Impressões 1º dia do Festival DoSol 2012: a cena instrumental representando e uma aula de ska

por - 15:08


O que eu vou contar aqui são fragmentos de memórias, praticamente fotos mentais que serão reveladas através desse texto. O Festival DoSol já começou ganhando antes mesmo da edição 2012 acontecer, digo isso porque antes da maratona de shows, todas as bandas já estavam pagas e isso só instiga mais a galera e acaba interferindo em nossas impressões. Cheguei na Rua Chile por volta das 17:30 do sábado, por isso perdi as quatro bandas de Natal que abriam o dia e boa parte do Aeromoças e Tenistas Russas, enquanto tentava me achar por lá. O Festival DoSol é aquele esquema, os palcos começam no horário independente dos shows de um ou de outro terem ou não acabados, se alternam, mas em momentos está rolando o som em ambos os espaços.



A primeira banda que vi foi a paulistana HUEY!, um dos destaques instrumentais do evento nesse ano, e comecei bem. O grupo conseguiu realizar uma apresentação bastante boa e atraiu a atenção dos curiosos para o palco. Aquela mistura de rock experimental com uma pitada de peso funciona muito bem para o quinteto que mostrou algumas faixas inéditas e algumas do primeiro trabalho, showzão. Voltando no DoSol, já estava rolando a barulheira característica da Monster Coyote, banda que vi com o TruckFighters no Recife, e vem mantendo o nível alto no som, na qualidade das apresentações e deu início a sequencia barulhenta do dia.



Depois deles foi a vez da Questions entrar em cena. A banda ao vivo me remeteu ao estilo do DRI, fizeram um show competente, mas que não empolgou muito o público, pelo menos não como o que viria depois. O duo Test tocou no espaço DoSol já com bom público, mas não no chão, e sim no palco. Com um som muito bom, mandaram ver nas faixas do "Árabe Macabro", num dos shows mais sérios e competentes que vi da dupla, com direito a bateria sair andando no palco e muita gente pogando. Pra terminar em grande estilo a sequencia barulhenta do sábado, o vereador Quicke Brown e seus assessores da Leptospirose fizeram um show rápido, insano e divertido, como estão habituados a fazer. Quicke me disse que o set foi o mesmo do Abril Pro Rock, mesmo tendo sido um show menor, ou seja, tocaram mais rápido ainda (se é que isso seja possível).



Pra não ficar surdo, resolvi sacar o performático Silverados de longe. A banda uruguaia é divertida, mas o som é chato. Aqueles rock farofas cheio de firulas e bem básico, mas animou quem se propôs a adentrar o DoSol. No Armazém, quem tomava conta do palco e tendo um dos (se não o melhor) público da noite era o trio sueco TruckFighters. Fazendo aquele indie rock básico, com umas guitarras de solos simples, dignos de easy mode de Guitar Hero e alongando músicas de 2 ou 3 minutos, para 6 ou 7. Foi a segunda apresentação do grupo e eles não me convenceram. É bem mais legal nas mp3 do que ao vivo. A banda Argentina PEZ faz aquele punk rock tradicional, sem muitas novidades, fiquei observando de longe mais uma vez (ainda estava meio surdo da sequencia do parágrafo anterior).



O trio cuiabano, hoje em dia radicado em Belo Horizonte, Macaco Bong, fez o melhor show da noite. É incrível como eles conseguem transformar o disco “This Is Rolê”, que eu acho legal, em alguma coisa realmente surreal. Além de elevarem o nivel das músicas do disco, ainda conseguem instigar todo mundo sem falar nada. E aqui entra o fator tempo, que em festivais precisa ser seguido e o show ficou curto. Mas, se você que curtia o artista igual a pedreiro e achou esse disco novo abaixo da média que a Macaco poderia atingir, não vacile em deixar passar a banda ao vivo, porque no show, o disco realmente funciona. Fechando as bandas instrumentais do sábado, a local Camarones Orquestra Guitarristica colocou todo mundo que estava no DoSol pra dançar. O som estava impecável durante a apresentação da banda, que tocou mais faixas do lado B do último disco lançado. Energia e animação talvez sejam as principais características da Camarones em ação.



Veio então uma sequencia indigesta para mim, Maglore foi de longe a banda que eu menos gostei na noite. Um pop rock com refrões grudentos, aquela galera barbada que vai na linha Los Hermanos, me remeteu a uma banda carioca que nem existe mais chamada Polar, que tinha uma música boa, mas quando você escuta o disco todo ficava bem chato e foi exatamente isso que rolou. Não posso dizer que entendi o Androide Sem Par (não entendi porque tocaram tão tarde, em meio a headliners, e também não entendi o som). Tem uma vibe Thiago Pethit no palco, mas não no som. Desisti no meio do caminho. Deu tempo de beber uma água e ir sacar a Vanguart e ver que a banda domina o palco, tem bom público em Natal e ficar com saudade de quando o grupo fazia folk em inglês (era bem mais legal). Pra não passar por chato, apenas falando mal, “Semáforo” continua funcionando muito bem ao vivo e fechou o show da banda num astral bem massa.



O hype natalense de 2011, Thalma&Gadelha fez o penúltimo show da noite, se no ano passado eles lotaram o DoSol, em 2012 não foi o mesmo inferninho, mas tiveram um bom público. Falaram do disco novo que deve sair logo mais e tocaram alguma das novas músicas, seguindo a mesma linha pop privilegiando os dois vocalistas e subutilizando uma banda muito boa e competente por trás. Fechando o sábado (ufa!) o grupo americano The Slakers fez um show com pouco mais de uma hora de muito ska para os resistentes. Destaque para a versão de “Minha Menina” tocada pela banda, a simpatia do grupo no palco e a aula sonora. Três vocalistas, um teclado e uma bateria que seguram os caras e ótimas versões (além das composições próprias). The Slakers foram responsáveis por um dos melhores shows que já vi no Festival DoSol.


Agora era recuperar as energias para o que ainda estava por vir no domingo gratuito no circuito Ribeira, mas isso vocês vão ler apenas amanhã, isso aqui já esta longo demais!


PS: fotos retiradas da FanPage do DoSol no Facebook. Tem mais de 400 apenas do sábado, vejam lá!

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