"Drogas bah... eu sou gaúcho"

por - 18:21



Não uso drogas. Infelizmente, minha cara diz o contrário. Muita gente que me vê acaba achando que eu fumo crack ou muita maconha, o que me deixa um tanto chateado, já que só por agir ou pensar de determinada forma, sou tachado como um drogado. E confesso que as vezes devia dar motivo para que as pessoas pensassem que eu uso drogas, só pra aproveitar o estereótipo ao qual sou encaixado, mas não o faço por um simples motivo: não quero. Veja bem, apenas não quero. Não tenho nada contra quem usa, nunca fui molestado por drogados, nunca fui corneado por um drogado, nunca fui um drogado e nem nunca fiz sexo com uma drogada que me passou herpes, sífilis ou qualquer outra DST que faz o pau parecer uma couve flor.

Esta é uma palavra com um sentido muito amplo. Quando falamos “droga”, podemos esta falando de absolutamente qualquer coisa, desde uma substância psicoativa a um filme da Xuxa ou a um musical da Broadway a até um disco do Teatro Mágico. Sendo este último um tipo bem perigoso de droga, mas enfim. Nem todas as drogas são de fato ruins assim como nem todas as drogas são boas. E neste caso, estou falando de novo do disco do Teatro Mágico. Mas é tudo uma questão de análise de aspectos positivos e negativos, dosagem e medidas cautelares para a prevenção de possíveis problemas jurídicos ou de saúde. Tirando isso, acredito que esteja tudo liberado. Exceto pelo Teatro Mágico.

Novamente, é bom explicar que não tenho preconceito com quem usa drogas. Muito pelo contrário, muita gente que conheço as usa e eles sempre me dizem o quanto é divertido usá-las. Fico feliz com a descrição deles e opto por não usar. Sou um cara simples. Se você me diz que é bom, vou acreditar em você. Foram muitos os que me ofereceram um baseado dizendo “é legal” e tiveram um “o Vampeta também é legal” como resposta. Então pode entrar em cena dois tipos de maconheiro: o que curte sua droguinha em paz e respeita quem não usa e o inconformado que começa a te chamar de falso moralista, uncool e totalmente out das tendências da modernidade. Não entrarei no mérito de dizer qual eu prefiro ou qual eu não prefiro, afinal, o preconceito contra quem usa maconha é a porta de entrada para preconceitos mais pesados.

A única coisa que me preocupa nessa história toda de drogas e de quem usa é a galera do fascismo do bem. Sim, o pessoal que quer lutar pelas regras “de Deus” e que, se pudessem, amarrariam (tá amarrado!) uma bomba nuclear junto ao corpo pra explodir com o “capeta”. Aí eu acho que é chato, sabe. Sou um ser humano e tenho limites. Muito me preocupa a galera que se preocupa com os valores morais e não com a própria vida. E vou aproveitar o espaço pra fazer um pequeno comentário “mamilos”. Esta mesma galera se acha injustiçada o tempo todo e agora acha que tem força suficiente pra mandar e desmandar no país (e não estou falando de judeus). Se vocês têm a proteção do dízimo, não se ofendam com os comentários dos pobres que não tem grana pra pagar a salvação! Eu fico alterado com essas coisas... tsc.



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