Os 5 filmes gringos que a Gabriela Alcântara acha que você deveria ter visto em 2011

por - 11:55


Continuando com a lista de filmes, agora é a vez dos gringos. Queria frisar, antes de tudo, que "a ordem das árvores não altera o passarinho", ou seja, eles não estão listados de maneira crescente ou descrescente. Acredito que eu tenha conseguido abrigar gostos diferentes nessa lista, mas, olha, aviso logo que não tem Árvore da Vida.
Blue Vallentine - Dir.: Derek Cianfrance
: Não bastasse estrear por aqui no dia dos namorados, o longa ainda ganhou o nome fofinho de "Namorados Para Sempre", e deve ter assustado muito casal feliz na poltrona do cinema. Blue Vallentine é, na verdade, um drama emocional super violento, principalmente diante do mercado dos relacionamentos perfeitos que o cinema costuma vender. Uma verdadeira história de amor (e se há algum mérito para o marketing brasileiro, é que este é o subtítulo do filme), ele começa na doçura do sonho, e vai até a dura realidade.

 

 

Super 8 - Dir.: J.J. Abrams: Uma bela homenagem à infância dos anos 1970 e 1980, o longa é envolvente tanto para quem viveu esses momentos quanto para o público mais jovem. À primeira vista, o trailer já lembra traços dos filmes de Spielberg, que assina a produção executiva, e deu uma ajuda na escolha do elenco infantil. Com a força da ficção científica e da tensão que sempre estiveram presentes na carreira de Abrams, quem se propor a assistir esse filme provavelmente não conseguirá tirar os olhos da tela.


Melancholia - Dir.: Lars Von Trier: Se há uma coisa praticamente indiscutível em Von Trier, é a sua habilidade de deixar a platéia atônita. Seja pela capacidade de virar persona non grata em Cannes ou por pegar o já batido tema do fim do mundo e fazer um belo trabalho. Já na abertura, o espectador depara-se com um prólogo de plasticidade e intensidade extremas, que, aliadas a Wagner na trilha sonora, formam uma sinfonia que já nos coloca no universo do diretor. O certo é que, quem se deixa entrar na atmosfera de Melancholia, dificilmente a esquecerá.



Balada do Amor e do Ódio - Dir.: Álex de la Iglesia: O diretor espanhol parece ser o tipo de pessoa que não teme o exagero. Dependendo do público que o assiste, inclusive, Álex pode chegar a ser agressivo. Com o humor negro já característico de suas obras, ele repete o palhaço como figura central da trama, que faz uma crítica lúcida e atual à sociedade (tanto espanhola quanto mundial), mesmo que a história se passe no período do início ao final do franquismo. A quantidade de informação bombardeada, no entanto, é tão absurda quanto encantadora, e a vontade de conhecer seus outros trabalhos é quase instantânea.



Isto Não É Um Filme - Dir.: Jafar Panahi: Para quem não conhece, Panahi é um dos maiores nomes do cinema iraniano, e atualmente está preso por motivos políticos. Enquanto esperava a sentença de sua apelação, gravou um dia de sua prisão domiciliar, na solidão de seu apartamento, acompanhado do colega Mojtaba Mirtahmasb, e relembra momentos da carreira, ou encontra moradores do prédio que batem à sua porta. O filme (que saiu clandestinamente do Irã, dentro de um pendrive escondido em um bolo) traz tantas emoções à tona, que é complicado descrevê-las em tão poucas linhas. Angustiados, observamos as tentativas de Panahi superar seus desafios. O não-filme é, antes de tudo, o retrato do eterno desejo do diretor de se expressar, através de sua arte, numa ótica extremamente pessoal.

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