"Analisando superficialmente salgadinhos (não o cantor)"

por - 14:33

cronica salgadinhos



Tive um problema há um tempo. Estava gastando dinheiro demais com “junk food”, que é boa demais pra ser denominada dessa forma sem aspas. Mas veja bem, “junk food” e “fast food” para mim são coisas diferentes, principalmente porque não como carne e a maioria dessas redes de comida rápida envolvem um pedação industrializado do mesmo. E só pra instigar, sou vegetariano por mim mesmo, não pelos animais e muito menos pela Luisa Mell. Mas retomando, meu problema tinha um nome específico. Salgadinhos.



Dizem que Doritos é o salgadinho oficial do maconheiro, mas não vejo desta forma pois é bom demais e cairia muito bem até pra quem fuma crack. Aliás, do que são feitos esses nachos? São de batata? Sei lá, mas é bom. E com certeza deve fazer um estrago poderoso nos rins. Mas a gente só vive uma vez, né? Salgadinhos em geral são uma boa pedida se a fome bate e eu não tenho dinheiro o suficiente para comer algo saudável, o que costuma ser frequente. Exceto aquele salgadinho de bacon. Puta merda, só de sentir o cheiro já me dá enjoo. Sou mais comer aquele com cheiro de vagina, mas não esse apururucado.



Confesso as vezes sentir um pouquinho de vergonha quando chego na doceria e compro um pacote desses salgadinhos de embalagem colorida e a promessa de zero gordura trans, mas culpo minha infância por ainda compra-los. Bons tempos. Além de estragar os órgãos internos, ainda vinham com um tazo pra brincar e pagar de oldschool anos depois. Nunca mais essas empresas alimentícias acertaram na mão com essa coisa de brinde no pacote. E olha que eles tentaram com todas essas novas ondas juvenis, mas a que mais me lembro mesmo foi o eterno tazo. Bom, teve o iô-iô da coca cola e os geloucos, mas não são especificamente relacionados a salgadinho.



O motivo pelo qual disse que tinha um problema e que, graças ao bom uso dos tempos verbais, não tenho mais é simples. Essas porras ficaram caras. Nunca comi salgadinho pelo valor nutritivo, mas lembro-me que eles não custavam tanto assim em outros tempos. Com o dinheiro do lanche que eu ganhava, conseguia comprar um pacote e ainda sobrava troco pra juntar pra comprar jogo de videogame. Hoje em dia, se eu ainda recebesse dinheiro do lanche, talvez ia até ter que acrescentar uns centavos pra poder levar. Definitivamente aquele era outro Brasil.



Hoje em dia estou mais regulado. Quase nunca compro salgados e quando compro, faço questão de comprar o que custa o que eu pagava na época de moleque. E a diferença de qualidade é absurda. O salgadinho de cebola parece que é feito de vidro, e olha que a embalagem diz em letras garrafais FOFURA. O que antes fazia mal em silêncio hoje faz mal aos berros, mas fazer o quê. Enquanto tiver dinheiro, fome e nostalgia, vou apelar para o baixo valor nutricional destas maravilhosas bombas de sódio chamadas salgadinhos (até que se inventem os cenouritos ou algo do tipo).



cronica salgadinhos

Você também pode gostar

1 comentários

  1. Só é bom se for fedido e pregar nos dedos.
    Ah, e tem que fazer mal a saúde.
    E tomara que nunca tenha um "cenouritos"!!! ;D

    ResponderExcluir