Descanse em paz, Redson

por - 17:18



Cheguei em casa hoje e recebi a notícia via email que o Redson do Cólera havia morrido. Pensei: “porra, olha a brincadeira do filho da puta...”, mandei no Google e recebi inúmeros resultados, inclusive com citação do João Gordo e Clemente (Inocentes). Aí percebi que era verdade: o maior ícone do punk nacional havia falecido.

Eu conheci o Cólera em 2007, não sou nenhum punk que teve uma banda na década de 70, mas é evidente a importância do grupo formado por Redson. O Cólera foi uma das poucas que sobreviveram a toda a turbulência e principalmente do enfraquecimento do movimento punk na década de 90.

Enquanto escrevo isso, comovido, ele canta no meu ouvido todos os hinos – sim, amigos, hinos -, presentes no clássico “Pela Paz em Todo Mundo”. Não sei exatamente quantas vezes passei meus momentos de raiva cantando Cólera, gritando Cólera, mas tenho certeza de ter sido muitos. Ano passado, cheguei a entrar no quartel cantando “Continência” e ninguém entendendo picas do que se passava, só eu, alguns garotos que já fizeram isso e o próprio Redson.

Eu não tenho palavras para dizer o quanto a morte do frontman de uma das melhores bandas punks nacionais – se não a melhor -, me deixou pensativo. Porra, ano passado ele tocou no Hangar 110, na Semana da Independência que o Nenê Altro organizou.

Espero que fique de lição o que o vocalista deixou de bom, suas letras, suas músicas e seu ativismo em relação a cena punk nacional. Descanse em paz, Redson.


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