"Sobre aquele leve preconceito musical... aquele mesmo!"

por - 18:15


Homem negro não tem papas na língua e por isso falarei mesmo. Li uns dois ou três textos sobre o assunto e tomei coragem pra falar. Não que eu precisasse de coragem, mas evito falar de música por achar que o nosso amado espaço já dá o devido valor à arte, além do mais, não precisamos tanto assim de opiniões deturpadas sobre o que acham dos panoramas artísticos que se encontram nos variados cantos deste Brasil Varonil. Mas caso você queira saber da minha opinião, ficarei feliz em te contar, mas não aqui. A menos que a chefia me mande, claro, aí fodeu.

Retomando um pouco o foco, ainda que seja difícil, já que estamos sendo constantemente bombardeados com aquela música do Michel Teló e de tantos outros que estão ganhando mídia enquanto você lê esta crônica.Veja bem: por mais que eu ache que a música é irritante, muita gente gosta e nada do que eu fale ou faça vai fazer com que essa gente toda pare de gostar da música, ok? Portanto, poupem suas energias com passeatas, imagens pseudo-engraçadas do “humor no face” (que por acaso NÃO TEM GRAÇA NENHUMA) e frases de efeito contra o tal estilo musical que tanto incomoda a você que se acha melhor do que alguém por não ouvir determinado tipo de música. E agora entramos num panorama muito maior, porque me refiro a você que tem raiva de funkeiro, pagodeiro, emoxinho e fã de Engenheiros do Hawaii. Aliás, eu gosto muito de pagode antigo. De Engenheiros também, mas mais de pagode.

Me entristece saber que tem gente que por não gostar de algo, tenta rebaixar aquilo ao máximo por sua simples apatia. Isso é egoísmo demais até pra um ser humano, sabe? Pense no seguinte: a música do Michel Teló provavelmente foi o que passou pela cabeça do compositor de ANA JULIA, que eu não sei quem é mas não importa no momento, quando ele a viu pela primeira vez. Será que fica mais fácil perder a síndrome do underground agora? Se não estiver, eu posso abaixar o nível e falar que o tchubaruba é uma versão soft do proibidão que rolou com a mina, e na época mina mesmo, do Marcelo Camelo. Ok, parei.

Portanto, vamos criar um pouquinho de vergonha na cara e respeitar o amiguinho que se acha diferente e o amiguinho que é igual a todo mundo, já que no final das contas, é tudo farinha do mesmo pino. Ademais, isso tudo será esquecido com a próxima onda que a galerinha marota e descolada da juventude surfar, já que como diria Gessinger, a juventude é uma banda numa propaganda de refrigerante, ainda que nessa propaganda o refrigerante pareça ter um doce gostinho de clichê interminável. Paciência, já que eles são inevitáveis e dão o sabor e a alegria de viver! Argh... viu só?

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