O novo disco do Jack White é tão... chato

por - 11:06

[caption id="attachment_13952" align="aligncenter" width="610" caption="Sobre essa capa: - comunidades assim; são bregas"]blunderbuss[/caption]

É sério, eu baixei o Jegue Branco (link que circulou pela internet) e fiquei com receio de extrair o zip. Sabe como é, esse poderia ser o novo fail de 2012 e eu me decepcionar mais ainda com o jornalismo musical que está sendo feito no país. E infelizmente, quando tomei coragem, foi isso que aconteceu.


O White Stripes, antiga banda do Jack White, não me tirava nenhum suspiro. Nenhum mesmo. Era tão monótomo e bobo que eu sempre xingava o pessoal que estava ouvindo no meu msn: “porra, mano, isso é falta de mp3? Baixa esse disco aqui” e enviava o link do MeatSpin. Na boa, eles mereciam.


Escutei na segunda-feira a tarde o novo disco do Jack White, Blunderbuss e o que posso adiantar é que novamente este é um texto que te fará ficar putinho. Resumindo todo esse álbum, poderia dizer que é tão ruim quanto misturar Catuaba, Baianinha, vinho barato e ouvir Mc Marcinho a noite toda enquanto vomita num balde de catupiry. Sim, é exatamente isso.


Quando dei play, fui pego pela primeira música, Missing Pieces e quase vomitei no meu colo. Eu já estava bem batido de sono e cansaço, tentei ficar bem ouvindo o cara, mas cacete, foi tão zuado que a sensação foi a de um crackeiro em overdose receber mais droga e se cagar inteiro. Isso, isso, isso, isso.




[caption id="attachment_13954" align="aligncenter" width="610" caption="Conte-me mais sobre como é lançar um disco chato"]Jack White[/caption]

Aí eu fui pra segunda, pra terceira, quarta música e comecei a pescar (abrir a boca de sono e quase bater a cara no meu teclado). Limpei a baba que escorria no canto do meu lábio, forcei os olhos como um noia da Cracolândia e continuei, firme e forte com a tortura. Me senti até os caras da Ditadura Militar não querendo entregar o chapa comunista, de tão insistente que fui com Blunderbuss.


Com o passar do disco, fui ficando de saco cheio e muito puto, tinha lido uma galera responsa falando muito bem do trampo de Jack White e estava me deparando com um amontoadinho de fezes passando pelos meus tímpanos. Continuei na pegada de ouví-lo e quando percebi que tinha acabado, urrei aos quatro cantos: ALELUIA, CARALHO!


Depois de berrar e parecer um retardado, me contive, usei a barra de busca do meu Foobar (ótimo player de música pra Windows por sinal, molecada), digitei 2Pac e fui ouvir Life Goes On. Voltei a um estado de felicidade bacana, cocei o saco e sorri. Pensei também: “nunca mais coloco essa porra pra tocar”. Por sinal, preciso apagar a pasta do álbum.


Queria deixar claro que este disco é ruim porque para mim não tem novidade nenhuma. É só um indie rock chato metido a querer ser blues. Num papo com um amigo uma vez, ele me disse que um dos caras mais fodões do Blues disse que essa galerinha nova estava matando-o. Olha, depois de ouvir esse registro, eu concordo com ele.

Blunderbuss é, para mim, candidato não a álbum do ano, mas a CD mais chato de 2012. Lembram daquela lista de 5 discos que nunca entendi em toda minha existência? Eu prefiro ser torturado por uma viagem de carro de São Paulo à Manaus, sem pausa para mijar no Frango Frito escutando todos eles do que precisar ouvir novamente o novo trabalho do Jack White.


Olha, só de lembrar desse disco fiquei chateado. Tá vendo o que vocês fazem comigo? Vou marcar um psicólogo, apagar o álbum do meu HD e tentar voltar a ser feliz. E por favor, sr. Jegue Branco, se for lançar algo tão chato, não faça um puta auê, venda essa porra só para sua família, a raça humana agradece. Um abraço.

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15 comentários

  1. Tirando o fato de que o texto em si é escrito de uma maneira meio "infantil" e "afetada", o que quero entender até agora é: Por que você foi ouvir o trabalho de uma cara que era nitidamente a alma de uma banda que nunca te agradou?



    Leio o blog desde o final de 2011 e não tive do que reclamar até agora. Acho o altnewspaper um dos melhores redutos para se buscar opiniões sobre música, mas essa postagem... putz... essa postagem foi muito abaixo do potencial do local. Se fosse para ler alguém dizendo "mimimi o disco é o um amontoadinho de fezes passando pelos meus tímpanos", eu não viria até aqui. Vamos deixar os comentários rasos para as redes sociais.



    Não conheço pessoalmente o autor da postagem, não tenho rixas com qualquer um daqui, nem sei se já algo do Paulo Marcondes antes (raramente me preocupo com isso). A minha crítica é em relação a essa postagem em si, que consegue baixar a qualidade do conjunto da obra. Um vacilo que me sinto na obrigação de constatar.



    Me pergunto se é falta de alguém que escreva bem sobre música ou se é um mal do cenário atual do jornalismo musical (como o próprio Paulo falou)

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  2. Diego Albuquerque19 de abril de 2012 12:38

    Quando paulo fala do atual cenario do jornalismo musical, acho que ele se refere a chupação generalizada que rolam com alguns nomes. O cara faz um disco meia boca, ou tem uma banda mais ou menos e o pessoal daqui endeusa de um jeito absurdo.



