço. Concluindo, foi um evento de som e cores indies, com bandas pequenas, desconhecidas e fabulosas, assim como o indie pede.

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