Os 5 melhores discos nacionais e um dos gringos que Victor de Almeida ouviu no ano de 2011...

por - 15:15


Seguindo com as nossas listas opinativas de convidados, sempre buscando dar opiniões diversificadas entre os registros mais legais que sairam no ano de 2011. Desta feita o Top5 nacional mais um gringo ficou por conta do jornalista alagoano Victor de Almeida, o camarada é responsável pelo Festival de música experimental e pelo site do LAB. Ele ta fazendo mestrado na UFPE e ta sempre ligado na música feita no Brasil e no mundo em tempos de modernidade, tanto que lançou com uma galera um livro digital sobre o assunto, além de ser um dos organizadores do Comúsica em Macéio. Sacai...






Constantina – “Haveno”: Na minha opinião, o Constantina é uma das melhores bandas do Brasil. “Haveno” é o trabalho mais maduro deles. A mistura de post-rock com ritmos brasileiros resultou em um disco sensacional e levou a banda até o South by Southwest, em Austin, Texas. Um álbum à altura de “Constantina” (2005) e “Hola, Amigos” (2008). Acho que “Azul Marinho” foi a música que eu mais ouvi em 2011.








Wado – “Samba 808”: “Samba 808” é um dos discos que mais esperei para ouvir esse ano. Wado acertou a mão nas composições e nas parcerias com nomes tão diferentes como Marcelo Camelo, Zeca Baleiro, Chico César, Fábio Goes e Curumin. Os pontos altos do disco, em minha opinião: a parceria com André Abujamra em “Beira Mar” e a pressão de “Não Para”.






Criolo – “Nó na Orelha”: Não tem como negar o poder das composições de Criolo. Quando baixei o disco, gostei das músicas na primeira audição. A produção de Daniel Ganjamen e de Marcelo Cabral merecem destaque, assim como a banda que gravou o disco e acompanha Criolo nos shows. “Bogotá” e “Grajauex” são minhas favoritas.






Ruído/mm – “Introdução à cortina do sótão”: Depois de “A Praia”, o Ruído me surpreendeu com esse disco novo. Músicas como “Zarabatana” e “Valsa dos Desertores” mostram o Ruído com uma nova cara. O peso das guitarras e as linhas melódicas continuam lá, mas as referências mudaram e o som ficou mais sofisticado. Ainda não tive a oportunidade de vê-los ao vivo, mas acho que deve ser uma vibe do caralho.







Silva – “Silva EP”: Para mim, a grande surpresa de 2011. Um EP de cinco músicas meio tortas, meio delicadas, gravadas por um cara de 23 anos do Espírito Santo. Belas canções com leves pegadas experimentais. Talvez a coisa mais legal do EP seja a vibe “alegria para um dia de chuva” que permeia todas as músicas. “Imergir” foi uma das músicas mais ouvidas no office este ano. A Cléo tá aí para não me deixar mentir.


E um dos gringos...





Mogwai – “Hardcore Will Never Die But You Will”: Quando o Mogwai anunciou Paul Savage como produtor do disco parecia que o Mogwai iria buscar um retorno às origens (Savage foi produtor do primeiro disco, “Young Team”). Mas o que aparece em “Hardcore Will Never Die...” é um Mogwai revigorado e apontando para novos caminhos. Vale destacar nesse disco as melodias por trás das distorções de “Rano Pano”, as três guitarras de “San Pedro” e o final demolidor de “You’re Lionel Richie”. Lionel Richie é referência até quando o assunto é post-rock.

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