Diário de bordo Constantina SXSW: A saga dos intrumentos (ainda em NYC) #2...

por - 16:21


Começamos ontem uma série especial de posts com o diário de bordo ou a saga dos mineiros da Constantina na terra do Tio Sam (Tem ate um banner que leva pra todos os posts ai do lado), ainda tem muita terra pra andar e desta vez o Thiago fez o relato, inclusive com algumas dicas bacanas pras bandas que estão pensando em fazer um corre por lá! Para esta leitura sugerimos apertar no play  em Monte Roraima antes de se jogar...



Ontem, no nosso post de estréia, contamos da nossa chegada na cidade no meio do dia. Alguns podem pensar que a partir de agora teremos os dias de estadia para aproveitar as surpresas que cada esquina de Manhattan proporciona, ou mesmo, desfrutar da gastronomia exótica e global que só a mistura de povos que ocorrem na Big Apple pode oferecer. Certo? Errado. Desde que desembarcamos iniciamos nossa saga atrás de equipamentos para  tocar na nossa tour, já que não trouxemos nada porque nossos cálculos apontavam que era mais barato não pagar a papelada do visto americano para artista e vir com visto de turistas mesmo. O problema é que vir como turista implica em não trazer instrumentos musicais, pois não temos como justificá-los. Mas calculamos que seria mais barato investir esse dinheiro (cerca de 5mil reais para se conseguir o visto de artista) em intrumentos novos que serão usados na turnê e poderão retornar conosco ao Brasil, muitos deles para serem revendidos, já que nós temos esses equipos. Assim, hoje iniciamos nosso primeiro dia completo em NY: tendo que correr atrás de equipamentos para uma banda de 7 caras. Nos planejamos afim de esgotar todo nosso ímpeto consumista nas nossas primeiras horas novairoquinas, mas a variedade das coisas que iríamos adquirir e o numero de pessoas que somos transformou nossa tarefa em uma missão custosa. Eram muitas lojas para entrar, muitos modelos para avaliar e o mais importante: nenhum de nós é oriundo de "berço esplêndido". Ou seja, somos frutos do bom e velho DIY (Do it Yourself ou Faça Você Mesmo) em todas as atividades da banda que vocês puderem supor. Sem muitos recursos, mas com muita vontade e com muito trabalho, dentro e fora da banda. Abro esse parêntese porque por aí dá pra pensar que estamos aqui nos EUA hoje com nossas pernas, suor, contatos e, claro, música.


Bem, voltando ao que interessa, acordamos muito cedo e antes mesmo das 8 da matina já tinha Constantino atrás de suas coisas. Andamos o dia inteiro e conhecemos lojas incríveis, como a B&H. A B&H é uma loja muito famosa no meio dos maníacos por informática, fotografia e áudio profissional. E entrando nela dá pra entender o porquê: primeiro, porque é uma loja IMENSA. São 4 andares com todos os gadgets que a sua imaginação conseguir pintar. Além disso, e isso é muito bacana, o suporte para testar equipamentos é ótimo. Você entra numa loja de microfones, por exemplo, epode testar todos os microfones da sala. E tem mais: dá pra ver que os caras que te atendem entendem perfeitamente do negócio que estão te vendendo, o que não é muito fácil de se encontrar no Brasil. Você faz perguntas técnicas - como o Dani, que procurava um microfone com SPL para aguentar pancadas - e eles sabem te responder e te contam como já experimentaram usar o tal microfone que estão te oferecendo, com a maior segurança. Como se isso não bastasse, vale a visita na B& H também pelas particularidades: ela uma loja de judeus e 90% de seus funcionários são ortodoxos. Eles trabalham vestido de acordo com sua cultura e com suas longas barbas e cortes de cabelos bem característicos, o que torna o passeio ainda mais curioso. Outro fato bem peculiar é que por conta de suas tradições a B&H fecha na sexta-feira a 1h da tarde, só voltando a funcionar aos domingos, normalmente. É sempre bom se prevenir quanto a isso.




[caption id="attachment_12244" align="aligncenter" width="640" caption="Esse não é um judeu vestido de jeito engraçado, é o Mr. Olive mesmo, nosso guitarrista."][/caption]

Depois de gastar toda a manhã no mundo dos eletroeletrônicos nos separamos para que cada grupo escolhesse seu melhor almoço. Em seguida pegamos um metrô e chegamos ao Times Square, todo iluminado por propagandas, com milhões de pessoas apressadas para ir ou voltar do trabalho. E, é claro, lotado de turistas, que nem o frio ou o medo de crise internacional impede de tomarem as ruas da cidade num balé frenético de consumo. Bem próximo dali encontra-se a SamAsh, loja renomada de instrumentos musicais.




[caption id="attachment_12245" align="aligncenter" width="640" caption="Sim, ela é de verdade!"][/caption]

Também uma visita muitissimo precisosa, que te permite conhecer e aprender muita coisa na área de instrumentos. O que eu quero dizer com isso é que você pode pegar e testar o tempo que quiser, num acervo digno de nota. Você se sente meio que numa "pesquisa de campo", quase antropológica, de instrumentos musicais. Por conta disso você consegue realmente sentir a sonoridade dos instrumentos. Um ótimo exemplo que rolou foi o Bruno Nunes, que conseguiu comprar uma guitarra Ibanez semi-acústica que ele não conhecia, mas que tem uma sonoridade foda. Essas guitarras geralmente são focadas para uma música mais pesada, mas, de repente, com a possibilidade de se testar os instrumentos tão à vontade, deu pra sacar que ela tinha uma pegada que casava bem com o jeito do Bruno tocar no Constantina. Lá quase todos conseguiram, depois de horas e vários testes, resolver algumas de suas pendências relativas a equipamentos. A exceção ficou por conta do Lucas. Para garantirmos que iríamos encontrar o que precisávamos, reservamos quase tudo no Brasil e compramos pelo cartão, para retirar na loja. Por azar, o trumpete acabou não sendo computado na compra on-line e por isso o Lucas teve que fazer um bom passeio para achar seu instrumento na filial da SamAsh no Queens -  que fica muito longe mesmo do Times Square.




[caption id="attachment_12246" align="aligncenter" width="640" caption="123 testando, comprando!"][/caption]

Após a saga das casas de equipos, encontramos Samuel Mendes, um grande amigo que está morando em NY. Ele é um grande fotógrafo, que já trabalhou com a gente em outras ocasiões, e por isso planejamos que ele registre uma parte da tour em NY, SF e LA... boas fotos vem por ai! Estamos animados! Mas a gente conta essa história dos registros melhor amanhã.


Um abraço a todos. E... Saravá!!!!!

Thiago e Contantina

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