Os 5 melhores discos nacionais de 2011 e 1 gringo por Paulo Marcondes

por - 15:13



Final de ano né? Aquela clássica listinha com o que saiu de bom na cabeça do pessoal. Temos uma política clara e legal aqui no Altnewspaper de sairmos um pouco da caixa a respeito dos discos nacionais e da mesmice. Entramos num consenso, porque somos anarquistas e queimamos bandeiras, votação é coisa pra burguês.

Queria deixar claro que a ordem aqui não influencia nada, cada álbum tem seu momento e seu pequeno pedaço de importância para mim. Desde o disco que ouvi no ano novo (o do Mogwai) até o recém lançado do São Paulo Underground. Sem crise e sem grilo, vamos ao que interessa:




São Paulo Underground – Três Cabeças Loucuras: todo projeto com membros da Hurtmold que tem saído, tem ficado foda pra cacete. Esse não poderia ficar atrás. O novo disco do SPU quebra um paradigma e experimenta mais do que no disco passado, com muito mais barulho e unindo bastante a musicalidade brasileira. Na boa, isso saiu na hora certa e abocanhou minha lista fácil fácil. Daquelas pedradas que você tem que baixar o disco, comprar e ver o show.


Lupe de Lupe - Recreio: Eu conheci essa banda ao vivo. Me senti muito tiozão dos anos 80 que ia até o bar de rock’n roll para ouvir os lançamentos. Pra início de conversa, eles me cativaram por tocarem cover do Ludovic, depois, pelas guitarras distorcidas e mais altas que o microfone do vocalista (e é proposital), terceiro por darem uns berros e quarto por estarem começando agora. Na boa, depois do que eu vi, o Lupe de Lupe se tornou minha aposta para o ano de 2011 e parece que deu certo, ninguém segura mais os moleques!

Sobre a Máquina – Areia: É o disco mais denso e difícil de ser ouvido dessa lista. Se você não escutou até agora, é até aceitável. O Sobre a Máquina em seu novo trabalho, consegue criar uma atmosfera sonora das mais sombrias possíveis e com direito ao saxofonista russo Alexander Zhemchuzhnikov acompanhando tudo. É complicado chamar alguém de otário por não ter ouvido até agora, entretanto, tente, por favor.

Constantina – Haveno: Amigos, vocês já ouviram esse álbum do septeto mineiro? Não? Porra, que maravilha. Eu vi ao vivo na antiga casinha (saudade, hein, Dissenso?). Acho que foi um dos melhores domingos da minha vida. Eu fiquei ansioso pra cacete pra poder ouví-lo fechadinho e aí está, um dos melhores lançamentos deste ano muito bom para a música instrumental brasileira. Fecha a porta do quarto, mete teu headphone, liga o som e boa viagem.

Passo Torto – Passo Torto: Olha, esse álbum me cativou mesmo. As letras simples, a melodia tranquila e a falta de pretensão em soar algum grupo conceitual dos anos 60/70 que queria acabar com a ditadura militar. Se você mora em São Paulo vai sacar o que eu tô falando. Meio Itamar Assumpção, meio Walter Franco e toda aquela parada do Froes e do Dinucci. Vai por mim, coisa fina.

Um gringo...



Mogwai - Hardcore Will Never Die, But You Will: o título do disco já poderia estar na lista de “melhores nomes de álbuns da história”, e o CD também entra nessa. Esse belo álbum do Mogwai foi vazado perto do ano novo, senão no próprio dia 1. Todo mundo numa expectativa do caralho para saber se o grupo escocês iria ou não fazer algo que prestasse e eles surpreenderam a todos. Que disco lindo de ouvir do começo ao fim, todo mundo entrosado e com uma técnica incrível, que não faz ficar chato e repetitivo. Muito obrigado Mogwai por Hardcore Will Never Die, But You Will.

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4 comentários

  1. >que foda ver duas bandas mineiras na lista!

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  2. >E rolaria mais, cara. O Invisible Houses do Câmera tá fodido de bom. Recomendo.

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  3. >o Passo Torto foi uma das melhores coisas do ano, ainda teve o Metá Metá também com o Kiko Dinucci

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  4. >Que provavelmente rolará em alguma lista que está por vir, hehe.

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