Quando resolvi enterrar desconhecidos e acabei surda

por - 14:08

place to bury strangers

Quando eu tinha uns 19 anos e me achava a maior enciclopédia sobre música alternativa que você poderia encontrar no Bairro da Torre, vivia buscando novidades em blogs pra ficar ligadinha nas paradas do sucesso. Dentre a safra de mil bandas que conheci durante esse período - muito lixo, por sinal -, A Place To Bury Strangers nunca foi esquecida, e tem cadeira cativa no meu coração amargurado. É uma das minhas favoritas e é sobre ela que vou falar. Ui.


Logo de cara me liguei no nome esquisitíssimo, A Place To Bury Strangers, o que por si só já foi motivo o suficiente pra acionar o play do streaming disponível no site. BUM! Que surpresa incrível, que som foda. Outra coisa que me chamou atenção foram os dizeres “a banda mais ensurdecedora de Nova York”. De fato, creio que alguns EP’s e três álbuns lançados com certeza diminuíram alguns percentuais de minha capacidade auditiva. Noise rock, shoegaze, space-rock, guitarras estridentes, distorções, vocais soturnos, e o baixo nas alturas fazendo a diferença. Resumindo, uma zoada do caralho. E meu iPod não funciona no volume baixo.




[caption id="attachment_17081" align="aligncenter" width="290"]a place to bury strangers "Tuff guys"[/caption]

Criado em 2003, o power trio é formado por Oliver Ackermann (guitarra/vocais), Jono MOFO (baixo) e Jay Space (bateria) e já tem, além de uma porrada de EP’s lançados desde 2006, três álbuns de estúdio: A Place To Bury Strangers (2007), Exploding Head (2009) e Worship (2012). As influências vão de Cure, Bauhaus, My Bloody Valentine, a Sisters of Mercy. Os caras se apresentaram em julho lá pelas bandas da Augusta, em São Paulo, mas depois de constatar que muita gente ainda não conhece esse sonzinho bacana, resolvi espalhar o meu amor por aí, e compartilhar algumas das minhas faixas favoritas e vídeos malucos. Enjoy.




 



 



 



 



 



 

 

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