Long Live Bob Mould!

por - 18:18



no começo dessa semana rolou em Los Angeles, num lugar chamado Disney Hall (?), uma comemoração e tanto: 30 anos do trabalho musical de Bob Mould, ícone do punk-hardcore americano, praticamente o cara que acendeu o pavio do punk melódico, lá nos longuinquos anos 80, com um trio chamado Husker Du (conhece? espero que sim!...se não conhece, escreve no google "husker du mediafire" e pega TUDO que você encontrar), depois com uma carreira solo movida à violões e melodias tristes, e depois refinando ainda mais a barreira punk-pop com outro trio, o Sugar

anyway, o Husker Du não foi somente um power trio voltado ao punk/hardcore; a guitarra zumbida de Mould, a batera frenética de Grant Hart (também vocalista) e o bigodão de pizzaiolo de Greg Norton influenciaram uma geração inteira da mais variada gama de músicos, desde musica new-age pop de Heidi Berry até bandas ultracore power-violence como Charles Bronson. de fato o Husker Du tem quase a mesma persuasão sonora que bandas como Ramones e Motorhead: todo mundo gosta. com o Husker Du quebrado, problemas com heroína de Hart e Mould (que já foram conhecidos como o Lennon/MacCartney do punk), Mould partiu pra carreira solo, nos anos 90 com o Sugar, e hoje novamente solo.






pra mim, como músico, o Husker Du tem um significado especial; bandas como Black Sabbath e Ramones me influenciaram a começar tocar um instrumento, mas quando ouvi o Husker Du de Bob Mould, me despertou um sentimento de querer compôr alguma coisa, porque aquilo sim era genial. tenho pra mim que alguns do sons que Mould fez pro Husker Du e Sugar são aquelas preciosidades sonoras, lapidadas exatas entre o punk e o pop, entre a crueza e a melodia de acordes de violão sob pedais sujos e distorcidos de sua flyin' V, aqueles sons que você ouve e diz "cara, eu queria ter feito essa música!". tem pelo menos umas cinco ou seis desse cara que eu penso isso comigo.

o show em questão, edição única, que também comemorava o lançamento da autobiografia de Mould (See a Little Light: The Trail of Rage and Melody, só na gringa ) reuniu uma meia dúzia de gente que faria valer muito bem o valor do ingresso, seja lá qual fosse esse valor. garanto que apesar de ser um show único e especial, o valor do ingresso deve ter sido muito mais justo do que qualquer porcaria de show que acontece aqui pelos nossos lados. nem quero entrar em detalhes. dos convidados, o cara do Spoon começou com a linda The Act We Act, primeirinha do Sugar, dando espaço entrar na sequencia outros fitas cabulosos como Craig Finn do Hold Steady, Grant Lee Phillips, a banda No Age, Ryan Adams e, pra fuder tudo de uma vez, Dave Grohl (Mould participa do ultimo disco dos FF) cantando petardos como Could You Be the One, Chartered Trips e Ice Cold Ice, e depois substituindo Jon Wurster, batera do Superchunk, pra espancar New Day Raising. você, que é fã de Husker Du, já pensou num show desses?... pense então, pense. ou melhor: veja nos videos abaixo. é de chorar, rapaz.







sente o drama do set list completo:

(Britt Daniel & Jessica Dobson) - The Act We Act, JC Auto
(Craig Finn & Tad Kubler) - Real World, A Good Idea
(Margaret Cho & Grant Lee-Phillips) - Your Favorite Thing
(No Age, Bob Mould) - I Apologize, In A Free Land
(Ryan Adams) - Heartbreak A Stranger, Black Sheets of Rain
(Dave Grohl, Bob Mould) - Hardly Getting Over It, Could You Be The One, Ice Cold Ice, Something I Learned Today, Chartered Trips, New Day Rising
(Bob Mould) - Hoover Dam, If I Can't Change Your Mind, Celebrated Summer, Makes No Sense At All
(Dave Grohl, Craig Finn, Tad Kubler, Margaret Cho, No Age, Bob Mould) - See A Little Light

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