Spectrazil ao vivo no MIS, afinal, musica es medicina

por - 20:33



Sexta-feira tava uma chuva chata pra cacete aqui em SP. Choveu mesmo. Principalmente quando estava me preparando pra ir ao MIS, munido de umas cervejas e equipamento fotográfico, além de documentos importantes na mochila. Meu guarda-chuva quebrou, meu tênis estava furado e minha meia ensopou. Mas foda-se. Ia ter Spectrazil lá e parecia que a coisa valeria a pena.

Eu não posso esconder a minha admiração por shows desse tipo em lugares públicos e em picos como auditórios, teatros e etc. É bacana pra cacete ver o Kassabinho e o Alckmin fingindo bancar isso como diversidade cultural. Entretanto, a ideia aqui não é o aspecto político da coisa e sim o som, vamos lá. 






Pra começo de conversa, encheu mais do que eu imaginei o auditório do MIS. Como disse, estava chovendo mesmo em São Paulo. Eu imaginava que muita gente nem ia aparecer por causa de São Pedro, mas acabei mordendo a língua e vendo um dos shows mais legais de 2011. Foi foda porque experimentações ao vivo com imagens visuais que beiram a psicodelia e o LSD, não devem ser descartadas por simples falta de costume com a coisa toda.

Às vezes eu parava e ficava vendo o Granado, Takara, Carlos Issa e Dan Bitney tocando e pirava, pirava mesmo. Às vezes ficava olhando para o telão, viajando no som e nas imagens que a Selina Trepp projetava e porra, tudo bem sincronizado. Tudo numa harmonia perfeita e de dar inveja.





Musicalmente falando foi um daqueles shows de barulho bem feito, saca? Em que os ruídos, as distorções da guitarra do Carlos Issa e algumas paradas eletrônicas tocadas pelo Dan Britney e o Granado, não incomodavam, apenas davam o toque que era necessário. O Guilherme Granado até cantou em um pedaço da apresentação, uns trechos da "The Sky is a Sea of Darkness Qhen There is no Sun", do Sun Ra.


Visualmente falando agora, a Selina mandou bem pacas, começou com imagens que me lembravam joguinhos em DOS para o Windows 95 e acabou com projeções mais fieis e reais, tudo sem perder a ideia LSD e piração proposta por ela e o Dan Britney no Spectralina.





Em suma, para uma sexta-feira não poderia rolar programa melhor. Esquece um pouco Augusta e ficar louco em alguma balada tocando Strokes, às vezes 7 conto numa meia entrada ali no MIS, te faz sair com a sensação de semana cumprida e que precisa juntar uns amigos para fazer barulho, afinal, música es medicina, como diria o Nekro.

*todas as fotos por Lane Firmo.

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