Grindcore como deve ser ouvido e listado!

por - 14:18

grind lista


Poucos estilos musicais me agradam tanto como o grindcore. Sempre curti muito o hardcore e muita coisa do próprio death metal, mas quando soube de algo que juntasse ambos os estilos numa fusão hibrida e totalmente bacanuda, tive uma ereção. Desde os blast beats aos riffs ligeiros e vocais absurdamente ininteligíveis, o gênero me faz babar de tão magnífico que me soa. Apesar de tal movimentação transcendental de minha parte, pouquíssima gente que eu conheço curte uma grindoleira do satã, o que me deixa um pouco triste. Sempre se referindo ao bom e velho grind como “barulheira” ou “som de maluco”, as pessoas que ouvem sempre são criteriosamente simplistas em seus comentários maldosos. Ou talvez eu seja retardado mesmo, mas não importa. Se sou tão retardado assim, acho que vale a pena listar os seis discos de grindcore nacionais. Já é legal saber que tem bandas que fazem determinado som na gringa, imagina só aqui na terra do Dilmão!



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Hutt – Sessão Descarrego: “Vá de reto, satanás!”. Que belas palavras para se começar um disco cujo próprio parece ter cedido o estúdio pra gravação. Os negos do Hutt desde o EP “Miserável” sempre foram referência do grind para mim. Lembro até hoje de ouvir este maravilhoso full sempre que voltava do trabalho quando trampava numa senzala chamada escritório de engenharia. Minha vontade todos os dias era a de dar com um facão na cabeça de alguém, tal como sugere a capa, mas ouvir o disco todos os dias me fez reparar como o Hutt pode te salvar de um B.O. Lembro-me de uma das definições da banda era algo como “a banda de pop rock ligeiro mais foda do Brasil”. Concordo plenamente.



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Facada – Indigesto: Tal como a banda listada acima, adorava ouvir estes dois discos em minha volta pra casa depois do trabalho. Era muito bom ouvir tudo aquilo que gostaria de fazer na realidade. Isso porque Indigesto tem uma bateria impecável, guitarras e baixos de altíssimo nível e um cover de Nasum. Respeito, hein. Em termos de letra, fico muito satisfeito com o registro, que é um dos poucos grinds que as possuem de fato, não se preocupando apenas com um vocal sujo e nojento. E lembro que colei na porta de um show em que cada camisa custava 10 reais. Isso é muito foda!


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Test – Carne Humana: Este é bem novo, se comparado aos outros, mas é de tamanha maestria. João Kombi e Barata vem acertando desde muito antes do Test, com o DER e com o “Are You God?”, mas este EP provavelmente um dos mais clássicos que eu já ouvi em um bom tempo. A vontade de tocar é totalmente percebível e o resultado só poderia ser um digníssimo trampo da dupla. Barata é um senhor baterista, com sua técnica e fundamentos precisos, e João com sua absurda presença de frontman do cão se juntam naquilo que pode ser uma das melhores bandas nacionais em atividade do gênero. Pronto, falei mesmo.


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Presto? – Atentado Sonoro: “Por que não A.Q.N.P ou Ódio Puro Concentrado?” você deve estar se perguntando. E eu respondo, por uma pura questão de achar que todos os discos são excelentes a ponto de destacar a banda como uma das minhas favoritas e importantes no grindcore. É sujo, é rápido, é quase poético. Merece todo o crédito que dou por ser até ainda melhor do que isso que estou tentando descrever. O elo perdido entre o hardcore e o grind. Ou na verdade o elo encontrado, já que vejo muito dos dois estilos na banda. Talvez até por isso goste tanto dela.


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Sick Terror – Eu me vendo por bem menos que você imagina: Não me lembro de ter curtido tanto um disco indicado por alguém como este. Isso porque só curto o Six First Hits do Dance of Days, por isso nem botava muita fé no Sick até ouvir este disco. Maldito preconceito! Pirei no Sick Terror até o Nenê Altro sair da banda. Nada contra o outro vocalista, mas acabei perdendo o interesse. Aqueles gritos estridentes de quem parece estar sendo marcado a ferro com o conservadorismo e com a intolerância me afetaram de alguma forma.


