Lançamento: Brutal Truth - End Time

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Parece que o Brutal Truth está engatando novamente em seu processo criativo - após um hiato de doze anos, a banda lançou em 2009 o disco “Evolution Through Revolution”, e (oficialmente ontem) “End Time”, ambos pela Relapse. Como esperado, seguem com a mescla de death metal e grindcore - ou deathgrind - que os tornou clássicos do estilo, e mesmo sem novidades, o disco merece ser ouvido pela maestria da execução. O baterista Richard Hoak é impressionante, e o vocalista Kevin Sharp continua extremo.






“Malice” abre o disco com algo próximo ao sludge-metal, seguida de “Simple Math”, que remete aos momentos mais extremos do Today is the Day. A faixa-título é simplesmente destruidora. “Small Talk” está entre o speed-metal e o hardcore, antecedendo uma faixa de um minuto de microfonia sobre uma base de bateria. A última faixa, “Control Room”, fecha o disco com quinze minutos de noise (basicamente bateria, microfonia e loops de voz processados), e o que poderia ser um final triunfal acaba soando pretensioso e esteticamente fraco.







Mesmo não sendo um clássico instantâneo como seus primeiros discos, “End Time” é um disco consistente, com faixas memoráveis, mostrando que o Brutal Truth está em plena forma e se mantendo como uma das bandas mais extremas em atividade.

Por Eduardo Haddad Jr.

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