Impressões: como foram os shows do sábado do Festival Mundo 2011...

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Feira Cultural: muita coisa pra pouca gente...


No último final de semana em João Pessoa aconteceram os principais dias de shows da sétima edição do Festival Mundo. Neste ano a casa do festival foi o Espaço Cultural, onde aconteceram diversas intervenções de artes integradas (dança contemporânea, cinema, música) além de esportes radicais, vídeo game e diversos stands espalhados por todo enorme espaço cultural. Antes de falar dos shows, vamos a algumas constatações desta edição do Mundo, primeiramente o novo espaço é enorme e com isso o evento se tornou muito maior do que o público presente ao local, tornando o festival um tanto esvaziado. O segundo problema me parece mais um lance político, o horário e o constante boicote dos órgãos fiscalizadores com o Mundo, que este ano fez com que uma das principais atrações musicais não adentrasse ao palco e fizesse parte da festa. Este problema com horário é uma constante no evento fazem algumas edições, mas este ano ultrapassou os limites e realmente atrapalhou na prática.

Estivemos nos dois dias de shows, porém com a mudança de local ficou mais complicado chegar no horário das primeiras bandas (onde fico estava complicado chegar na nova casa direto), tanto que está resenha foi feita pro quatro mãos ou duas pessoas, por Diego Albuquerque e Diogo Gavão. Vamos então as nossas impressões para a maratona de shows do sábado.











Banda Monstro, um dos destaques da nova cena paraibana...



Pra começar, pedimos desculpas ao Brasis, pois não conseguimos conferir a apresentação do grupo, ouvi coisas boas sobre o vocalista performático  bem no estilo Ney Matogrosso. Mantendo a brasilidade presente e aflorada no evento, aconteceu a apresentação do Chico Limeira, um dos artistas mais sinceros da Paraíba. Ótimo compositor e músico, deu ritmo ao Festival e fez o samba da Paraíba ser ouvido por aqueles que se adentravam no Espaço Cultural, um publico ainda tímido, mas que foi contagiando com as musicas de samba raiz e o balanço de ótimas composições de sua autoria.  Iniciando os trabalhos experimentais do sábado, subiu ao palco a banda Monstro, uma das bandas novas de João Pessoa que mais nós chama atenção. com uma mistura de afrobeat e rock, a banda fez um show redondo, mostrando as musicas do ótimo ep recém lançado, fez um showzão, só foi uma pena o final brusco do show com os problemas no cubo de guitarra.











A Dalva Suada, João Pessoa tava  um calor absurdo...



A primeira atração de fora do estado da Paraiba no sábado foi a banda pernambucana Nuda, uma banda que funciona melhor ao vivo que gravado. Já cheguei a ouvir o som dos caras e li algumas vezes sobre e não me chamava tanta atenção assim, mas o show funciona bem. Musicas cadenciadas, muita energia e um som visceral, ora dançante, ora roqueiro, divulgaram bem o ultimo disco “AMARÉNENHUMA" e mais uma banda que fez um bom show. Seguindo veio a banda potiguar Planant, outra banda que funciona melhor ao vivo que em suas gravações. O grupo tem guitarras altas e um som muito bem trabalhado, alem de boas melodias de vozes nas músicas, um rock muito bem feito. A local Dalva Suada talvez tenha tido o melhor som da noite e por isso fez o show mais redondo de todos. Toda a onda sonora psicodélica estava presente, foi um dos melhores shows da noite, mandando ver nas faixas do EP lançado este ano. Porém o público estava morno ou simplesmente vazio, nada que compromete-se a barulheira sonora de qualidade da banda.












Zé Cafofinho mandou bem, enquanto deixaram...



Os sergipanos do Plástico Lunar mandaram ver no seu blues rock característico e conseguiu atrair os curiosos que estavam na frente do palco. Rolou uma receptividade entre danças e palmas que acompanharam as músicas do grupo que não fez feio e mandou ver no rock duro. Veio então uma das atrações mais rodadas do dia, o grupo paulistano Cérebro Eletrônico, que fez um show praticamente com músicas do último disco “Deus E o Diabo no Liquidificador”, lançado em 2010. Pareciam cansados, mesmo com a atenção de boa parte dos presentes, interagiram pouco e fizeram um show bem morno e comportado, com alguns bons momentos em meio a calmaria. O músico pernambucano Zé Cafofinho acompanhado de Suas Correntes mostrou toda mistureba sonora que compõe seus discos, mandou até uma música feita por ele e o cantor China. O grupo teve um público bastante interessado na cidade de João Pessoa e correspondeu bem enquanto pode, digo isso porque antes mesmo do final de seu show, teve interferência externa do SEMAM (órgão fiscalizador da cidade de João Pessoa) que abaixou um pouco o som e fez com que o músico saísse de palco bastante irritado. Mal sabia ele que com a presença do Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (SEMAM), a sua atitude seria a última da noite do sábado nos palcos do Festival Mundo.




Queriamos um video de 2011, mas so teve da edição do Festival Mundo de 2008 mesmo...



O trio cuiabano de rock instrumental Macaco Bong não pode realizar sua apresentação do palco, pois às 23 horas foi determinado como proibido a realização de shows. A organização até tentou fazer com que a banda se apresentasse num dos stands da Feira Cultural, mas ainda na primeira música e com um som bem prejudicado o SEMAM interferiu junto com a policia na apresentação da banda, inclusive ameaçando prender quem fosse contra as suas ordens. Uma atitude inoportuna do órgão que poderia ter sido mais maleável por se tratar da última atração da noite e ter dado ao menos meia hora para o grupo, fazendo com que o evento cumprisse com sua programação e o público presente fosse respeitado. Infelizmente isso não aconteceu e todos que compareceram e queriam conferir as novas músicas  recém lançadas da banda ficaram apenas na vontade mesmo.

Ps: todas as fotos feitas pelo brodagi Rafael Passos, que estava jogando em casa dessa vez!

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