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Life is a Lie – Tomo II: Sobre os fundamentos da ordem: Não sabia se listava ou não por ser um som mais puxado pra um death metal, apesar da ambiência de um black metal, então foda-se. Como grindcore, o Life is a Lie passa sua mensagem neste disco absolutamente fodidão. Sempre que ouço, fico impressionado com a qualidade das letras e do som porradão que dá vontade de estudar geometria. Infelizmente, bandas como o Life is a Lie acabam, mas discos como este ficam e a nostalgia de algo que era feito com maestria pode ser re-ouvido quantas vezes forem necessárias. No meu caso, até mais vezes que o necessário.


E estes são os discos nacionais que eu mais ouvi na vida até agora. Se continuar no ritmo que estou, provavelmente ouvirei muitos outros mais, pois viverei muito com minha vida saudável e regrada. Vale lembrar também que é uma lista feita de maneira não-jornalistica, portanto listei discos que eu gosto e foda-se. Não concordar com itens da lista é aceitável, mas antes de qualquer outra coisa, baixe todos no rotineiro link ao final do post. De qualquer maneira, só fico no aguardo de novos grandes registros como os aqui listados e para camisas lindas com estampados super tendência, mew! hihihi


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12 comentários

  1. Que lista do caralho! Tive sorte de começar minha "carreira no metal" ouvindo o debut do Life is a Lie, entregue em mãos por um amigo que tenho até hoje (faz quase 10 anos que tentamos formar uma banda). Do resto, também curto Hutt... só não conheço as outras por falta de saco de procurar coisa boa pra ouvir.

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  2. Faltou: NECROTÉRIO - "Lament of Flesh" :)

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  3. falto um monte de banda .......



    ROT,new york against belzebu......

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  4. na real tem banda de power violence - thrash core - e bandas q beiram o grindcore não são exatamente do genero

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  5. Hugo Silva Ribeiro14 de junho de 2012 07:50

    Claro que o grindcore nacional não se resume aos seis discos. Como criadores do estilo, influenciamos o grindcore no mundo inteiro. Faltou algumas bandas importantes como o Brigada do Ódio, que foi influencia até pro napalm death e pro cripple bastards, o Praia de Vomito e o Atack Epiléptico que foram percursores do grind aqui no Brasil e outras, como Subcut e ROT, que na minha opnião, foi uma das mais importantes no estilo.

    Os discos citados são ótimos, representam muito bem o grind atual sem dever nada aos gringos, mas acho importante as pessoas conhecerem as bandas antigas, pra não deixar morrer o sentido do grind!!!

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  6. rot, subcut onde estão??? daora a lista, mas faltou rot:(

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  7. Interessante a iniciativa de falar sobre grindcore, mas realmente concordo com Hugo, faltou ROT e SUBCUT, além de PLAGUE RAGES e DERANGED INSANE. Talvez vc não conhece essas bandas, então fica a recomendação.

    Outra coisa...quem sabe não experimente o goregrind e posta os discos q mais curtiu tb?

    Falow

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  8. Faltou o ROT! Não se faz de lista de grindcore brasileiro e não colocar o ROT, é pecado! Gosto muito do Test, mas acho que chamá-los de grindcore é forçar a barra. Grindcore=Blast Beat e isso o Test quase não tem, algo que já não falta no magnânimo D.E.R.! Mesma coisa em relação o Sick Terror.

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  9. Faltou o Forbidden Ideas...

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  10. Não mencionar ROT e SUBCUT é no mínimo um desaforo contra a própria cultura.
    Life is a Lie, Hutt e Facada fazem grande diferença no que se trata de grindcore de qualidade porém, não se deve esquecer nunca da raíz do grindcore Brasileiro.

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  11. Eu so acho que isso é uma grande panela !!!!!!!

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