#TerçaGringa: Thrones, o "one man's kingdom" de Joe Preston

por - 11:08

Thrones - Day Latter, Dollar Short


Um gênio, um baixo com afinação baixa e distorcido além do compreensível pra qualquer engenheiro de som do mundo, um monte de sintetizadores, pedais e um bateria programada, má vontade no coração e um currículo invejável.


Joe Preston, ao lado do Dylan Carlson, é um dos pais do poderosíssimo Extra-Capsular Extraction, disco de 1991 do Earth, pioneiro daquilo que hoje é conhecido como Drone/doom ou drone-metal ou como queira inventar tags. Também fez parte do lendário Melvins, gravou o Blessed Black Wings do High on Fire, já fez centenas de dúzias de dezenas de colaboções com o Sunn O))) e a lista de só cresce.


Thrones, é seu projeto solo no real sentido da palavra. O cara realmente é quem produz e grava todos os equipamentos já citados, tudo com a receita de riffs que aprendeu em anos envolvido com os sludges crackeiros desse mundão, mistura o vocal por vezes murmurado e distorcido, coloca tudo no óleo quente e deixa fritando, até queimar. E isso é mais ou menos como soa o Thrones.


Desde 1996 (ano que lançou o debut full lenght Alraune), tudo o que se vê da banda são singles, EPs e splits. Só em 2005, a Southern Lord, selo do Greg Anderson do Sunn O))), resolveu colocar alguma coisa decente pra quem é fã do cara na coletanea Day Late, Dollar Short, que reúne essas pequenezas pós-Alraune em um LP lindo pra cacete, inclusive a capa. Aliás o play ainda tem 5 covers, um deles uma chocrível versão de Black Blade, do Blue Oyster Cult.


O que você ouve aqui é realmente uma obra de arte monolítica-surreal-brilhante e única que o Joe Preston criou pra redefinir a imundice de um estilo genéticamente imundo. Se você cansou das bunda-molices que chamam de rock hoje em dia, Thrones é a resposta.


Let there be doom!


*Texto escrito por Vakka, do ótimo Intervalo Banger.


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