Trilhas sonoras de videogame levemente subestimadas

por - 14:08

materia trilha videogame


Se você joga videogame, provavelmente é porque quer se desligar da vida ligando uma caixa esquisita que tem cheiro de plástico queimado depois de certo tempo. A experiência de se jogar vai além de uma mera explicação rápida e idiota mas que, ironicamente, só pode ser traduzida com uma mera explicação rápida e idiota: é daora! Desde os tempos mais antigos, tudo na arte de jogar videogame foi desenvolvido com trabalho duro e esforços excessivos para o melhor deleite, mas você repara em todo esse trampo que fazem pra dizer que tal jogo é “daora”? Sabemos que você e todo jogador de videogame gosta de gráficos, história, controles confortáveis e cores fortes e vivas, mas confesso que nem sempre me atentei a algo vital nos jogos, que é a música. E eu não devo ser o único insensível a já ter feito isso na vida, então aí vão algumas trilhas sonoras que provavelmente passaram em branco por você que gosta de jogar videogame com o “mute” da televisão ligado.


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Crash Bandicoot 3 Warped (PS1) – Este jogo deve ser bem famoso entre todos que já tiveram um Playstation, e com todos os méritos. O jogo é excelente, tem boa jogabilidade, bons gráficos e possui um senso de humor bastante presente. Todos os jogos de Crash, a raposa esquizofrênica, são muito bons e fazem jus ao console em si, além de conter uma trilha sonora extremamente original, com seus beats florestais e temas bastante característicos. E subestimados, devo dizer. Dos três jogos da cronologia, a trilha que mais gosto é do terceiro, quase empatando com o segundo. A do primeiro é boa também, mas acho que fica enjoativa com o tempo. Existem também outros dois jogos, mas não pertencentes à história original e mais outros jogos no Playstation 2, mas sinceramente, os melhores estão no PS1. Vale a pena ouvir de novo!


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R-Type (Master System) – E aqui estou eu falando de R-Type de novo (falei antes aqui). É um jogo muito bom! É absurdamente difícil, mas tem bons controles, fases complexas e tem uma trilha sonora muito foda. Antigamente, entre os anos 70 e 80, a galera tinha uma coisa com temas futurísticos, naves espaciais e viagens intergalácticas. Hoje em dia a gente tem uns reprises de Star Trek, Stargate Atlantis e o Ben 10 com seu relógio alienígena. Já fomos mais criativos como seres humanos e a trilha sonora de R-Type, tal como o jogo, são a prova concreta disso.


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Rygar (NES)– Este é meio obscuro. Não conheço ninguém que tenha jogado este, talvez por ser um jogo antigo. Imagine o God of War dos anos 80/90 em 8-bits. Isto é Rygar. A história é praticamente a mesma: Ele era um deus da guerra e que foi traído pelos amigos deuses e virou um homem forte querendo se vingar. Isso é o que dá confiar no coleguinha! Infelizmente não dá pra falar que o jogo é bom, na verdade, ele é bem ruim. Tem texturas e cores feíssimas, layout de fases confuso, desenvolvimento de personagem bizarro e é impossível de se zerar sem ter um detonado. A única coisa que salva é a trilha sonora que tem todo um lance “punk”. Não é a mais trabalhada e bem composta, mas dá pra sentir que teve uma grande vontade por trás dela. Recomendo a trilha de Sagila’s Cave, que traduz muito bem o que estou tentando dizer.


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Tony Hawk’s Pro Skater 2 (PS1) – Esta trilha sonora é épica. Não tem muito que dizer sobre o jogo em si, afinal é Tony Hawk! Ande de skate e destrua! E a trilha sonora juntou tudo que os anos 90 tinham pra oferecer, tanto no mainstream quanto no underground, e enfiaram tudo junto nesta maravilha. Atualmente, com os novos jogos no mercado, “Skate” acabou tirando o doce da boca da franquia Tony Hawk e agora podemos fazer esta analogia: Simulador de skate com dificuldade em executar manobras e física aplicada ao esporte está para Skate e arcade pra andar de skate e destruir, Tony Hawk. Ambos são jogos excelentes, mas Skate consegue me divertir mais. Porém, a trilha sonora do segundo Tony Hawk Pro Skater apavora e isso é suficiente para gritar um grande foda-se para comparações.


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Side Pocket (SNES)– Para quem não conhece, este é o jogo que todo pequeno indie fez questão de jogar antes de virar um fã de John Coltrane que fuma cigarros, é viciado em café e que tem um Flickr de imagens de gatos e de gente tatuada fingindo ser modelo. Basicamente, era um jogo de sinuca. Bastante divertido, mas possui aquela gama de gente que ama ou odeia de todo o coração. Provavelmente porque este era um jogo que te demandava concentração e por isso não tem músicas extremamente agitadas e cheias de viradas, pedais triplos e solos de apito de pistão. É o tipo de trilha que você ouve pra relaxar e tentar fazer as “trick games”, pra ver se aparece a imagem de mulher pelada (que na verdade é só uma mulher piscando) que os seus primos sempre tentavam abrir e não conseguiam.


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Donkey Kong Country (SNES) – E pensar que tudo começou com o fliperama dos anos 80 e acabou se tornando jogo de Super Nintendo. E dos bons. E dos difíceis, mas não tão difícil assim. A mecânica do jogo inteira demanda que você desenvolva um timing pra executar certas ações e marcar este ritmo durante as fases e os chefes é crucial pra poder zerar o jogo. Genialmente, para o jogador sentir esta mecânica inovadora de jogo, fizeram uma trilha sonora muito foda. Muito foda mesmo! A trilogia toda tem trilhas sonoras de altíssimo nível, mas a do primeiro Donkey Kong abriu as porteiras. Desde o tema aquático ao “boss boogie”, esta trilha sonora se encaixa divinamente com o jogo e com todo o seu jeito de se jogar. Muito legal!


Ah, e antes que pensem que fui injusto em nem ao menos citar as trilhas sonoras da franquia Zelda, Final Fantasy 2, 3, 6, 7, 9 e 10, Kirby, Top Gear, Gradius II, Duck Tales e até mesmo os eternos clássicos Tony Hawks 3 e 4 quero que saibam: sim, eu fui injusto em não citar nenhum deles.


Quer jogar? Não tem videogame e tá com preguiça de baixar um emulador? Então baixa os sons aqui.

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