#TerçaGringa: T.M. Stevens e seu metal funk cósmico

por - 12:03

T.M. Stevens


Quando você ouve a palavra “música psicodélica”, o que te vem em mente? Muito provavelmente Pink Floyd, Jefferson’s Airplane, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Carlos Santana, The Doors e os clássicos dessa era mais doidinha do rock, mas vamos pensar em um estilo de música igualmente doidinho que dominou o final dos anos 70 e começo dos anos 80: o funk. Eis aí um dos estilos mais clássicos e sensacionais que eu poderia ter o prazer de ouvir, e isso porque eu nem conheço ele tão a fundo como gostaria. Se você conhece Sly and the Family Stone, você sabe que essa porra é mais psicodélica que qualquer tentativa do Rancore e do Teatro Mágico juntos. Mas como tudo que é bom um dia acaba, o funk hoje respira com a ajuda de aparelhos.


Claro, ele não morreu. Ainda existem entusiastas do funk por aí, timidamente espalhando a mensagem pelo cosmos através da grande nave mãe. Um destes entusiastas sem dúvida, é T.M. Stevens. Tendo tocado com Tina Turner, Cyndi Lauper, The Pretenders , Bernie Worrell, Steve Vai, Miles Davis, James Brown e mais uma caralhada de gente, T. M. Stevens é um senhor extremamente virtuoso no baixo, mas que não fica somente na psicodelia maluca do funk, criando até preferências por sons mais pesados como rock clássico, punk rock e até metal melódico. Versátil é uma palavra que o define muito bem.



Apesar de seu estilão extravagante de quem caiu numa poça de arco-iris, Stevens não tem frescura com som. Com sua banda, a Shocka Zooloo (que basicamente consiste em um guitarrista, Michael Barnes, e um baterista, Gary Sullivan, e o próprio Stevens, baixista) ele gravou sete discos muito legais, cada um com uma influência mais acentuada em determinado estilo, mas sem perder a pegada funk e a presença pesada que caracterizam a qualidade do cara. Em minha opinião, seu disco mais experimental (e disponível em nosso Tumblr abaixo) é Shocka Zooloo, pois ele passeia por suas influências de maneira bastante agradável, mostrando suavidade nas transições de músicas mais pesadas para mais calmas ou mais suingadas. Vale a pena ouvir!


Baixe o disco em nosso Tumblr

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