"Quando o Jimmy Cricket ataca"

por - 14:11

cronica mal estar

Algumas vezes fazemos coisas na vida que, por alguma explicação cientifico-religiosa, não queremos fazer, mas acabamos fazendo. E quando caímos em nós mesmos, pensamos profundamente “por que eu fiz isso?”. É o tipo de pergunta que o Alexandre Frota deve ter feito muito ao longo de sua carreira, mas que por falta de respostas lógicas, o fez continuar fazendo. E deu no que deu. Algumas dessas coisas são pequenas e outras tomam proporções muito maiores do que nós mesmos. Exemplo disso é o nosso amado goleiro Bruno, que entregou o ouro quando disse que picava a mão em suas mulheres. E tanto picava que resolveu picar mais e dar pros cachorros. Fatalidade, buá buá.


Das vezes que me lembro de ter feito algo que me arrependi, estava bêbado, apaixonado ou sob um transe hipnótico do Fabio Puentes, quando ele fazia a galera comer cebola no programa da Sonia Abrão. Em todos os casos, a história foi feia e resultou numa bela ressaca moral que me fez repensar em todos os aspectos de minha vida. Até parece que virei budista, mas não, só me arrependi das coisas que fiz sob tais efeitos. Nada muito grande, só exagerei pra dar um toque dramático enfático. Na verdade, todos que fazem besteira exageram de alguma forma, antes ou depois de ter feito a burrada. Mas somos todos humanos, então, perdoe-nos por existir.


Essa semana vi um homem que claramente estava passando por este momento. Ele tinha acabado de comprar um grande saco de salgadinhos e saía de uma doceria, todo contente. Em uma fração de segundos, ele mudou a cara para uma grande interrogação nebulosa, seguida de um esboço de “o que eu fiz?” em seu semblante. Alguém estava pra sair da dieta e foi pego numa crise de consciência. Até senti um pouco de pena do rapaz, mas quando cheguei em casa no mesmo dia, abri um grande refrigerante e falei “ele que se foda”. E seguidamente pensei “por que pensar isso de alguém que não me fez nada de mal?”.


Crise de consciência é uma merda... E pensar que a do Pinocchio era um grilo que se vestia como o Ronaldo Esper. Se minha consciência fosse assim, provavelmente eu já teria feito merda mais grossa, como ter entrado na Associação Cristã de Moços ou tatuado o Dollynho, seu amiguinho, no peito. A crise seria como uma agulhada, mas nada que um porrezinho não derrube. Felizmente, ou infelizmente, tenho um pouquinho mais de bom senso e me limito a coisas mínimas, quando sóbrio. Quando bebo, me torno o Kassabinho.


E falando em Kassab, Ana de Holanda, Serra e outros animaizinhos nativos da montanha, fico pensando se eles também pensam nas merdas que falam e fazem. Ou pior, imagino se eles bebem na festa de fim de ano e se arrependem de ter beijado a prima espinhuda na virada do ano. O Serra eu sei que não, mas enfim. É que sempre tem aquela galera que vive fazendo coisa errada e aprontando várias confusões, mas que parece que não tá nem aí. Por um lado, acho que esta é a atitude que deve imperar, mas se você fez algo pequeno. Se o caso é político, bom, tenhamos mais cuidado, senhores! Assim vocês só me dão motivo para exercitar minha cidadania chamando vocês de ladrão e lambendo o saco do Danilo Gentili, que é tudo de bom! Humoristas levados a sério, políticos na brincadeira e eu vomitando na cara de quem concorda com a frase. Sem arrependimentos.


cronica mal estar

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1 comentários

  1. Ei! Eu levo o Danilo Gentilli a sério!



    E... fiquei quase feliz quando vi que o tema que você abordou tinha a ver com crise de consciência, coisa que eu corria o sério risco de desenvolver caso eu fizesse o que me deu vontade de fazer. Eu disse quase porque na verdade você não me ajudou em nada! Mas tudo bem.



    Lembra do complexo da carne fresca? Lembra que eram três tentações ao todo? Fiquei sabendo que uma delas, a mais gostosa e mais simpática por sinal andou pegando o marido de uma fulana da minha sala. Aí já viu, né?



    Basta dizer que é comprometido e pronto, é só comer. Suei frio quando soube. Mas acho que já sei o que vou fazer.





    Comprar mais camisinhas.





    Obrigado, cara.

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