Saudades, superação e mais rock!

por - 18:32



O segundo disco da Vivendo do Ócio vem pra firmar o nome da banda como um dos mais significativos no rock nacional de hoje. "O Pensamento é um Imã" é tudo aquilo que deveria ser para que a banda se saísse bem no tal teste do segundo disco e superasse a expectativa que se formou depois da boa repercussão de seu primeiro álbum (Nem Sempre Tão Normal) e dos diversos shows que fizeram pelo Brasil e países da Europa.



Antecedida por um clipe que despertou ainda mais a ansiedade de quem já acompanhava o trabalho dos baianos, Silas é, indiscutivelmente, um dos destaques do disco. Riffs de guitarra certeiros, bateria nervosa, refrão de cantar junto com uma lata de cerveja na mão e letra no estilo foda-se já característico da banda fazem dessa faixa um hit instantâneo. "Por um Punhado de Reais" te leva pra alguma estrada numa van de turnê de banda, "Dois Mundos" é outro destaque e talvez a faixa mais surpreendente do disco, destoando de tudo que a Vivendo do Ócio fez até agora, inclusive com uma pitada de Radiohead. Já "O Mundo é um Parque" traz uma letra positiva que mostra bem como os versos desse disco estão menos etílicos e "Eu Preciso me Recuperar" é uma boa pedida para os djs de baladinhas rockers modernas e tal.


Talvez devido à "saudade da Bahia", pelo fato de hoje os integrantes da banda passarem a maior parte do tempo em São Paulo, o estado que exportou a banda se mostra muito mais presente nas letras e musicalidade de "O Pensamento é um Imã" que em seu antecessor. Radioatividade e os diversos bairros soteropolitanos citados na letra e Nostalgia com seu refrão irresistível (Eu só queria tomar um vento na cara/ Me deu saudade da Bahia/ Eu só queria passar um tempo lá em casa) e sua melodia praieira são as principais provas de que a banda se mantém bem baiana e hoje talvez estejam mais conscientes disso. Ah, o sotaque característico nos vocais também está lá em todas as faixas.Em seu segundo disco, a Vivendo do Ócio conseguiu o mérito de elevar o nível das composições e manter a identidade da banda, mas com a coragem de se arriscar por outras melodias e temas, sem se prender a apenas se repetir. Os caras foram felizes até na quantidade de músicas (11) que entraram pro disco. Quando a última faixa, a distorcida "Eu Gastei", chega ao final, ainda sobra vontade suficiente pra ouvir "O Pensamento é um Ímã" novamente na sequência.

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1 comentários

  1. >Parabéns pelo texto Fernando, parabéns pelo disco Vivendo do Ócio.

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