#TerçaGringa: Conheça Caroline, a Sua Vizinha

por - 11:07

Caroline Lufkin

Resolvemos, de uma hora pra outra, que a Terça Gringa será aberta para amigos, brothers e uma galera que tá nessa também. Convidaremos jornalistas, psicólogos, sociólogos e fãs da boa música para compartilhar novidades ou coisas tortas com vocês, queridos leitores. Começando com isso, chamamos o Marcos Xi, editor-chefe do RockinPress que falou sobre uma mina japa que faz um som pop, mas com todo aquele jeito oriental. O texto na íntegra, vocês podem ler abaixo.

Sempre fui um daqueles caras tipo ‘quebre correntes’ (principalmente se for de spam). Ao momento que fui convidado para participar da #TerçaGringa, dois desafios vieram na cabeça: colocar uma banda/artista que ninguém conhece e ainda surpreender com um som diferente. Se a cantora não tem lá um estilo tão diferente daquele que Björk e Emilie Simon praticam, pelo menos sua história já compensa um pouco a audição.


Valendo-se de uma família musical - ela é irmã de uma das maiores estrelas do rock japonês, Olivia – Caroline completou a maioridade e foi estudar em Boston, nos Estados Unidos, terra de seu pai, de onde trouxe forte influência para sua música. Murmurs, seu disco de estréia, foi gravado no Japão e estava dentro de um contrato de uma grande gravadora do país, porém, a cantora teria se irritado com o fato da major querer transformar sua música em um formato cada vez mais consumível (pop), o que fez Caroline guardar o trabalho que ela mesmo compôs, arranjou e gravou, em busca de um selo ideal. O disco saiu por uma subsidiária da grande FatCat, em 2006, e somente no último mês de fevereiro que saiu o sucessor da bolacha, sob o nome de Verdugo Hills.



O interessante do trabalho é a mistura ambient com a doçura quase angelical de Caroline, além dos refrões fortes e diretos e sem batidas dançantes forçadas, como o praxe japonês. O som é tão diferente do costume que, a julgar pelo nome da cantora, as letras e a música, jamais alguém acertaria que Caroline é uma voz japonesa de 31 anos, auto didata e capaz de brigar com uma grande gravadora para apenas manter sua arte como é. Pense assim: é uma Björk mais jovem, com menos material irrelevante e frescura ambientalistas (já que os equipamentos da islandesa poluem mais que os festivais brasileiros inteiros).


Posso dizer que o Murmurs tem dois pequenos clássicos musicais: “Sunrise” pela doçura expressa de maneira eletrônica e “Biclycle”, com seu altamente viciante refrão. Ainda vale contar a ambientação paradisíaca de “ I'll Leave My Heart Behind”, feita por mãos apaixonadas e extremamente detalhistas. Para escutar durante a leitura de um bom livro ou viajar entre ervas proibidas com sua namorada pseudo-descolada. Não recomendado se você gosta Emilie Simon, pois você irá acusar alguém de plágio.


verdugo hills



Verdugo Hills

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