Os cinco melhores discos gringos que o @MiojoIndie ouviu no ano de 2011...

por - 18:15



Seguindo nos esquemas de listas de final de ano, os tais top5 tão bem popularizados pelo Nick Hornby, convidamos os colegas do blog de resenhas instantâneas Miojo Indie para que mandassem a sua contribuição. Porém, no caso deles, pedimos que os indicados fossem discos gringos! Fizemos isso para diversificar um pouco as opiniões e também porque o som gringo não é bem a nossa praia. Lógico que todos nós escutamos muita música gringa, apenas não seguimos com a mesma freqüência e atenção que fazemos com a produção nacional. E ta ai uma coisa que a galera da Miojo faz muito bem, então confere ai a lista deles...





Girls – Father, Son, Holy Ghost: Christopher Owens já havia demonstrado todo o poderio de sua música em meados de 2009, quando o primeiro álbum sob o nome de Girls foi apresentado e, consequentemente, capaz de arrancar os elogios exaltados da crítica. Com um pé menos calcado nas referências praieiras de outrora, o músico e o parceiro Chet "JR" White transformam o recente Father, Son, Holy Ghost em um trabalho muito mais maduro, sustentado em diversas experiências que vão do rock Lo-Fi ao Heavy Metal, isso sem mencionar o vasto conjunto de versos dolorosos, românticos e intensos que escorrem por todos os lados do trabalho. Um clássico.






Wild Beasts - Smother: Música minimalista dos anos 70, um passeio aprofundado pela obra literária de Clarisse Lispector e a constante necessidade de transformar melancolia em algo harmônico e comercial, essa parece ser a premissa para que os britânicos do Wild Beasts transformem Smother em uma obra-prima da música contemporânea. Longe das exaltações clichês que definem o trabalho de nove em cada dez bandas inglesas, o quarteto Kendal não apenas supera a grandiosidade dos álbuns anteriores como desenvolve um tratado musical preciso e hipnótico. Um registro permeado pela dor, mas que aponta para horizontes muito maiores do que estes.




Peaking Lights – 936: Para além de grandes lançamentos musicais, 2011 foi um ano em que a lisergia e a produção de trabalhos cada vez mais chapados estiveram em verdadeira alta. Do Hip-Hop ao Rock Alternativo o que não faltam são referências mais do que explícitas da presença de substâncias químicas (naturais ou sintéticas). Melhor exemplo disso está no primeiro álbum do casal Aaron Coyes e Indra Dunis, ou como preferem ser conhecidos, Peaking lIghts. Dub, música psicodélica, ritmos eletrônicos, pop, sintetizadores Lo-Fi e uma variedade de sons bem embolados e tragados até a última ponta.





Destroyer - Kaputt: Se os abusos com drogas causaram um verdadeiro impacto nos trabalhos apresentados ao longo do ano, em se tratando de sexo a percepção não é nada diferente. Entre nomes como The Weeknd, James Blake e Washed Out, destaca-se o envolvente Kaputt, nono registro em estúdio do grupo canadense Destroyer e trabalho que esbanja um sentimento voluptuoso em todas as canções que o compõem. Encontrando reforço no jazz e no soft rock, Dan Bejar, vocalista e líder da banda vai lentamente explorando uma trama de envolventes sensações, apresentando ao público um disco que mesmo erótico se desvencilha de qualquer banalidade que possa caracterizar trabalhos do gênero.



St. Vincent - Strange Mercy: Enquanto Let England Shake parecia garantir à PJ Harvey o título de rainha do rock alternativo por mais um ano, eis que surge a agridoce Annie Erin Clark com o sufocante Strange Mercy, não apenas arrancando a coroa das mãos da britânica, como brigando de igual para igual com muitos marmanjos na luta pelo melhor disco de 2011. Entre letras intimistas (e muitas vezes esquizofrênicas), guitarras repletas de fuzz e a voz suavizada da cantora, o resultado não poderia ser outro se não um trabalho memorável, invadido por belas composições e uma força instrumental impossível de se botar defeito.

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