Os cinco melhores discos nacionais e um dos gringos que Hugo Morais (O Inimigo) ouviu no ano de 2011...

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Hugo Morais diz: em Natal ta calor!


Ano passado nós, os integrantes do Hominis Canidae/ altnewspaper, mandamos nossas listas de preferências musicas do ano de 2010 (principalmente nacionais, mas com alguns gringos). Fora isso, convidamos algumas pessoas de diversos locais do Brasil, estilos e gostos diferentes que estão sempre antenadas com o que acontece na música brasileira para também mandar suas sugestões e listas de Melhores 2010. Neste ano isso tudo se repetirá, só mudamos os convidados (novas cabeças, novas visões), a época na qual mandamos as listas e a ordem. No ano passado, os residentes da casa começaram os trabalhos e depois vieram as listas dos convidados, e tudo isso ocorreu após o dia 15/12. Neste ano, abriremos a sequência de listas mais cedo e começaremos por um de nossos convidados, alternando com alguém da casa.

Pra iniciar os trabalhos, convidamos o jornalista potiguar Hugo Morais, um dos fundadores e responsáveis pelo fodástico site/blog O Inimigo e uma das grandes figuras da cena de Natal (só sacar o naipe da foto enviada por ele), por sinal nos encontraremos com ele próximo final de semana em João pessoa, nos shows do Festival Mundo 2011. Ele enviou cinco lançamentos nacionais e um gringo que na opinião dele registram bem o ano de 2011, ficou uma mistura massa a lista comentada, confira ai...





Bixiga 70 - Bixiga 70
: Eletrônico, africano, sambista, funkeado, psicodélico. Só isto já bastaria, mas o álbum ainda é instrumental. E foi construído por dez músicos que tocam em projetos muito bons de artistas e bandas diversas. É pra dançar e viajar. Pra namorar, pra beber, pra botar na radiola e se entregar ao balanço.

Setembro - Junio Barreto
: Até então o melhor disco de Junio. Um pé no jazz, outro no samba. Uma música tem a batida da Ciranda na bateria, outra começa como um tema tropicalista e vira pro samba, como se uma coisa não fizesse parte de outra... Outra, instrumental, lembra Ray Conniff! Mas o que aparece mais no disco é a poesia na voz grave de Junio. Ao fundo o instrumental preciso anda de mãos dadas para fazer do álbum um dos melhores do ano.








Nó na Orelha - Criolo
: O disco de Criolo, que já não é mais Doido, é uma mistura de samba, rap e hip hop e até um “q” de música brega. Letras que falam da vida no subúrbio, sem descambar pra violência e ainda dão um tom dançante. Destaque pra faixa “Grajauex”.

Li-mo-na-da - Arthur Rosa
: Arthur é mais conhecido como Tampinha, vocal e guitarra dos Bonnies. Desde 2010 ele vem gravando em casa, tudo no esquema low fi e tocando tudo sozinho. O último disquinho, que ele põe pra download e também vende, cometeu algumas das melhores músicas feitas pelas pairagens do RN em 2011. O que prova que a simplicidade e delicadeza andando juntas produzem sempre coisas boas.





Aqua Mad Max - Leptospirose
: Tenho o Invernada e o Mula Poney. Finalmente pude conferir um show da banda e comprovar que eles são rápidos igual aos discos. O mais incrível é que Aqua Mad Max conseguiu ser mais rápido que os dois anteriores e continuar mantendo as quebradas de baixo e bateria. Sem falar nas letras de poucas palavras de Quique Brown que muitas vezes são surreais, mas que conseguem passar uma mensagem. Desaconselhável pra ouvir dirigindo.

Arabia Mountain - Black Lips: Não sou muito de escutar lá as bandas internacionais, prefiro som nacional. Mas sempre que Black Lips lança algo me agrada. Esse Arabia Mountain mantém a imagem bagaceira da banda como se tem notícia pelos shows, por bares que eles frequentam e etc. Vai muito daí os discos serem lançados pela Vice. Que também encarna o espírito zombeteiro que faz a alegria de quem gosta da esbórnia.

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