Impressões 2º dia do Festival DoSol 2012: mar de gente e surdez garantida

por - 12:07

[caption id="attachment_18074" align="aligncenter" width="610"] Gende demais no domingo, né revista14?[/caption]

O domingo do festival foi unido com o projeto Circuito Ribeira, iniciativa bem bacana que acontece um domingo por mês com o intuito de levar vida ao bairro do centro histórico de Natal, onde diversas bandas se apresentaram em quatro espaços gratuitamente. Era gente que não acabava mais transitando pela Rua Chile e arredores, cerca de 10 mil pessoas passaram por algum dos palcos do festival DoSol no domingo. Era impossível ver tudo, inviável conseguir andar entre os palcos em alguns momentos, por isso resolvi privilegiar a programação do Centro Cultural DoSol, tentando eventualmente passar pelo Armazém (local mais perto) e ver o máximo de grupos. A paraibana Ubella Preta chegou atrasada e por isso tocou pouco tempo. Usaram uma formação diferente do tradicional trio, contando com percussão e sax unindo-se ao tradicional bateria-baixo-guitarra. Ficou bem vivo o som da banda com essa formação, a bronca foi a pequena duração do show.



Direto do interior de São Paulo, Sin Ayuda fez um show carregado de energia, tocando faixas de todos os registros lançados pela banda. Destaque para “Wednesday, Thursday, I lie”, que ao vivo ganhou vocais mais preguiçosos do Vinicius e a mesma gritaria do Diego. A banda é mais limpa ao vivo que nas gravações, mas representam muito bem. Depois disso, me arrisquei na rua para tentar ver outros os outros espaços e pude conferir o show fodão da Kataphero (banda local) no Armazém, com um vocal gutural e um som que não consigo definir bem, mas que era pesado, bem feito e completo. Pelo que entendi a banda é nova, mas não transparecem inexperiência no palco. Um dos melhores shows que vi na edição 2012 do festival.



Mantendo o nível elevado, a Hierofante Púrpura fez um baita show no palco DoSol no domingo. É massa ver como quatro pessoas conseguem fazer tanto barulho, muita psicodelia em meio ao rock experimental feita pelo grupo. Destaques para a baixista Helena no Palco (em cima da cadeira ou simplesmente pulando da bateria) e para a última música tocada pela banda “Rosa Frígida”, uma canção que demonstra bem a mistura de influências que fazem o som da Hierofante muito bom. Depois disso, precisava de um respiro e fiquei ouvindo The Baudelaires de longe. As canções me lembraram um pouco o Weezer com um pouco de brasilidade, nada muito foda.



Entrei novamente no DoSol para ver o Cassady, nova banda pernambucana que mistura indie com eletro rock, e que soa muito mais orgânico  ao vivo, o que deixam as composições do EP do grupo bem mais interessantes.Corri de volta no Armazém para ver a Son Of a Witch, formada por diversos integrantes de outras bandas, não dá nem pra dizer que a banda é nova realmente. Foi o segundo principal destaque potiguar da edição deste ano do festival. Findado os filhos da bruxinha, corri na Casa Ribeira com a intenção de ver o rock instrumental da Tesla Orquestra, mas atrasou muito o show e resolvi voltar na Rua Chile (que beco sinistro é aquele do caminho?). Deu tempo de sacar uma parte da The First Corinthians, a outra banda roqueira de Pernambuco que tocou no DoSol domingo.



Fechando bem a edição 2012 do festival, resolvi ir na garantia e mais uma vez ver a Calistoga ao vivo. Continua sendo a banda mais interessante de Natal para mim, se reinventa em todo disco e o novo single lançado semana passada é um belo exemplo disso. Destaque para a nova música “Lost and Found”, que funcionou muito bem ao vivo, e o final barulhento e antecipado pelo bumbo furado quase na última música. Nada que evitasse zunidos nos ouvidos de todos que estavam presentes no show.


Depois disso era hora de dormir, com a contestação de que o Festival DoSol continua sendo o mais divertido e organizado do Brasil. Se em outros anos o som pode ter ficado aquém nos espaços de shows, esse ano acertaram na maioria das bandas. E continuo achando surreal juntar tanta gente no mesmo espaço sem nenhuma confusão, como diz o Foca, é uma sinergia onde todo mundo é banda, todo mundo é publico e todo mundo é cena. Ano que vem o Festival DoSol chega aos 10 anos, me desejem saúde para presenciar isso ao vivo!


PS: foto de montagem do público tirada da revista14, as das bandas são da fanpage do DoSol, exceto as 2 últimos onde estão escritas Diego Silfer.

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