Impressões: como foi o sábado do Festival DoSol 2011...

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O lá a Planant, deveria ter tocado mais tarde!


Mais uma vez, tive a oportunidade de comparecer ao Festival DoSol, que este ano chegou a sua oitava edição seguida na bela cidade de Natal, no bairro da Ribeira. E mais uma vez foi uma maratona insana de shows um atras do outro, impossível assistir e acompanhar todos. Vamos ao roteiro da aventura, que começou com uma fuleiragem monstra da TIM, me deixou sem contato com o mundo e com meus amigos potiguares logo na chegada em Natal. Porém, tudo se resolveu bem, mas acabei chegando atrasado no sábado do festival. Cheguei na última música do Planant (que tava bem alto, tocando uma das mais legais do EP) e eles já eram a terceira banda do dia. Depois deles veio a banda rock local Os Inflamáveis no espaço DoSol, um trio rock básico (por sinal, me lembrou vários outros que já saquei de Natal), ainda estava me situando, me achando no evento então vi muito por alto. Resumindo, perdi as primeiras atrações locais do sábado, mau ai geralz!











Os figuras do Tokyo Savannah, quem tira onda é eles!


O primeiro show que vi por inteiro foi o da banda cearense O Sonso no espaço Armazém e não sei bem se entendi. A sonoridade flutua entre a MPB e o reggae, com uma pitada de pop, uma menina tocando teclado (que por sinal ouvi pouquíssimas vezes o som), foi uma apresentação morna, que não deixou o pessoal que assistia muito empolgado. O trio paulistano de rock Tokyo Savannah foi a primeira banda que impressionou no sábado, tocaram no espaço DoSol com um bom público presente e interagindo bastante. Mandaram as faixas do primeiro disco do grupo lançado em 2010 e o show acabou com um belo cover do The Clash. Rolou até gravação do show por parte da própria banda, eles se divertiram muito em Natal no festival.











Olhai o vocal do Hellbengers possuído no palco!


Na seqüência, no armazém, a maior surpresa e talvez melhor show da noite (tirando B Negão, porque é sacanagem com o resto da galera, mas falamos disso mais na frente), a banda goiana de rock duro Hellbenders, com direito a vocalista instigadissimo com a camisa do Mugo no palco, showzão realizado por um bando de meninos, com um monte de luzes piscantes no palco, psicodelia pesada. Em alguns momentos de calmaria até lembram os conterrâneos do Black Drawing Chalks e lá o público pira no tipo de som, então já viu né?! Instigação total no palco e fora dele, na minha opinião se a banda seguir na vibe mais pesada coloca a BDC no bolso em pouco tempo (e eu gosto da BDC). Fechando a triade de belas surpresas seguidas do sabadão, veio o show dos potiguares da Venice Under Water em nova formação no espaço DoSol. Com um som mais poderoso e barulhento, é nítida a evolução da banda em um ano. O som do grupo já era bem legal, e agora ta bem mais vigoroso, preenchido, muito fino. Os vocais em conjunto estão cada vez mais bem feitos e amarrados e já tem um bom público na cidade.











A vocal da Gloom é fofa como os clipes da banda!


A partir deste momento, os shows começaram a acontecer simultaneamente em alguns pedaços, o que acontecia era que um show começava num palco e vinte minutos depois começava o show do outro espaço, ficando impossível acompanha todos os grupos do evento. Neste momento também presenciei a performance mais confusa e fraca do dia, a banda argentina Satan Dealers. O som estava embolado no armazém, demorei cinco músicas pra descobrir que a maioria das músicas era em espanhol (mesmo que algumas tivessem partes em inglês). A banda flerta um pouco com o punk rock, ouvi comentários de que todas músicas eram muito parecidas, resolvi me mandar pro espaço DoSol pra conferir a próxima pedrada. A Gloom é aquela banda pop com os clipes mais fofinhos do ano no Brasil (só neste disco, são três clipes), um pop rock que flerta levemente com o ska, o som é mais leve e frouxo ao vivo que no registro gravado, rolou um inusitado cover de Sandy e Junior (mandaram mal aqui), mas interagiram bem com o público no calor do espaço, virando um inferninho. Aqui o tempo destoou bastante, quando acabou o Gloom já estava rolando o Vivendo do Ócio fazia um bom pedaço e eu precisava de um intervalo, então pulei essa fogueira depois de sacar uma música (eu não viajo muito na banda, mas tinha uma gurizada animada por lá), aproveitei e fiz o mesmo com a Do Amor, fiquei sacando o axé music (haha!) carioca de longe e bebendo uma aguinha, já que o espaço  DoSol estava tomado, um calor absurdo.