    Um exemplo: Foo Fighters.



    Sobre resenhar um disco falando mal, eu acho que faz parte do processo, particularmente não uso, porque não vou perder meu tempo falando de disco que não gosto. Mas o que salva o texto do Paulo e a critica ao jornalismo megalomaniaco bunda mole, que acha que um músico é deus e nunca erra, esse disco eu achei bem normal, nada de mais.



    e eu gosto do White Stripes.



    ae!

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  3. Curto o White Stripes também, o que não quer dizer que vou achar qualquer projeto dos ex integrantes algo bom.



    Meu problema é com a forma infantil como a crítica foi feita, dá pra você dizer que algo é ruim sem necessariamente chamar de merda ou "um amontoadinho de fezes". Por exemplo, achei essa crítica uma merda, mas não sou moleque, logo, tendo mostrar que não gostei e tentar apontar onde pode melhorar.

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  4. O impressionante é que a única linha de crítica mesmo que tem é "Queria deixar claro que este disco é ruim porque para mim não tem novidade nenhuma". Agora, não sei se o autor fez isso apenas para ser polêmico (como achei do outro post dos 5 discos), mas falar que algo não é bom por não ser novidade nem é péssimo argumento. É muito difícil aparecer alguma coisa realmente nova, e falar mal de alguém por isso é muito inocente.

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  5. Tua crítica é tão ruim que fez eu baixar esse disco no maior tesão, e gostei. Jack White é o willy wonka da música, brother. Não gosto de ler blogs de música pois todos que escrevem esses blogs se acham os entendedores, faltando-lhes humildade. Humildade, brother. Leia mais e escreva menos. Ninguém tá nem aí para opiniões escrotas. Não seja um escroto. Use seu tempo pra amar alguma coisa, e não ao contrário. Gosto de White Stripes, mas odeio a Meg White. Imagina o que Jack não faria com Mitch Mitchel na batera, ou o rei Bonham... Leia mais bro..

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  6. foi se o tempo em que as pessoas riam das piadas =/

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  7. a gente ri quando tem graça e quando é uma piada. O cara não é do Monty python flying circus e nem é inglês, então não pode dizer que foi uma piada irônica

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  8. Acho curioso como pessoas que dizem não dar importância a uma crítica despendem tanto tempo escrevendo uma resposta a mesma, e, diga-se, uma resposta tão ingênua quanto acreditam ser o texto em questão. A ingenuidade de todos vocês é a de pressupor que o fundamento de uma crítica musical é a própria música, e não percebem que, na verdade, trata-se tão somente de afirmações que são relativas ao gosto musical da pessoa em questão, e, portanto, afirmações subjetivas. Diz-se, "esta música é boa", e isso é como que uma elipse da real estrutura, "esta música é boa (para mim)". Essa é a razão de toda discussão em torno de obras musicas, e obras de arte em geral, ser sem sentido e despropositada.

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  9. Jack White é o willy wonka da música, brother.

    Serio, foi a coisa mais idiota que eu já li. A pessoa não gosta de ler blog e comenta em um. Triste =/

    Se sentir intelectual falando leia mais é ser uma pessoa escrota, então não seja escrota.

    Aliás ótimo texto.

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  10. esse texto niilista vindo de alguém com o nick TROLL SUPREMO tem uma credibilidade gigantesca

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  11. Eu ri com esse texto. Foi engraçado. Imaginei o cara escrevendo tudo isso, numa mesa empilhada de troços escrotos, com cerveja quente, escutando de relance o mega filme que passava na sala. Pode não ter acontecido nada disso. Mas foi engraçado.



    Se alguém vier reclamar do meu argumento, quero deixar logo claro que não tive nenhum. Não escutei o cd do Jack White, acho que não vou escutar, não gostava de White Stripes e acho que as pessoas são livres pra opinar sobre o que bem entendem.



    Ter humor ou não ter, vai de cada um. Nem sei porque to falando isso tudo já. Só queria dizer que tava engraçado.

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  12. Uma resenha sobre um músico de rock, (com orientações claramente experimentais e forte inspiração no blues) feita de forma preguiçosa por um cara que, aparentemente, não curte o gênero.

    O anti-hype é o novo hype? Para os imaturos, pode parecer sinal de inteligência realizar críticas sem consistência pelo puro orgulho de ir contra a maré.

    Posso estar enganada, mas ao menos para mim, soou como recalque. Concordo que pessoas possuem gostos e percepções diversas, mas o que se espera de uma resenha sobre um CD, seja ele qual for, é o mínimo de maturidade e uma crítica bem fundamentada.

    Para que não venham me acusar de fã xiita (risos) segue abaixo uma resenha bem feita que (olhem só!) fala mal do álbum em questão
    http://www.altamenteacido.com.br/musica/blunderbu...

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  13. Ah, que preguiça desses textos... qual o sentido de comentar algo que não gostou? No que isso vai acrescentar? Se não gostou, a melhor forma de dizer isso é ignorando. Tem tanto disco bacana saindo. Porque não faz um post sobre o disco do MeatSpin que você gostou ao invés de malhar um disco que não gostou?

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  14. CARA VC É UM OTÁRIO . SE JACK WHITE É UMA BOSTA. QUEM É VC?
    SE TOCA O NUMERO DE LP VENDIDO FALA POR SÍ PRÓPRIO SEU MANÉ!!!

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