Alguns filmes nacionais pra você ver no final de semana

por - 11:09

Cinema


Não sou muito ligado a filmes, apesar de gostar deles. Longe de mim citar uma porrada de películas numa conversa séria sobre cinema, tanto que na maioria das vezes não assisti nada do que estão conversando. Vejo uma galera falando bastante do que é feito na gringa em termos cinematográficos, mas viajo no cinema nacional. Tem bastante coisa boa que por motivos imbecis acabam caindo num preconceito babaca. Dito isso, juntei 5 filmes brasileiros que acho massa e listei para vocês. Lembrando que isso não é definitivo, é só uma pequena mostra de coisas que curto.


Amarelo Manga – “A trama se passa no subúrbio de Recife, e os personagens são ricos em características desse lugar por serem desprezados, esquecidos, endurecidos pelas condições em que vivem. Há uma violência homeopática no filme, as cores, os contrastes do lugar, a disposição do ambiente físico de forma a fazer com que o espectador sinta as sensações fisiológicas do lugar. Sensações essas de asco, de estranhamento com as imagens e com os personagens. Surge assim uma aproximação crua de quem assiste com o que é mostrado. O diretor soube usar a seu favor uma linguagem meio documental, para parecer real aquele “povo”, aquele cotidiano. Através dos cenários e espaços físicos o espectador pode se situar no ambiente em que é inserida a obra, no subúrbio pernambucano.” – Flor Fonteles . Ela falou tudo. Amarelo Manga pode gerar um mal estar em quem está acostumado com filmes sem grandes disparidades, se fosse uma obra literária escrita na Inglaterra antiga, ele seria uma obra carnavalesca de tantos personagens opostos que temos na trama. As críticas deste filme são muito bem encaixadas. Vale muito a pena baixar e sentar pra assistir deitado numa tarde de sábado:



Quarta B é um filme que também tem maconha no meio. Na verdade, o filme todo gira em torno de um ‘parangona’ que foi encontrado numa sala de aula pra crianças. É muito interessante o modo que Quarta B critica como a questão das drogas é encarada. A narrativa do filme não é nada convencional e pode-se perceber um humor inteligente e cativante, o que prende demais a pessoa a ele, fazendo-se refletir e rir ao mesmo tempo. Vale a pena assistir esse filme e tentar descobrir de quem é a “super paranga”




Quarta B- Um filme de Marcelo Galvão from sitiojatoba on Vimeo.

Árido Movie retrata com muita sutileza e maestria um contexto social recifense. Cheio de subjetividades e muitas alusões, o filme consegue ser engraçado e ao mesmo tempo tenso. Existe nele aquela velha dualidade entre a vida urbana e a sertaneja, bem como uma crítica a algumas práticas antigas de ambas. Não vou me estender contando a história ou que atores participam, isso você acha numa sinopse, só posso aqui garantir que o filme é diferente de qualquer outro que você tenha assistido e aborda temas incômodos e pouco discutidos. Tá aqui no Youtube:



Bicho de Sete Cabeças é daqueles pra você colocar seus pais pra assistirem, isso é, se você faz uso da cannabis e é descriminado em casa por isso. O filme conta a história de uma cara que é internado numa clínica porque seu pai descobriu um cigarro de maconha em sua bolsa. Como o nome do filme diz, é gerado um Bicho de Sete Cabeças por conta do “fino” e o rapaz acaba se fodendo por causa disso, coisa comum nos lares caretas do mundo. Chama teu pai e tua mãe e assiste com eles, pode ser um pontapé inicial pra um diálogo sobre seus costumes ilícitos.



Wood e Stock, Sexo, Orégano e Rock’n’Roll – Uma animação brasileira que conta a história de uns hippies que esqueceram que o tempo passa e que rock não dá dinheiro. Um grupo de amigos que se reúnem pra tentar juntar a antiga banda que tinham nos “grandes tempos”. Dá pra rir muito com o estilo de vida destes camaradas e com a nostalgia que eles têm. No meio disso, rolam vozes conhecidas que dublam a animação, inspirada em quadrinhos. Coloquei esse aqui pra fugir um pouco dos temas sérios dos outros filmes, mas se bem que esse também tem uma criticazinha a uma galera que deixou o tempo passar e ficou naquela vibe hippie. Por favor, assista, é melhor do que ver o programa da Fátima Bernardes, garanto:


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