Uma cabeça loucura e o random da mente humana

por - 15:14










uma foto qualquer só pra ilustrar o post



São 22h03. Estou ansioso para ver o Polícia 24hs. Um dos melhores programas da televisão nacional. Do nada me veio a vontade de resenhar 3 discos, todos escolhidos de maneira random, como se eu apertasse quadrado no PES e o videogame escolhesse o time pra mim (eu me fodi muito por causa dessa brincadeira).

Aviso que não vai fazer sentido os discos que escolhi. É um de cada estilo, foram os três primeiros que me vieram na cabeça, o primeiro porque eu estava ouvindo, os outros, numa sequência estranha. Vai entender a mente humana, tem gente que vota no PSDB... Bom, vamos às resenhas e ao que pensei, apertando quadrado e torcendo pra não pegar a seleção do Equador:






Morphine – Cure for Pain: O Morphine foi uma das bandas mais geniais que eu já ouvi. Eu comprei um fone novo legal. Precisava testá-lo ao som do Sandman e sua trupe, afinal, nada como um saxofone e um baixo com 3 cordas para me fazer sorrir e ver se não fui enganado pelo vendedor da Santa Ifigênia. Olha, o álbum é tenso e muito, muito bom mesmo. Imagine você em Nova Iorque. Agora imagina você num porão, com uma banda que mistura jazz e tudo mais, tocando ao vivo e você com aquela garrafa de cerveja, a fumaceira do cigarro e você ficando embriagado. Legal pra cacete né? Morphine é melhor.




São Paulo Underground – Três Cabeças Loucuras: O novo disco do SPU dispensa comentários. Está realmente mais abrasileirado, jogando com vários ritmos e sons, um chocoalho aqui, outro acolá. Pedrada das boas. Minha mãe não curtiu muito quando eu liguei e fui estudar. Bom, foda-se né? Aqui o quarteto composto por Rob Mazurek, Guilherme Granado, M. Takara e Richard Ribeiro conseguiu fazer um dos melhores discos de 2011, cheios de experimentações, seja eletrônica ou orgânica. O trompete do Maza está afiado e os sintetizadores do Granado também. Ouçam e como disse o Diego lá no Hominis, coloquem um capacete e não façam a cagada de colocar o disco pra tocar enquanto estiverem chapados: risco de overdose é de 100%.





Facção Central – Direto do Campo de Extermínio
: Álbum duplo. Rap realmente pesado que teve clipe censurado sob acusação de apologia ao crime. Cara, você não sabe a sensação de cantar isso no busão quando tá indo trampar. As pessoas te olham muito feio. Claro, você não vai pagar de louco e cantar alto, mas só por leitura labial todo mundo saca, principalmente quando eu xingo. Hoje Deus anda de blindado. Olha a letra aí: “Se Deus der rolê com cartão magnético,/ Nem com marca de nascência reconhece no exame médico./Pro boy a causa é o código fora de época,/O cuzão quer pena de morte, prisão perpétua./Acha que com menor cumprindo como adulto/Não vai ter na CNN político do Brasil com furo/Aposta na repressão, na polícia hostil,/Um gambé me torturando num terreno baldio./Enquanto era pobre disfigurado no caixão preto/Vale o ditado: no cú dos outros é refresco./Só que o vulcão explodiu, entrou em erupção/E a lava que escorreu foi derreter sua mansão./Acordou pra vida com cem bolhas no corpo,/Com ladrão apagando na pele dois maços de Marlboro.”

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