"Pelo direito das peladas de domingo"

por - 14:21

fut


Esse fim de semana começou o Brasileirão. Você sabe, aquele campeonato de futebol com uma cacetada de times de vários cantos do Brasil e que todo mundo adora assistir pra rir do amiguinho na segunda feira. E pensar que um dia tão cansado quanto este pode ser ainda pior se o seu amado time perder. Talvez não por seu time ser composto por caras que treinam a semana inteira e não sabem chutar uma bola dentro de um retângulo de vinte e três metros por sete, mas por você ter que ir trabalhar e ainda ter que ouvir piadinha. Infelizmente o pragmatismo da sociedade vigente vai te pegar até na escolha do seu time de futebol.



Nunca fui ligadão em futebol quando criança. Meu pai torce para o São Paulo, então pra evitar tretas, sempre disse torcer também. Secretamente torcia por outro time, ao qual hoje exibo interesse com todo o orgulho, a boa e velha Portuguesa. Além de ser uma excelente equipe, é um dos melhores sabores de pizza que se pode pedir por telefone atualmente. A este ponto acredito que é óbvio, mas estas são preferências minhas. Quando menor, nunca entendi direito como essa coisa da escolha de times funcionava, por isso preferi torcer para dois e não comprar uma treta com alguém que sempre respeitei. Olhando hoje, até parece que isso era algo tão relevante a ponto de quase ter tornado um segredo, mas por ouvir tanto babaca dizendo que futebol, religião e política não se discutia, acabei acreditando.



Futebol torna-se facilmente discutível quando no mesmo fim de semana uma passeata feminista tomou conta das grandes mídias. Felipão não ter levado Ronaldinho Gaúcho na copa das confederações se torna uma questão mínima quando toda uma ideologia é posta em questão. Se um policial canadense diz que mulheres deviam parar de se vestir como vadias para não serem estupradas, temos aí uma passeata que nos lembra o quanto mulheres são mulheres. E não entendam isto como uma crítica, foi apenas uma observação daquelas bem idiotas mesmo.



Não tiro a razão das mulheres que acham que devem tirar as camisas quando sentirem calor e que realmente lutam por seus direitos enquanto seres humanos, mas deve-se também discutir um pouco mais as questões, caso contrário, o protesto fica como algo pontual e sem metade do significado que ele carrega, como é o dia dos pais ou o dia do índio. Eu sempre bato nessa tecla e por isso talvez acabe sendo mais chato que o Sakamoto, mas é o que acredito. O debate nos salvará de muita coisa ruim eminente, como um regime totalitário, uma “orkutização” (apesar de adorar o Orkut) das únicas ferramentas de contra argumentação popular de massa que ainda dispomos ou até pior, de sermos uma nação dominada pelo 9gag.


marcha

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