Impressões: Segundo dia do Festival DoSol 2011

por - 13:31

 

Segundo dia de Festival DoSol, como sempre a noite de peso sempre trazendo ótimas atrações e nesse ano talvez a noite mais diversificada dentro desse quesito. De hardcore ao brutal death metal, o que se viu nesta segunda noite foram shows memoráveis e a presença fiel do público.Cheguei ao festival por volta das 16h30minh, assim, perdi os shows das bandas anteriores Antiskieumorra e Los Costeletas Flamejantes, uma pena, já que queria ver a Antiskieumorra que foi a primeira banda da noite. Senti já uma diferença em relação ao ano passado em relação a publico, era cedo e já estava bem cheio de gente, transitando entre palcos e na feirinha de merchan, iria lotar, fato.

Primeira banda que pude conferir foi o Sunset Boulevard, que tocava um glam rock, com pitadas mais heavy metal. Peguei só um pedaço do show dos caras, mas parece que agradou, público se divertia e pra completar, um cover de Final Countdown completou a festa. 


 
Logo em seguida, hora de ir pro DoSol, ver o show que pra mim era o mais esperado de todos os Conquest For Death dos Estados Unidos. A banda americana que tem membros vindos de banda como What Happens Next? e All You Can Eat, é uma explosão de violência ao vivo. Foi a trilha sonora pro primeiro pogo da noite, violento, rápido, com mosh liberados e muita porrada. A banda é tudo que dizem que é ao vivo, é animal e pelo meu ver deveria ter tocado num horário mais tarde, colados com o Violator por exemplo. Grande show!



 
Um pouco de água, e já começava em seguida a banda paraense Madame Saatan. Já tinha visto um show da banda em 2008 e lembro-me de como era profissa o som que faziam, no festival tive a chance de reafirmar isso. Sonzera pesada com um vocal feminino bastante forte é uma mistura de metal com carimbó, meio new metal sabe? O show foi bom, talvez tenha sido estranho para um alguns muitos headbangers tradicionais que já se encontravam no recinto, mas no fim agradou quem tinha que agradar.Era 18h e o festival começava a ficar entupido de gente já, pausa para conversar com amigos e rever outros, da uma olhada nos merch e com isso deixo a lacuna da cobertura por duas bandas Hillbilly Rawhide e Gachass, mas pelo que soube foram dois shows legais, rockabilly dos paraenses e um stoner rock dos uruguaios. Um ponto fraco pro festival entra aqui: Rango. Nem vou falar que achei o rango caro porque não comi, faltava uma opção vegana no cardápio (pipoca de microondas não vale) e pelo que sei, tinha muita gente lá também que passou problemas em comer algo, vale pensar nesse quesito num próximo festival.






Voltando do descanso, Monster Coyote volta a por o DoSol abaixo. A banda de Mossoró vem se destacando aos poucos com um disco lançado esse ano bem aceito pela geral. O show foi destruidor, não mediram esforços e desceram porrada atrás de porrada, até os PA´s pediram arrego no show dos caras e pararam por uma musica, mas nada que prejudicasse a apresentação do trio de Mossoró.  

 


Seguindo o rastro do coiote monstro, chegava a hora de ir para um Armazem Hall lotado e presenciar o Violator. Não quero parecer exagerado, mas o que se viu neste domingo em Natal foi algo fora do comum, um dos melhores shows que já presenciei. A banda ta animal, cada vez melhor e a resposta do publico a cada riff, a cada frase do Poney, refletia em mais moshs, mais pogo, mais gente. Uma roda imensa, muita gente, e 30 min de show que passaram em segundos, quem tava lá viu e sabe do que estou falando. Me lembrou até um vídeo do Sepultura no México no inicio da carreira, so que, mais bruto o show do Violator. Foi histórico!Nessa hora o festival já se encontrava lotado, cerca de 3mil pessoas transativam entre as duas casas, uns a espera do Krisiun, outros do Dead Fish. E nesse apertado fui ao DoSol tentar assistir o show do Sanctifier. Tentar, pois não consegui adentrar e vê todo o show, mas posso dizer, a banda que voltou a pouco tempo, fez uma apresentação bruta, e representou bem a safra de bandas de peso do RN.




 




Fim do show do Sanctifier e o festival se concentrava todo ao Armazem Hall ver o Krisiun, a ultima banda de metal da noite. O Krisiun é aquela banda que não tem frescura, os caras demonstram humildade e ao começarem a tocar, é que não tem frescura mesmo. Uma hora de show de pura técnica, velocidade e brutalidade e povo ensandecido se matando, destaque para as músicas do disco novo que foi tocado bastante. Com certeza, um dos grandes shows da noite sim, mas entre as bandas do quesito metal, ainda fico com o Violator. 




Um inferno a menos em Natal e o público já esvaziava, a bilheteria voltava a vender ingressos e o hardcore começava no DoSol com o Galinha Preta. Banda do Distrito Federal de hardcore, primeira impressão que tenho é: DFC. Não era bem por aí, mas chegava perto. A banda é boa, músicas simples, hardcore cru, muita ironia e sarcamos em sacadinhas espertas, mas nada que me impressionou. Talvez fosse cansaço, mas fica pra uma próxima vez curtir o show dos caras.


Finalizando o festival, Dead Fish. Não vou mentir, já vi shows demais da banda, e essa hora foi hora do meu descanso. Peguei o inicio do show dos caras e depois fiquei ouvindo de fora do Armazem. Tocaram musicas antigas e os hits de sempre, mesclando sempre com musicas do disco novo. A banda é competente, uma apresentação foda, teve participação de Thuanyda Noskill em uma música, e aquele auê todo do hardcore. Fechou com chave de ouro esse DoSol que trouxe grandes nomes, de uma variedade enorme e agradou com qualidade. O Rodrigo mandou avisar que volta ao NE pra participar do Abril Pro Rock 2012 (20 anos), num show de uma banda bem legal, qual será?! Disse tambem que o disco novo cai ser o mais politizado de todos e numa linha sonora um pouco diferente (na vibe de "Tijolos", música nova que tocaram no DoSol).
 

Todas as fotos pelo chato de boné e fotográfo: Rafael Passos

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