"Sobre a zona onde você não quer estar"

por - 18:32


Nunca fui hábil com as mulheres e me dói muito admitir isso. É como ver o Chuck Norris admitindo que não é hábil com destruição em massa. Mas talvez eu esteja fazendo algo de errado pra não ter sucesso com as fêmeas do bando. Acho que é porque eu bato nelas. Mentira, não bato em mulher. O goleiro Bruno nos ensinou a não revelar nossos segredos mais íntimos quando o assunto é a vida conjugal. Deixe tudo entre você e seus amados rotweillers que vivem no sítio do seu melhor amigo.

Situação que muito acontecia comigo era quando estava interessado naquela gatinha e aí via que ela não tem interesse nenhum em mim por conta daquelas indiretas secas em sem graça. “Você é um bom amigo”, “você é um fofo” e possivelmente o pior de todos “como eu gostaria de me apaixonar por um cara como você”. As traduções para estas frases eram: “você é um bom amigo, MAS SÓ ISSO, SEU VIADO”, “você é um fofo... NÃO DOU PRA GENTE FOFA” e “como eu gostaria de me apaixonar POR UM HOMEM como você, QUE NÃO É MACHO SUFICIENTE” respectivamente

Hoje em dia a coisa mudou. Quando estou interessado em alguém, eu tenho métodos mais adequados. Ou não. Só apanhando da vida pra aprender com ela, mas vez ou outra acontece algo que é desesperador para um homem: a friend zone. O termo indica a zona de amizade que uma mulher pode colocar você. Se você está na friend zone, você tem quase zero por cento de chances de manter relações sexuais com ela. A menos claro que você a ponha na rape zone, mas vamos evitar piadas desse tipo (já basta o caso do judeu metido a comédia).

E sabe o que é mais odioso nisso tudo? Mulheres recalcadas vivem reclamando da falta de cavalheirismo em um cara. E quando elas finalmente encontram um cavalheiro, elas o colocam na friend zone. Estranho, não? Por que vocês fazem isso mulheres? É teste de paciência? Isso é muito decepcionante. Enquanto mulheres reclamam da falta de cavalheirismo e depois apunhalam os cavalheiros pelas costas com o fato de que nunca darão para eles, eu reclamarei da falta de amor que vocês têm por suas vaginas ao darem pra verdadeiros boçais que não as tratam com o devido respeito.

Bom, foi meio que um desabafo, mas acho que não falei tanta besteira assim. Apesar de falar muito da parte física da coisa, acredito na parte emotiva. Sim, acredito em amor. E até confesso que há um romântico dentro de mim. Mas claro, ele não aparece com freqüência no lado de fora e é até melhor que continue assim. Enquanto ainda tiver álcool no cantil e uma barba rala na cara, é assim que viverei. Mas voltando ao motivo da crônica, e talvez até da vida de muito homem, mulheres, vocês ainda vão me deixar como aquele cara da música do Charlie Brown Jr. Não, não o que achou a carteira recheada de dólares, mas o que falava verdades, mas que ninguém se importava.

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