Tokusatsus que valem a pena ser lembrados, ativar!

por - 11:04

tokusatsus


Sou um cara nostálgico a ponto de sentir falta do que não me faz bem. As vezes fico pensando em como o passado foi bacana e em como eu adoraria vive-lo mais uma vez. Infelizmente, isso não é possível porque a vida não é a trilogia de Back To The Future. Por um lado, isso é bom, já que eu não gostei tanto assim do terceiro filme, mas enfim. Sempre que quero nostalgiar, vou ouvir música antiga, assisto uns desenhos animados e vejo umas séries do bom tempo. E o que pode ser melhor do que séries antigas decentes? Não estou falando de seriados como esses que a Warner usa para estofar os nossos rabos, tô falando de seriados intencionalmente juvenis e, na maioria das vezes, sem sentido mas com alto teor de diversão. Em outras palavras, TOKUSATSUS! Este é o nome japonês para as séries sobre robôs, androides, insectoides, alienígenas ou ficção científica em geral, cheio de explosões e comédia rasa. Tomei a liberdade de listar os que mais assisti ao longo de minha infância e juventude, só pra ver se alguém embarca na minha onda. E essa é só pra gravação: eu vou deixar muitos bons tokusatsus de fora, pois isto é uma lista e não um catálogo.


tokusatsusKamen Rider: Em minha opinião, o supremo dos supremos, Kamen Rider foi o melhor tokusatsu de todos. Era simples, tinha explosões, tinha carisma e tinha sempre uma gostosinha que ele salvava no final. Esse tokusatsu no geral veio de uma série criada em 1969 no Japão, que teve várias sequências e um mangá. A história da tal série se baseava num bravo guerreiro que era transformado contra a sua vontade num poderoso inseto humanoide que lutava contra as forças do mal. Antigamente, sobretudo no mangá, o guerreiro vivia num constante conflito por sempre salvar a humanidade e que, por sua aparência de inseto, o desprezava e isolava o coitadinho. Infelizmente, eles abandonaram estes dilemas complexos e envolventes para que a série fizesse mais sucesso entre a molecada. Acredito que tenha funcionado, visto que até hoje ainda rolam novas versões de Kamen Rider no Japão.


tokusatsusUltraman: Tokusatsu jurássico sobre um alienígena, que sofre um acidente enquanto perseguia um monstro intergaláctico e colide com a nave terráquea de um cientista japonês, que acaba morrendo. Tomado pelo remorso, o alienígena funde sua energia vital à do cientista, fazendo com que ele volte a vida e seja capaz de se transformar no Ultraman, defensor da galáxia. Em termos de enredo, nunca fui muito fã de Ultraman, valendo também lembrar que não cheguei a assistir às primeiras franquias, porém, acho que os filmes, as novas franquias e até mesmo os bonequinhos de ação foram o suficientes pra me fazer gostar da série, que se bem me lembro, passava no extinto programa infantil da Eliana, antes de Pokemon. Bons tempos.


tokusatsusJaspion: O que dá pra falar sobre Jaspion que ainda não foi dito? Acho que nada, então serei redundante. Uma criança órfã sobrevive à queda de uma nave vinda de um planeta distante e acredita-se que ela salvará o universo das garras do maléfico Satan Goss. Ao virar adolescente, o menino chamado Jaspion, deve seguir uma grande jornada em busca dos pedaços da Bíblia Galáctica que foram separados por conta de um meteoro da paixão que destruiu o planeta Edin, de onde o rapagote veio. Para seu auxílio, ele conta com a armadura Metaltex, Anri, androide gostosinha que o ajuda nas suas aventuras e uma nave espacial que se transforma em robô gigante. Olhando melhor agora, Jaspion tinha uma temática meio religiosa, ou ao menos cheias de referências a tal. Nada contra, até porque Jaspion é Jaspion.


