10 discos pernambucanos para entender o pós-mangue

por - 15:07


Mas o que seria o pós-mangue? Um novo ritmo criado no estado de Pernambuco oriundo do irmão mais velho mais famoso? Um termo para determinar um período histórico da música pernambucana atual? Durante todo 2012 inteiro o jornalista e aluno de doutorado em comunicação da UFPE, Ricardo Maia Jr (Cacá) passou o ano desenvolvendo textos críticos sobre o assunto no blog do Outros Críticos. Depois de encerrada a serie de crônicas, teve-se a ideia de lançar um livro virtual (o tal do e-book) juntando todos os trabalhos desenvolvidos neste temas feito pelo Cacá, sobre o nome de ENTRELUGARES: Notas Críticas sobre o pós-mangue (que você pode e deve baixar nesse link).


O livro conta com os seis artigos bem fodas desenvolvidos por Ricardo (que é um dos jornalistas da revista Mi Independente) e ainda conta com um prefácio de Rodrigo Édipo (também da Mi). Aproveitei o momento e pedi para o Cacá fazer uma lista com 10 discos pernambucanos significativos para entender o que significa o tal do pós-mangue. Interessante perceber que boa parte dos artistas já passaram pela revista Mi, seja diretamente (Matheus Mota, D Mingus, Rua, Originais do Sample, Ahlev de Bossa e Ex-Exus) ou indiretamente (Grilowsky e Felipe S, da Mombojó). Então, caso queira saber mais sobre os artistas e bandas, aconselho lerem Mi Independente também! Segue a introdução do Cacá para essa lista e os discos para download, para baixar o som e escutar enquanto lê o livro do camarada...



Complicado fazer a lista com 10 nomes mais significativos para entender o momento Pós-mangue, encomendada por Diego. Consegui afunilar pra 16 álbuns e, depois, fiz enquetes pra saber as considerações de algumas pessoas, que respeito as opiniões, com o intuito de ter um feedback sobre as escolhas que tinha feito e chegar, de fato, nos 10 mais representativos. Enfim, procurei retratar diferentes propostas musicais e senti que era preciso compreender uma temporalidade mais abrangente também. Apesar dessa metodologia, não é uma seleção neutra, a escolha desses artistas envolveu também a afinidade e o gosto, além da relevância estética. Então, vamos lá, eis a lista abaixo:


Mombojó – Nada de novo (2004)
Matheus Mota – Desenho (2012)
D Mingus – Canções do quarto de trás (2012)
Mellotrons – Mellotrons (2006)
Rua – Do absurdo (2011)
Originais do Sample – Ladrão é bóia (2002)
Ahlev de Bossa – Ahlev de Bossa (2005)
Profiterolis – Pare e siga (2009)
Grillowsky - Alcoolismo, Toxicomania, Sexismo, Violência (2009)
Ex-exus – Terroristas freelancers (2008)


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1 comentários

  1. Acho que faltou The Playboys nessa lista.
    Os caras foram um dos primeiros a fazer uma "oposição" à estética Mangue

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