Diário de bordo Constantina SXSW: Infinitamente cansados, porém felizes! #9

por - 14:08

constantina + amigos no ashkenaz

Chegamos ao nono relato sobre a viagem do Constantina na gringa! Desta vez quem assina o texto é o Daniel Nunes (Lise) e conta como foi dar um rolê atrás de casas para fazer um take de Imobilidade Tônica, as fotos que tiraram no Presidio Park e como foi tocar Ashkenaz! Confiram tudo aí e como vocês já acompanharam todo o haveno, aconselhamos "Depois da Euforia" para essa pequena viagem.



Estou aqui com a companhia do som de The Books - Smells Like Content, nesta fria madrugada em San Francisco. Aliás, esta é nossa última noite por aqui: daqui a pouco todos levantam para partirmos para Los Angeles, onde faremos um show ainda hoje (sábado). Escrevo este post após um dia, como diria meu grande hermano Samuel Mendes, "pictórico"!


Hoje foi um dia bom na nossa viagem. Show em Berkeley no Ashkenaz, e finalmente um take bonito para Imobilidade Tônica em San Francisco! Aos que acompanham nossa jornada aqui no Altnewspaper, puderam ler no post anterior o quanto o dia de ontem foi um pouco frustrante. Mas nem todos os dias são perfeitos mesmo: às vezes é necessário um banho de água fria para vivermos as experiências que nos são postas da forma mais intensa e sincera. E foi com este sentimento que acordamos hoje.


Após muita procura na noite anterior de uma fachada de alguma casa simpática que acolhesse nossa ideia e, claro, algum debsate sobre o tema, voltamos com a ideia de que a casa que quase conseguimos um take de Imobilidade Tônica seria mesmo a casa ideal: simple, simpática e singela. Achei, ao menos, que esta seria uma boa imagem! E logo cedo partimos para lá, mas não esprávamos que fóssemos pêgos, mais uma vez, pelo sol. Ele batia no lado oposto da casa e mais uma vez a luz que esperávamos não era satisfatória para um bom take. Sem uma boa luz perdíamos profundidade e as cores paracem ficar "mortas". Após mais essa frustração, lá fomos nós à procura de mais e mais casas que pudessem abrigar nossa idéia. Acredito termos rodado pelo menos umas 2 horas por ruas e mais ruas de San Francisco à deriva. E lá se vai outra rodada de conversa: concluímos que deveríamos voltar à casinha já escolhida no fim do dia, antes de irmos para Berkeley. Ainda era por volta das 10 da manhã. E para não perdermos a caminhada, Samuel nos fez uma proposta de irmos ao Presidio Park, que era perto de onde estávamos. O Presídio é um belíssimo parque onde se vêem infinitos eucaliptos, uma paisagem densa, porém tranqüila. Por ali, entre as imensas árvores, começamos a fazer alguns cliques. Não sei como, mas o samuca foi uma das pouquíssimas pessoas que conseguiu "arrancar" uma boa sessão de fotos nossa. Sempre que penso sobre fotografias, confesso que me travo todo! É muito estranho para mim, e tenho um palpite de que o mesmo para todos nós. Algo que me lembrarei desse dia…minhas pernas! Samuca nos fez pular…MUITO…rir…sentar…levantar…correr e tudo mais que se pode fazer para tentar ao máximo extrair de nós uma naturalidade que acredito perdermos ao estar de frente para as câmeras.


Após a sessão de fotos, por volta das 13:30 voltamos ao hotel para pegarmos nosso equipo e voltarmos para a casinha. Nosso hotel é praticamente fora da cidade: geralmente demoramos uns 40 minutos para ir e vir. Após um rápido pit stop, voltamos nós para a casinha, destinados a de fato gravar o take para este vídeo! E não podíamos deixar a frustração se estabelecer! Chegamos por volta das 16:30 e dessa vez deu tudo certo que fechamos na terceira tentativa. Acredito que teremos um resultado audiovisual belíssimo com esta idéia, com uma boa qualidade de imagens e áudio. É um material que nós ainda temos pouco mas que a getne sabe o quanto é importante. Estamos usando alguns gravadores portáteis da zoom juntamente com alguns microfones de lapela, o que nos dá um maior controle sobre o áudio.




[caption id="attachment_12544" align="aligncenter" width="612" caption="Ainda era preciso atravessar a Bay Brigde pra chegar até Berkeley"]bay brigde[/caption]

Após a saga de Imobilidade Tônica, fomos nós para Berkeley. A travessia da ponte Bay Bridge é razoavelmente demorada: muitas pistas, porém também muitos carros! Chegamos em no Ashkenaz as 19h. É uma casa extremamente simpática: os funcionários são extremamente receptivos e educados! Isso é algo que percebo com muita clareza, da diferença de tratamento que temos por aqui. O mercado norte-americano nos trata de forma muito profissional. Fizemos um soundcheck e a noite começou com a galera do Antioquia. Confesso ter ficado surpreso pelo sonido da trupe: uma mega energia positiva, com direito a interatividade com o público e tudo mais. Não sei muito como definir a sonoridade, pois percebi que tem tantas referências... A riqueza rítmica evidencia de forma ampla a riqueza da sonoridade! Forma tão educados e estavam felizes por nossa visita. A cada intervalo das músicas algo sobre o Constantina era dito por eles! Fantástico! Fizeram um show extremamente dançante e contagiante não tinha um esqueleto que não se mexesse. Até mesmo com os pés, como no meu caso…




[caption id="attachment_12545" align="aligncenter" width="610" caption="A gente no flyer. Mas esse não foi o Bruno quem fez"]constantina_flyer[/caption]

Logo após a apresentação do Antioquia subimos ao palco cansados, porém animados. Noss setlist desse show foi um dos mais extensos que teremos nessa tour. Tocamos todas as músicas do Haveno, exceto pequenas embarções. Uma das grandes dificuldades que encontramos nessas tour são os backlines. Em alguns casos, temos que pagar muito caro por ele; em outros pegamos emprestados dependendo da boa vontade de outras bandas ou da casa, como foi o caso dessa noite! Especificamente no meu caso, não poder trazer também os eletrônicos que já estavam “pre-setados”. Isso terminou me dando um trabalho extra de remapear todas as configurações do Ableton Live, o que sempre resulta em algum um esquecimento: um bom tempo para familiarização dos equipos é fundamental para mim porque a memória visual em tocar os botões é imprescindível! O computador é como um instrumento e, como instrumento, tenho que estudá-lo. Por isso alguns problemas técnicos acabam aparecendo, mas nada que nos fizeese dizer menos naquele instante. A energia era contagiante e com pessoas dançando. Aproveitamos este gancho para realizar uma sessão das 'Pequenas Sessões' em terras norte-americanas. Foi um convite feito por nós à trupe do Antioquia: Monte Roraima finalizava formalmente nosso setlist. Como a energia do local estava totalmente tomada pelas pessoas que estavam dançando, um bis foi pedido e resolvemos atender apenas se o pessoal da Antioquia tocasse conosco uma improvisação livre. Topada a empreitada, pronto! ...Lá fomos nós rumo a mais alguns bons minutos de insanidades sonoras... Finalizamos tudo em “ritmo de festa”!


E vamo que vamo que amanhã teremos uma bom chão pela frente (literalmente): vamos para Los Angeles de carro. Abraços a todos!


Daniel e Constantina

Você também pode gostar

0 comentários