#TerçaGringa: Pretty Girls Make Graves e o indie-rock sem chatice

por - 11:03

pretty girls make graves


Já ouviu uma banda de indie rock que não ficasse extremamente irritante após a terceira música? Pois é, parece até piada, mas isso acontece com muita frequência. Toda banda de indie rock que tenta ser fofinha com vocais femininos, letras sobre comer chocolate e ficar de meia pensando no amor da sua vida parece ficar enjoativa bem rápido. Mesmo quando você até gosta das letras. Parece doideira, mas é assim que acontece com quase todas as bandas de indie rock existentes, exceto por uma: Pretty Girls Make Graves. Vinda de Seattle, a banda antes se chamava The Smiths Song Of the Same Name, mas aí eles criaram um par de bolas e falaram qual era a música afinal.


Criada no final de 2001, a banda tocou em vários festivais indies, inclusive o Arts Festival e o Coachella Valley Music, obviamente não como headliners, até o Pitchfork lançar uma nota anunciando seu fim em 2007. A banda é basicamente de indie rock, com vocais femininos e até certa dose de experimentalismos por conta de sua multi-instrumentista Leona Marrs (ex HintHint, se você conhecer), mas gosto da banda por ela me remeter uma certa pegada de post hardcore de bandas como The Plot To Blow Up The Eiffel Tower e Bear vs Shark. Nada muito acentuado, mas vale a pena dar uma conferida.


Deixo como contribuição o disco deles que mais aprecio, Good Health, de 2002, onde é notável esta pequena veia post-hardcore pulsando na testa da banda e que, assim como na esclerose múltipla, tende a secar com o tempo. Pretty Girls Make Graves promete ser aquela banda que não vai enjoar na terceira música. Talvez no terceiro disco, mas aí recomendo que você acabei baixando a discografia para ter certeza. Mas este disco é bom, baixe sem medo em nosso tumblr.



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