#TerçaGringa: Vitamin X, corre pra dar mosh!

por - 11:07

terça x


Eu gosto de hardcore. Descobri isso quando tinha 13 anos, durante um de meus surtos adolescentes quando dava porradas no rádio do meu tio e descobri Dead Fish tocando numa rádio pirata. Aquilo me deixou perplexo, atônito. Como algo tão rápido e cru podia ser tão legal de se ouvir? Não fazia nem ideia, mas não queria fazer. E desde então, quis ouvir tudo que tivesse semelhança com a velocidade ou a sonoridade de “Zero e Um”. Quanto mais ouvia hardcore, mais fui me afastando daquilo que ouvi pela primeira vez, o que contribuiu para a minha identidade sonora. Até o dia em que assisti ao extinto Gordo Freak Show numa noite de sábado, onde vi uma banda maluca que nunca tinha ouvido falar. Era o Vitamin X.


Oriundos de uma terra muito conhecida pela legalização da maconha em coffee shops e pela prostituição como profissão regulamentada, uma molecada barulhenta resolveu formar o Vitamin X. Straight edges em Amsterdã. Quase irônico, não? Marko Korac (vocal), Alex Koutsman (baixo), Wolfi (bateria) e Marc Emmerik (guitarrista e principal letrista) acham que não. Com letras bastante politizadas unidas ao bom e velho hardcore punk, rápido e sem descanso, o Vitamin X é atualmente uma das bandas mais importantes e influentes da Europa. E sem dúvida, uma banda que tem presença vip no meu coração! Nhain, que fofura!


A banda se juntou em 1997, com a ideia de fazer um hardcore punk daqueles que não se faziam desde os anos 70/80, na fúria dos solos a la Greg Ginn e riffs mais rápidos que foda de coelho. E eles conseguiram. Na verdade, conseguem. E pra não dizer que só eu acho isso, que as turnês na américa do norte, do sul, Europa, Japão, Austrália, sudeste asiático e Rússia falem por elas mesmas. A banda é tão foda que chegou até a tocar no famigerado CBGB’s, de New York, que hoje é pó (mas que parece que vai voltar das cinzas). Eles fizeram uns shows por aqui, mas o que todos devem se lembrar, e que eu nunca me esquecerei, foi o que eles fizeram no Gordo Freak Show, em 2006, com direito a cover de Black Flag e quebradeira de instrumentos no final. Lindo!



A banda já sofreu umas alterações na formação, principalmente na bateria. Inclusive, até o Boka, do Ratos de Porão, chegou a tocar com eles uma cotinha. Também rolou uma troca de guitarras, mas essa rolou só uma vez. Sobre os registros da banda, há algumas controvérsias, pois muita coisa foi lançada oficialmente e em formato de bootleg, além das compilações, splits e “best of’s” que podem ser achados por aí pela intranebs. Aí sim hein!


Em resumo é isso aí. Os caras ainda estão na ativa dando porrada na cara de muito hardcore babão que se acha e ensinando muito moleque comedor de alface que straight edge não é softcore italiano. Ao que me consta, parece que tem uma turnê europeia chegando em junho, mas sobre datas brasileiras, não sei de nada. Fico no aguardo! E no fim do post, upei três discos deles que acho muito classudos, sendo eles Bad Trip, de 2006, que é um disco que me encantou, o último play deles Full Scale Assault, de 2008 e uma coleta chamada Pissed Off, que é perfeita pra dar uma sacada no som dos caras. Botem os X’s nas mãos e vão ouvir essa maravilha de banda!


terça x


PASTELBIN, HIHIHI

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