#TerçaGringa: Conheça o folk do Owen

por - 11:09

owen


Victor de Almeida é chapa já. É uma das cabeças por trás do festival Lab que rola no nordeste, é jornalista, alagoano, mandou sua lista de melhores de 2011 por aqui e foi para a tour acompanhar o Constantina no SXSW (que vocês provavelmente conferiram neste site). Pedimos para ele recomendar um som gringo a vocês leitores queridos e puts, acho que o som calhou muito bem com essa semana. Divertam-se com o texto dele e com a música!


Quando foi a última vez que um amigo seu te indicou uma banda? Vários dos grupos e artistas que eu mais gosto hoje em dia conheci através dos meus melhores amigos. Foi assim que eu conheci umas paradas como Nofx, Mogwai, Bright Eyes e Sunny Day Real State, por exemplo. No meu caso, a última vez que isso aconteceu foi em 2009, quando eu conheci o Owen.


Estávamos em setembro, durante a realização do primeiro Festival LAB. Nessa edição, eu conheci pessoalmente o Daniel Nunes (Constantina, Lise), depois de pouco mais de um ano de troca de e-mails, entrevistas, longas conversas e troca de discos do Constantina. Daniel veio a Maceió fazer um show com o Lise e acabou rolando de ficar na cidade por mais tempo e durante essa estadia, eu lembro dele ter me indicado o Owen.


Pouco tempo depois eu baixei o “New Leaves”, o sexto álbum da discografia do Owen e o disco que ele estava lançando na época, e fiquei logo de cara com a beleza e simplicidade das músicas. Os arranjos de violão e guitarras de “Good Friends, Bad Habbits”, “New Leaves” e “Never Been Born” já valem pelo álbum todo. Mas o Owen traz mais...



Para resumir um pouco a história, o Owen é o projeto solo de Mike Kinsella, ex-baterista do Joan Of Arc, Cap’n Jazz e Owls. Além de compor e cantar todas as músicas, Kinsella toca todos os instrumentos, salvo uma canção ou outra que conta com participações especiais. Desde o primeiro disco intitulado “Owen”, lançado em setembro de 2001, já são outros seis na rua, o mais recente deles, “Ghost Town”, saiu em novembro de 2011.


De todos os discos do Owen, eu acredito que dois, em especial, merecem ser ouvidos. O primeiro é o “I Do Perceive”, de novembro de 2004, e o outro é o “At Home With Owen”, lançado em novembro de 2006.


O “I Do Perceive” é um disco de uma delicadeza que não se vê todos os dias por aí. Canções como “Who Found Who’s Hair In Who’s Bed”, “Note To Self:” e “That Tattoo Isn’t Funny Anymore” mostram um pouco da veia pop que Kinsella imprime nas músicas do Owen.


Já o “At Home With Owen” segue o trilho do disco anterior e traz esse clima intimista em todas as músicas. Mas para mim, esse álbum tem os arranjos de violões mais bonitos de todos os registros de Kinsella. Vale prestar atenção nos belos arranjos de “The Sad Waltzes Of Pietro Crespi” e “Bad News”, além de “One Of These Days”, a minha preferida atualmente.


Depois do lançamento de “At Home With Owen”, em 2009, pulamos para março de 2012, três anos depois do primeiro LAB, já quase no fim da turnê do Constantina no Estados Unidos. Assistimos ao Owen abrir a noite no showcase da Polyvinyl no South By Southwest (SXSW). Ouvimos as canções, as belas linhas de violão dos discos e as histórias que Mike conta nos intervalos enquanto muda as afinações do violão. Para mim, foi um dos pontos altos da viagem.


Em um vídeo que eu gravei do show dá para ouvir o Túlio Castanheira (Constantina), depois de tomarmos algumas Lone Star, gritando no final da música (ele solta um “ié ié!” e um “saravá” assim que o Mike encerra a apresentação e agradece. Confira abaixo). No final das contas acho que é isso mesmo, a música faz mais sentido quando compartilhamos com os amigos... Afinal, você nunca sabe quando vai conhecer um grande amigo ou uma grande banda!



OWEN

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4 comentários

  1. esqueceram de citar uma das obras primas do Mike Kinsella: American Football.

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  2. Esqueceram APENAS disso...

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  3. Saravááá!!!

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