Canastra, a banda mais divertida do sabadão!


Voltei para o armazém pra conferir o belo show dos cariocas da banda Canastra, que colocaram todo mundo pra dançar por lá. A banda que tem o Barba na bateria (eterno Los Hermanos) já tem um público cativo na cidade, a formação deles no palco é muito legal. Todos completamente instigados, destaque para canção “Motivo de Chacota” oferecida para alguns do público em pleno tom de ironia, um show que cairia bem no carnaval do Recife. Após acabar o show da banda carioca corri no espaço DoSol para conferir que Anderson Foca ensaiou novas coreografias para dançar no palco com a Camarones Orquestra Guitarristica, não faço ideia de quantas vezes já vi do grupo instrumental, posso dizer que é sempre muito divertido, mais ainda tocando em casa.











Dusouto e um calor absurdo!


O DuSouto já tava mandando ver com o armazém lotadaço de gente quando consegui chegar por lá, é incrível como a mistura do eletrônico com o regional funciona pelo menos para eles em Natal. Geral dançando e animando com a banda, a Rua Chile tava bem tranquila (um dos raros momentos de vazio). Resolvi conferir o trio gaucho de rock Rinoceronte no DoSol. Trio de rock tipicamente gaucho, bela sincronia entre os dois vocais ao mesmo tempo, roque duro com cerveja e cabeças balançando. Rolou um problema na guitarra ainda no começo do show, mas nada que comprometesse a performance, mandaram as músicas do disco “Nasceu” lançado em 2010 (um dos preferidos do Foca, a lista não me deixa mentir).











Tulipa doce e interagindo com o público!


Rolou uma demora considerável para ter inicio o primeiro show da cantora Tulipa Ruiz em terras potiguares, isto com um armazém consideravelmente cheio antes da brincadeira ter inicio. Tulipa entrou no palco e foi fortemente aplaudida pelo público (soube que todos os jornais da cidade falaram sobre a moça durante a semana, resultando numa expectativa generalizada). O show privilegiou o primeiro disco dela lançado no ano passado, destaques para a canção “Pedrinho” e pra ausência do irmão da cantora (um dos integrantes da banda) que não veio pro show (alguém sabe o motivo?). A última banda local da noite era o maior hype do ano na cidade, Talma&Gadelha tocaram para um espaço DoSol completamente tomado e cantando todas as músicas do grupo em coro, era jogo ganho já no cover inicial. É um rock pop grudento e divertido, meu amigo Henrique Gela (que também toca na Calistoga)  fica até fofinho no palco tocando com a banda (e isso é quase um milagre) e a Cris Botarelli (que também é da Planant) manda sempre muito bem em cima do palco, legal ver a emoção tanto da banda quanto do público.











B Negão, um dos artistas mais relevantes do independente nacional?!


Pra finalizar a boa noite do Festival DoSol, Natal recebeu pela primeira vez um show do BNegão e os Seletores de Frequência. Na passagem de som já tinha uma galera sacando e se divertindo com a banda e com o Bernardo, que já mandavam uma Jamaica pra animar. O bom de ver B Negão pela primeira vez numa cidade é que ele privilegia o repertório do primeiro disco quase que por inteiro, mesclando com novas canções do disco que sai ainda esse ano. Por sinal, B Negão deu até data de lançamento virtual da “Lenda”, o registro sai dia SETE DE DEZEMBRO (geral segurando as listas de 2011 hein?!). No show do DoSol rolaram  quatro faixas do disco novo, uma delas apenas o instrumental (groove carregado). Outra chamada Juju (carregado de referencia funk e jamaicana), além do dub  Reação (Panela II) (não lembro o nome da outra). Fora isso, alguns covers já clássicos como Jorge Ben e até o Planet estiveram presentes. No final, toda banda ainda fez questão de homenagear quatro guerreiros que já estão num plano superior, Sabotage, SpeedFreak, Chico Science e Skunk (que ele faz questão de dizer que foi o responsável para que ele entrasse para o Planet Hemp), não lembro quantos shows vi do Bernardo no último ano (desde o festival Mundo no ano passado ate este do DoSol), mas é incrível como a banda ainda evolui a cada show, das melhores do Brasil, fechando em grande estilo a noite do sábado!

PS: Todas as fotos retiradas do flickr do festival e feitas pelo nosso fotografo nordestino predileto, o paraibano Rafael Passos.

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