#TerçaGringa: Conhece o And So I Watch You From Afar?

por - 11:08

terça gringa asiwifa

Dando prosseguimento com a terça gringa, do finado hominis alt, resolvi falar sobre música de novo. Desta vez, deixando os ritmos romântico-pagodeiros nacionais de lado e focando mais em terras além dos oceanos, num lugar onde a coisa tá meio feia faz um tempinho. Além de link pra download, arranjei um show completo da banda, na Rússia, pra ilustrar bem a maravilha do grupo.


O And So I Watch You From Afar (E Então Eu Te Vi De Longe, em bom tupiniquim) é uma banda de Belfast, Irlanda do Norte, que chamou minha atenção desde a primeira vez que eu os ouvi. Não sei definir ao certo de que árvore caíram estes frutos. Muitos dizem post-rock, alguns dizem metal instrumental alternativo, há quem diga experimental mas eu digo que o som é foda pra caralho. Eles chamaram a atenção da “Kerrang!” e já participaram de algumas coletas gringas voltadas ao post rock. A banda se juntou em 2005, mas só gravou o primeiro registro em 2007, com o EP “This is Our Machine And Nothing Can Stop It”. E até foi um nome que caiu bem, já que ninguém os parou mesmo.


Depois de lançar o primeiro full lenght, homônimo, em 2009, eles explodiram mais rápido que bueiro carioca e fizeram altas tours pela Europa, até serem convidados a participar do SXSW de 2010. Além disso, a BBC Radio também deu aos rapagotes a notoriedade que tanto merecem, fazendo com que eles acompanhassem o Them Crooked Vultures, a superbanda do Josh Homme, Dave Grohl e Jean Paul Jones, numa turnê europeia em 2010. E você achando que ficar na porta da MTV esperando a farinhenta da Marimoon era o auge do descolado. Atualmente, eles ainda estão em turnê promovendo o novo trabalho deles, Gangs, de 2011.





Os quatro moleques piranha de Belfast são Rory Friers, guitarrista, Johnny Adger, baixista e Chris Wee, baterista. Eles tinham outro guitarrista, Tony Wright, que era o ruivo da banda, mas ele saiu porque era ruivo. Mentira, ele saiu por causa de seu novo projeto VerseChorusVerse, mas tem outro galã substituindo ele nos shows, que por acaso são animalescos! Niall Kennedy, que tocava no Panama Kings está substituindo Wright na atual turnê, mas ainda não se sabe se ele vai continuar na banda ou se eles vão reduzir se a um trio. É uma pena, mas como diz a minha mãe “a gente come pra poder cagar”.


E a música deles? Como descrever? Imagine um dinossauro correndo a 194 km/h e batendo numa montanha com tudo que tem. Depois imagine este mesmo dinossauro fazendo isso em câmera lenta, com toda a magia dos movimentos calculados e precisos na sua televisão de 42 polegadas HD. Acho que é bem isso. Traduzindo, o peso e a coordenação das melodias, por sinal muito bem trabalhadas, em conjunto com as apresentações ao vivo da banda são, sem dúvida nenhuma, um diferencial para os apreciadores de um som mais pesado e também de um apreciador de ritmos mais leves e compassados. Não contentes em satisfazer os fãs de distorção e afinações graves, eles também embalam as mais leves e embaladas progressões jazzísticas.Faz lembrar muito um post rock bonito, mas sem a parte do post rock. Não os observe só de longe, dê ouvidos a esta molecadinha.





Se você quiser ter uma ereção ouvindo música, baixe aqui o disco homônimo e o Gangs.

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