tokusatsusComando Estelar Flashman: Os verdadeiros Power Rangers. Muito mais legais, muito mais criativos e japoneses, claro. É estranho comparar a americanizagem dos power rangers e os tokusatsus japoneses, já que muita coisa japonesa sofreu influência americana e vice versa, mas vale pontuar que ambas as séries tinham MUITO em comum, exceto pelo fato da primeira versão de Power Rangers (Mighty Morphin Power Rangers) ter posto o cara negro pra ser o ranger preto e a asiática pra ser a ranger amarela. Tirando isso, tudo era bem semelhante. As cores dos personagens, a excentricidade dos vilões, os designs dos robôs, as armas, os jargões e até alguns momentos de poses e vergonha alheia são bem presentes durante toda a série. A história não parece em quase nada. Cinco crianças foram raptadas da terra por caçadores espaciais, porém elas são salvas por habitantes do Planeta Flash, que os adotam e os criam como seus. Anos depois, essa molecadinha volta pra Terra, mas descobre que ela está sendo dominada pelo Monarca La Deus e cabe a pirralhada crescidinha dar um jeito nisso aí. Apesar do enredo meio borrachudo, o desenho das fantasias dos monstros, dos próprios heróis e dos robôs era decente, tudo bem colorido e criativo. Uma verdadeira aula de como entreter crianças e até alguns crescidos.


tokusatsusCavaleiros do Futuro: Provavelmente... não, sem dúvida, é o tokusatsu que mais me deu vergonha alheia no universo. Não por ser um tokusatsu brasileiro, não por ser um tokusatsu produzido pela Globo, não por ser apresentado como atração principal na antiga faixa matinal de desenhos infantis conhecida como Bambuluá, mas por ser um tokusatsu desnecessário. Tudo era muito tosco, mal produzido e até beirava à inocência. Basicamente a história se baseava nos Cavaleiros do Futuro, protetores de Bambuluá, que combatiam o Senhor Dumal e seus comparsas de Magush, conhecida como a Cidade das Sombras. Provavelmente muitos atores globais foram revelados nesta produção e ela foi muito bem recebida pelos baixinhos na época, mas algo parece bobinho demais, não me permitindo olhar a série com bons olhos. Na verdade, nem a Globo deve gostar dela, já que nunca lançou em DVD ou sequer cogitou uma possibilidade de tal. É uma pena, mas talvez tenha sido melhor para todos nós.


tokusatsusGojira (Godzilla): O provável papai de todos eles. E acho que a série inteira de filmes de Gojira foi a primeira e única que fez filmes tokusatsu excelentes e que valem a pena assistir. O réptil gigante que adora destruir Tóquio apareceu pela primeira vez em 1954, representando a fúria de um ser inocente que foi submetido à força nuclear das bombas jogadas em Hiroshima e Nagazaki e que agora está puto com o universo por algo que ele mesmo desconhece. Raiva é assim mesmo. Inicialmente, esta fúria era contra a cidade de Tóquio, mas conforme foram passando os filmes (28 produzidos pela Toho, e que para mim, são os que realmente valem a pena ser assistidos) Godzilla foi ganhando inimigos à sua altura, literalmente. Entendeu a piadinha? Dentre eles estão Mothra (que também tem uma série de filmes), uma mariposa gigante, Ghidorah, um dinossauro gigante de três cabeças, MechaGodzilla, que foi um robô Godzilla criado para destruir o original e até mesmo o King Kong já lutou contra ele. Se isso não te dá curiosidade para assistir pelo menos um filme de Godzilla, então desisto de tentar te convencer.


E é isso aí. Deixei de fora clássicos como Jiraya, que segundo me consta, o dublador brasileiro tinha um sotaque nordestino beeem carregado, Changeman, que era bem parecido com Flashman, porém, talvez até melhor produzido, Bettleborgs, que também eram americanos e claro, a série de Tartarugas Ninja, que era ótima. A propósito, o primeiro e o segundo filme são bons, mas o terceiro é um lixo. Mas por que deixei tantos outros bons de fora (fora os que eu nem listei)? Novamente, é uma lista e não um catálogo. E viva a falta de nexo das explosões de monstros intergalácticos com zíper nas costas!

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1 comentários

  1. 28 filmes?!? cara... eu só conhecia três... eu amava os filmes do Godzilla quandro criança. E será que é por causa de Mothra que hoje ru tenho motefobia?





    Olha, se você curte tokusatsu e filmes cult japoneses, procure por Shin Kamen Raider. Trata-se de um filme, ele seria o primeiro de uma série, mas só lançaram esse porque não agradou o público, porque era violento e sombrio demais. Isso mesmo, FILME do Kamen Raider, com SANGUE!!!



    Vi umas cenas no youtube. Lindo demais.

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